Ser solteiro na Ásia

Sempre se tem a impressão de ser solteiro é algo tão bem aceito no ocidente. Mas isso é rejeitado de forma veemente na Ásia. Prova disso é uma pesada crítica da agência estatal de notícias chinesa Xinhua contra a nova presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen. O texto tão controverso é que a China teve que apagar o artigo diante da má repercussão tanto no país quanto em Taiwan.

O fato de ela ser solteira poderia criar controvérsias porque não tem filhos ou uma família. Isso irritou as feministas chinesas. Mas como uma crítica a uma chefe de estado que defende a independência de Taiwan diante da pressão da China continental. Mas isso mostra que ser uma solteira não é fácil para o continente asiático.

Muitos países como China e Cingapura querem estimular que suas mulheres fiquem grávidas mesmo sobre restritas regras para procriar. Mas as mulheres solteiras ficam com a pecha de serem um peso para o estado. A falta de filhos pode criar empecilhos para o crescimento econômico de tais nações que estimularem o investimento pesado em educação.

A política do filho único na China está sendo revista diante de uma sociedade rica mas que pode envelhecer de forma rápida diante do fato de que casais ficam receosos em terem mais que dois filhos e pagarem uma pesada multa para o estado chinês. Isso cria a sensação de que ser solteiro é um estigma e um grande peso para as famílias chinesas.

As críticas a Tsai Ing-wen se mostram equivocadas além de mostrar que a China quer influir na política taiwanesa de forma grosseira. Mesmo que a presidente tem uma visão independentista e goste mais de seus gatos que cria em seu apartamento. Fica-se claro que os chineses terão que aprender a conviver com os solteiros mesmo uma mulher sozinha comande Taiwan.

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Jia Jia

Hoje, a BBC revelou que o jornalista chinês Jia Jia desapareceu quando estava no aeroporto de Pequim para viajar para Hong Kong. Tanto jornais hongkongers quanto diários taiwaneses denunciaram isso. Jia teve a coragem de publicar uma carta aberta pedindo a renúncia do presidente chinês Xi Jimping em um site de noticias ligado ao partido comunista.

Não se sabe quem é autor da carta. Mas fica claro a repressão da ditadura comunista diante da dissidência. Desde do sumiço de 5 editores hongkongers no começo do ano. O estado chinês tem se esforçado em manter as aparências e temendo uma reação caso a população desperte a consciência sobre tais desaparecimentos e eventuais censuras ao conteúdo declarado como anti-comunista.

Desde do começo da crise econômica que abateu a economia chinesa. O começo de uma dissidência contra o governo Xi Jimping mostra-se importante. A carta anônima pedindo a renúncia de Jimping por causa da volta do culto a personalidade feita pelo presidente se mostra corajosa e ao mesmo tempo, arriscada diante do recrudescimento da censura governamental.

O temor de Jia é que a China voltasse aos tempos negros de revolução cultural feita por Mao Tse-Tung entre 1966 a 1976. Naquele periodo, qualquer pessoa que não atendia os preceitos do comunismo puro propalado por Mao era mandado para campos de trabalhos forçados. Isso assusta a liderança comunista diante do cenário de crise e a concentração do poder de Xi Jimping.

O desaparecimento de Jia Jia tem que ser divulgado pela imprensa internacional por ser um claro ataque a liberdade de expressão mesmo que a China permanece como uma ditadura comunista sem escrúpulos. A questão do sumiço de Jia Jia vai ser amplamente divulgado por jornais hongkongers e taiwaneses. Mas será que veremos Jia Jia vivo após a essa campanha?

 

Os pesadelos asiáticos

Hoje, as pessoas estão acordando com dois pesadelos asiáticos. A repercussão do teste nuclear da bomba de hidrogênio feito pela Coreia do Norte junto com as notícias de um novo tombo de economia chinesa pela segunda vez nesta semana nas bolsas de valores de Shangai e Shenzen por temores de uma crise.

O teste nuclear norte-coreano criou uma tensão no extremo-oriente. A veemente condenação feito por Japão e Coreia do Sul e corroborado pela China. Não se sabe que a bomba de hidrogênio teve o sucesso obtido e tão usado pela máquina de propaganda estatal da ditadura comunista comandada por Kim Jong-Un.

Enquanto isso na China. A economia caiu em desgraça mais uma vez. As bolsas de valores de Shangai e Shenzen caíram acima de 7% e acionaram o circuit breaker diante do cenário de derretimento das ações. Nas próximas horas serão tensas pela influência dos resultados desastrosos do poderio econômico chinês.

China e Coreia do Norte são aliados. Mas um país depende do outro. Os chineses querem um fornecedor de carvão como a Coreia do Norte enquanto os norte-coreanos dependem do dinheiro chinês para o financiamento de suas loucuras de uma nação quer sempre irritar a comunidade internacional.

A condenação de Pequim contra o teste nuclear norte-coreano está sendo esquecido diante da notícia do derretimento do mercado acionário chinês dado os problemas da economia chinesa. Agora, o mundo fica muito preocupado com os rumos de tais nações para que não se transformem em pesadelos asiáticos.

Quando a China cala Hong Kong

O mundo repercute hoje o desaparecimento do quinto editor de livros em Hong Kong. Paul Lee ou Lee Bo desapareceu quando estava na cidade chinesa de Shenzen. Paul faz parte de um grupo de editores que tem uma livraria e editora que publica livros contrários ao regime comunista de Pequim na cidade-estado de Hong Kong.

Desde que o distrito financeiro foi devolvido a autoridade chinesa pelo governo britânico em 1997. Estabeleceu-se o tratado One Country, Two Systems, em que se preservou as liberdades individuais dos cidadãos da cidade por 50 anos antes do controle total a ser exercido pela China ao fim de tal prazo.

Paul Lee e seus quatros sócios da Causeway Bay Bookstore publicavam livros que questionavam a autoridade comunista na China pelo fato de Hong Kong ter a liberdade de expressão preservada pelo acordo sino-britânico. Isso causava um grande constrangimento para os comunistas de Pequim.

Mas os Hong Kongers estão atentos a isso. O sinal de alerta começou a soar quando o jornal de língua inglesa South China Morning Post foi comprado pelo grupo Alibaba como uma forma de favorecer o noticiário chinês para esconder os problemas do gigante asiático como corrupção e a falta de respeito dos direitos humanos.

O caso de Paul Lee mostra que a população local vai lutar para preservar as suas liberdades. O desaparecimento de Lee foi questionado pelo executivo-chefe do distrito e fiel aliado de Pequim CY Leung. Isso mostra quão urgente é a discussão das liberdades individuais e fazer frente a intenção chinesa de calar a boca de Hong Kong.

A poluição e o Yuan

O noticiário sobre a China tem duas notícias importantes: a adesão da moeda local, o Yuan, como unidade de reserva do FMI e os níveis assustadores da poluição que ronda Pequim segundo dados coletados pela embaixada americana na capital chinesa junto com a Organização Mundial da Saúde.

As duas notícias revelam as facetas da China atual. Enquanto os comunistas de Pequim ficam felizes pela adesão do Yuan como moeda de reserva pelo fato do país não ter dado calote e facilitará os pagamentos ao FMI sem usar as reservas cambiais em dólares ou euros. Mas enfrenta uma crise ambiental sem precedentes.

O partido comunista tem agido com mão de ferro para conter tanto a poluição de pequim quanto o controle da economia que sofre com a desaceleração do mercado financeiro e da produção industrial como foi revelado hoje. Isso pode prejudicar a retomada do crescimento econômico nos próximos anos.

A crise ambiental é uma pedra cantada há muito tempo em Pequim. A relutância do partido comunista reconhecer que uso do carvão como forma de fornecimento de energia e o uso predatório de recursos minerais podem prejudicar o desenvolvimento da economia chinesa nos próximos anos no ritmo atual.

A poluição de Pequim e o Yuan mostram a face de uma potência emergente como a China em seu momento atual. Mas será que o país vai aguentar o crescimento agressivo junto com o uso predatório dos recursos naturais. O partido comunista terá uma longa missão de equilibrar o desenvolvimento sustentável e crescimento econômico para garantir o futuro das próximas gerações de chineses.

 

As novelas sul coreanas em território chinês

Enquanto o Brasil vive as turras com as novelas produzidas pela emissora conhecida como Vênus Platinada ou as produções estúpido-infantiloides de SS ou as históricas bíblicas da TV de Edir Macedo. A grande coqueluche do entretenimento chinês são os seriados produzidos na Coreia do Sul como foi contada na reportagem do jornal The New York Times traduzida na edição de ontem do jornal Folha de S.Paulo (minha leitura matinal). Mas porque o páis de Psy encanta a nação de Deng Xiaoping?

A China é um país que censura tudo para o bem do comunismo de plantão. Mas quando as novelas e seriados sul-coreanos chegaram no mercado xingling em 2012. Uma revolução nos costumes ocorreu por todo território chinês que atrai a ira dos censores. Para agradar o burocratas comunas. Os produtores de conteúdo sul-coreano decidiram atender as exigências feita por tais guardiões da alma comunista para que suas produções possam ser comercializadas em sites de video on demand and streaming locais.

Isso é um sintoma de um povo que não aguenta os autoritarismos do burocratas de Pequim que sempre exigem muita coisa desde de uma simples mudança de casa até mesmo ordens para a construção de uma megalópole como pretendem fazer em Pequim, que pode ter mais de 130 milhões de habitantes. O gigantismo chinês é algo que nos impressiona por sua obediência cega das autoridades comunistas e tem como sua válvula de escape uma simples série produzida na Coreia do Sul.

O pobre povo chinês vive o sofrimento de uma crise financeira que está sendo censurada pela imprensa estatal com a agência de notícias Xinhua. A ditadura comunista sempre vê uma ameaça em sua guerra cultural com os reality shows que foram banidos em 2012 pelo presidente Hu Jintao porque uma chinesa prefere chorar em um banco de uma BMW ( Mao deve estar revirando no túmulo por causa disso até hoje). As novelas sul-coreanas atraem um público que deseja viver em uma democracia.

Os males do comunismo com a autoritarismo igualitário além de aguentar os escândalos de corrupção protagonizados pela nomenklatura comunista. Os tempos de reformas na economia e na vida social chinesa estão mais próximos do que nunca na nação de um bilhão e meio de habitantes. Os velhos métodos de um partido que se antecipa aos anseios de uma população parece que não vão atender as demandas de uma nação capitalista em um território comunista. Agora, os sonhos de um chinês é ser um sul-coreano para ver sua novela preferida.