Temos a liberdade

Hoje, o Brasil viu que as instituições funcionam em prol de uma causa nobre: a liberdade. Por decisão do Supremo Tribunal Federal, as biografias não-autorizadas foram liberadas. Essa luta de 13 anos teve um sabor de vitória contra os censores de plantão como o cantor Roberto Carlos. Agora, a livre circulação de ideias foi garantida por uma suprema corte por unanimidade absoluta. Este é um grande passo dado rumo a uma democracia com direitos e deveres que os cidadãos devem cumprir.

Os nossos artistas não estão preparados para os prós e contras da liberdade. Temos um histórico de processos judiciais onde os atores da Globo e outros famosos processam humoristas e jornalistas como se a justiça fosse um inspetor de alunos. É deprimente ver que tais personalidades que não tem princípios sobre o livre ato de falar e discutir menosprezam esse direito de outras pessoas por se considerarem acima do bem e do mal. Mas isso pode cair por terra a qualquer momento.

Durante o julgamento da ação, os ministros do supremo foram categóricos ao criticar o uso de judiciário como um instrumento de censura. Isso é inaceitável em pleno século 21 e em uma democracia como o Brasil. Mas temos que preservar o direito dos ofendidos a exigirem uma indenização ou a réplica a algo que subjetivamente difamatório a sua pessoa. Tanto que no voto da ministra Carmen Lúcia, ela esclareceu este argumento afirmando que a Justiça não é um censor, mas deixando claro que sempre será um mediador de conflitos.

Nos últimos meses, vários artistas estão perdendo causas judiciais pela conscientização dos juízes sobre a liberdade de expressão. Semanas atrás, o STF rejeitou o pedido de processo contra o controverso deputado federal Jair Bolsonaro feito por Preta Gil. A justiça federal de São Paulo também recusou a abrir uma ação movida pelo pastor Marco Feliciano contra o grupo de humor Porta dos Fundos no ano passado. Esse caminho onde a liberdade é um princípio fundamental de nossa democracia.

Essa reação infantil é nítida diante do silêncio de tais personalidades sobre a decisão do supremo. A indústria do processo judicial perdeu o seu ganha-pão. Mas a guerra não está ganha. Muitos processos contra jornalistas continuam tramitando no sistema judiciário brasileiro. Isso vai exigir uma ampla revisão do modo como o conceito da liberdade de expressão está sendo formado na justiça. Agora, a batalha das biografias não-autorizadas para uma vitória para aqueles que rejeitam qualquer forma de censura.

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Apertando o cinto

Desde dos tempos coloniais. O termo apertar o cinto sempre foi usado em tempo de vacas magras. Como vivemos em uma era ajuste fiscal que está sendo defendido afinco pelo governo. O Pombo Correio adota uma posição crítica-sarcástica sobre isso. Nossos intelectuais e economistas tem medo da austeridade. Ou seja, aquele festival de corte de gastos para agradar o mercado financeiro e desagradar o colunista da Folha, Clóvis Rossi, em um bom dia de aparar as contas.

Nosso país está desacostumado com os arrochos dos governos. Tio Clóvis ficou muito desesperado quando o governo conservador do primeiro ministro britânico David Cameron foi reeleito com a maioria suficiente para governar sem a necessidade de uma coalizão. Os britânicos são experts em apertar o cinto. Eles já tiveram um grande racionamento de comida depois do fim da segunda guerra mundial. E assim conseguiram ter um grande emagrecimento em massa.

O Joaquim Sincero Levy foi muito honesto ao descer o porrete na Dilminha. Mas como a população vai entender que um simples aperto de cinto será importante para o nosso país? Os sindicatos vão criticar tal arrocho dizendo que é um crime contra o trabalhador enquanto Lulão tenta acalmar a companheirada dizendo que corte de gastos petista é muito melhor do que se fosse feito pelos tucanos para tirar sarro de Aecinho e companhia limitada.

Para uma sociedade acostumada aos desmandos dos políticos em assunto econômicos. O pessoal vai ter que ir as ruas para protestar contra o governo. Mas então vem mais uma onda de protestos que causam aquela náusea que incomoda o petismo e agrada o leitor da revista Veja. Nesse momento de problemas na economia é preciso ser os cadernos que tratam desse assunto nos jornais e revistas. Mas eles só confundem a cabeça de leitor do que esclarecem de fato.

Os tempos de apertar o cinto estão presentes em nossas vidas. Desde de cortar aquela assinatura de revista cara pra burro até a demissão do vizinho. O ex-presidente americano Ronald Reagan dizia que é uma recessão quando seu colega de rua perdia o emprego enquanto a depressão é quando você perde o emprego. Essa analogia é muito interessante. Menos para Clóvis Rossi, que tem austeridadefobia e medo de apertar o cinto para o bem das suas contas pessoais.

Não apoiamos ninguém

A imprensa britânica tem a tradição de declarar o seu apoio para um partido que disputa as eleições gerais. Isso não vai ser diferente nessa eleição da quinta-feira. O Pombo Correio anuncia que não vai apoiar qualquer entidade partidária da terra rainha Elizabeth 2º. Nossa independência em fazer piadas sobre o novo primeiro-ministro britânico é de suma importância para este humilde blog. Nosso apartidarismo é uma grande vantagem para este diário virtual.

Enquanto o The Guardian apoia o líder trabalhista Ed Miliband. A revista The Economist e o jornal dominical Sunday Telegraph apoiam o primeiro-ministro conservador David Cameron. O Pombo Correio vai manter a sua política de sentar o porrete em qualquer ser que decida ser o premiê do Reino Unido. Afinal, temos que ter gente para ser alvo das piadas deste blog e além de conquistar o público brasileiro que mora nesta nação insular (não somos o Ed Motta da blogosfera).

Nossa política jokes for everyone é uma alma de nossa organização midiática que tenta quebrar as pernas do império midiático-conservador de Rupert Murdoch (um velhinho australiano que pensa que manda no mundo com seus jornais, revistas e qualquer texto controvertido). Temos a liberdade de descer o porrete em qualquer um que faz uma burrada como estatizar um setor por simples vaidade ideológica ou tenta fazer uma reforma na economia local.

Como parte de um grupo midiático onde nossa média de views é menos de 10 leitores por dia. Temos uma grande liberdade de tocar o terror para zuar qualquer um que não entenda nada do modo politicamente incorreto de lidar com isso.  Temos que fazer humor mais ácido possível para que nosso admirável leitor possa entender de uma política de um país tão distante (Isso ajuda a ele ficar menos tempo vendo um vídeo pornográfico no Xvideos).

Nosso trabalho de informar o mundo por meio de piadas toscas será feita com louvor. Nossa política de independência é a alma do negócio do humor politicamente incorreto feito por este blog que ousa provocar aqueles seres que se achavam inatacáveis como muitos cantores de MPB que são mais chatos do que ver um BBB com a mensagem estúpida do Bial. Por essas e outras que nós não apoiamos qualquer candidato a primeiro-ministro britânico. Essa é a opinião do Pombo Correio.