Kaesong

Hoje, a Coreia do Sul anunciou o fechamento do complexo industrial de Kaesong, que fica na Coreia do Norte. Pyongyang afirmou que tal medida é uma declaração de guerra e declarou que a Kaesong é uma zona militar além de cortar duas linhas de comunicação com Seul que serviriam como formas de contato para negociações entre os dois países em crises diplomáticas.

Seul e Pyongyang assinaram um armísticio para terminar com a guerra entre 1950 a 1953. Mas ambos os países tomaram caminhos diferentes como o capitalismo sul-coreano e o comunismo norte-coreano. Mas a eterna desconfiança entre tais países ganha contornos belicistas desde dos testes de ogivas nucleares feito pela Coreia do Norte que começaram em 2006.

Mas ambos os países viveram um período de aproximação nos anos 2000 que foi feita via a política do sol nascente adotada por Seul e formulada pelo presidente sul-coreano Kim Dae-jung como uma forma de aproximação entre tais nações através um amplo programa de ajuda econômica. Mas isso foi encerrado durante o mandato de Lee Myung-bak por suspeita de Pyongyang desviar o dinheiro para o programa nuclear.

Kaesong foi fruto desta política desde que foi inaugurada em 2004. Esse trabalho de aproximação foi feito por empresários sul-coreanos incentivados pela política do sol nascente. As duras palavras de Pyongyang afirmando que o fechamento do complexo industrial de Kaesong pode significar a ruína econômica para Coreia do Norte que não vive um bom momento econômico.

As sanções econômicas que possam ser impostas a Pyongyang pelos Estados Unidos podem piorar a situação. A Coreia do Norte pode adotar uma postura belicista em que não vai agradar nem o aliado tão poderoso como a China. O fechamento de Kaesong pode ser o estopim de uma nova fase nas relações entre as duas coreias tão distante dos tempos da política do sol nascente.

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O temor norte-coreano

No sábado, a Coreia do Norte confirmou que lançou um foguete ao espaço com o objetivo de colocar um satélite em órbita. Mas a Coreia do Sul afirmou que tal procedimento falhou e se tratou de um teste de um míssil. Nas últimas horas, o Pentágono confirmou que pretende ajudar Seul na construção de um sistema de defesa anti-míssil para um eventual ataque norte-coreano.

Ontem, a Coreia do Sul pediu uma reunião de emergência do conselho de segurança da ONU para tratar de tal problema. Mas ficou nítido que o ditador norte-coreano Kim Jong-Un apela para os mísseis e ogivas nucleares como uma forma de esquivar-se dos problemas internos como a fome e tentar controlar uma possível rebelião de sua população de suas loucuras megalomaníacas.

A Coreia do Norte está fora de controle. Nem mesmo a China consegue conter os ímpetos de Kim Jong-Un. Isso foi tratado no debate entre os candidatos republicanos nas eleições presidenciais nos Estados Unidos com a dura fala de Donald Trump afirmando que vai pressionar Pequim tanto na questão da Coreia do Norte quanto na área da economia americana.

Mas os norte-coreanos podem ter mais problemas. A China está cansada das atitudes tresloucadas de Pyongyang mesmo tendo um tratado de defesa mutua entre os dois países. Isso cresce com a retórica nacionalista do primeiro-ministro japonês Shinzo Abe que aumentou o investimento no setor militar e mudou a interpretação do artigo 9 da constituição de 1947 em que permite uma investida militar japonesa no exterior como forma de ajudar países aliados como os Estados Unidos.

Kim Jong-Un utiliza de sua retórica belicista como uma maneira de chantagear as potências mundiais. Os Estados Unidos estão pedindo uma nova rodada de sanções como forma de punição pelo recente teste militar. Até agora, a China não se manifestou contra o lançamento de tal foguete. E assim cresce o temor norte-coreano de criar uma instabilidade no continente asiático.

Os pesadelos asiáticos

Hoje, as pessoas estão acordando com dois pesadelos asiáticos. A repercussão do teste nuclear da bomba de hidrogênio feito pela Coreia do Norte junto com as notícias de um novo tombo de economia chinesa pela segunda vez nesta semana nas bolsas de valores de Shangai e Shenzen por temores de uma crise.

O teste nuclear norte-coreano criou uma tensão no extremo-oriente. A veemente condenação feito por Japão e Coreia do Sul e corroborado pela China. Não se sabe que a bomba de hidrogênio teve o sucesso obtido e tão usado pela máquina de propaganda estatal da ditadura comunista comandada por Kim Jong-Un.

Enquanto isso na China. A economia caiu em desgraça mais uma vez. As bolsas de valores de Shangai e Shenzen caíram acima de 7% e acionaram o circuit breaker diante do cenário de derretimento das ações. Nas próximas horas serão tensas pela influência dos resultados desastrosos do poderio econômico chinês.

China e Coreia do Norte são aliados. Mas um país depende do outro. Os chineses querem um fornecedor de carvão como a Coreia do Norte enquanto os norte-coreanos dependem do dinheiro chinês para o financiamento de suas loucuras de uma nação quer sempre irritar a comunidade internacional.

A condenação de Pequim contra o teste nuclear norte-coreano está sendo esquecido diante da notícia do derretimento do mercado acionário chinês dado os problemas da economia chinesa. Agora, o mundo fica muito preocupado com os rumos de tais nações para que não se transformem em pesadelos asiáticos.

Ativista manda dvds do filme A Entrevista para a Coreia do Norte

Bem, o fim do ano passado. O filme A Entrevista causou grandes problemas internacionais. A película que conta uma trama da CIA para matar o ditador norte-coreano Kim Jong-Un. O desertor e ativista norte-coreano Lee Min-Bok mandou vários dvds do mesmo via balão na zona desmilitarizada entre os dois países da península coreana. Pelo jeito, Kim Jong-Un vai ter um chilique daqueles

As abduções norte-coreanas

Durante as decadas de 1970 e 1980, muitos japoneses desapareciam do mundo. Na verdade, eles eram sequestrados pela Coréia do Norte para servirem como instrutores para a espionagem norte-coreana. Bem, passados doze anos após Pyongyang reconhecer que usava este método. O premiê japonês Shinzo Abe conseguiu um acordo para a reabertura das invetigações destas atrocidades com a mediação da Suécia.

Isto era uma promessa de campanha de Abe. Isso mostra como o governo japonês vem adotando uma postura agressiva e ao mesmo tempo conciliadora na questão de política externa. Após exibir um nacionalismo que irritava a China. O premiê japonês conseguiu um acordo com a Coréia do Norte em uma questão tão sensível como os sequestros.

Para as famílias de tais vítimas. É o sinal de um alívio ao saber o destino de seus parentes tiveram com está atitude cruel tomada por um país comandado por ditadores malucos como a Coréia do Norte. Nos últimos anos, o país tem adotado uma postura sensata como liberar tais sequestrados em meio a atitudes malucas do seu regime dinastico.

As abduções norte-coreanas terão de ser investigadas como um contrapartida para amenizar os efeitos das sanções que o país aguenta (menos a população) por ter um controverso programa nuclear e os testes de misseis intercontinentais. A atitude de Pyongyang é uma resposta a isso.

Este é um momento onde o governo japonês e as famílias das vítimas precisam um voto de confiança a um país que não cumpre com a sua palavra como a Coréia do Norte. Isto pode ser um fim dessa prática cruel além de aliviar o desespero de tais pessoas. Este é o fim das abduções norte-coreanas.

Coréia do Norte e a sua chantagem atômica

Nas últimas semanas, o mundo viveu uma espécie de tensão nuclear criada pela Coréia do Norte e suas ogivas. A retórica belicista junto com a ânsia do país querer assustar o mundo com comunicados de sua agência estatal com  uma trilha sonora em tom patriótico. Uma propaganda ao mesmo assustadora e comica. Os norte-coreanos são enganados por essa propaganda estatal que afirma que o país é superior aos países ocidentais como Estados Unidos e os vizinhos asiáticos como Japão e Coréia do Sul.

Mas a real face deste país que galvanizou a atenção do mundo foi mostrada de forma nua e crua pelo programa de tv britânico Panorama (BBC One) na segunda-feira passada. A reportagem de John Sweeney mostra uma Coréia do Norte pobre e que sofre com a falta de alimentos. Isso é a principal causa de mortes na Coréia do Norte. O regime não consegue atender as necessidades de sua população. O programa mostrou as imagens de um país fechado e atrasado na economia.

Enquanto a economia patina, os gastos militares continuam altos e são a única forma de chamar a atenção da comunidade internacional. Ficamos refens de uma situação paradoxal. Por mais que se impõe sanções ao norte-coreanos. Eles estão mais determinados a continuar com o seu programa nuclear. O principal aliado dos norte-coreanos, a China. Chineses tem horas que perdem a paciência com o regime de Pyongyang.

O programa da BBC recebeu críticas de universidades britânicas por ter infiltrado John Sweeney no meio de uma excursão de estudantes. A prestigiosa London School Economics pediu que a BBC não transmitisse o programa. Mas a emissora de tv britânica foi em frente e não recuou de sua decisão. Os estudantes seriam presos caso o governo norte-coreano descobrisse isso.

Mas voltando a Coréia do Norte. O culto de personalidade para a dinastia Kim continua firme e forte. O líder Kim Jong-un sempre aparece na televisão estatal participando de exercícios militares e dando apoio aos soldados que estão na fronteira. A pergunta que fica se estamos preparado com as mudanças repentinas de humor da Coréia do norte e suas ogivas nucleares. Só o tempo irá dizer sobre isso.