Esqueceram de debater

Em tempos de crispação política na terras tupiniquins. Os debates estão cada vez mais raros de acontecer porque um dos oponentes tem medo de ser achincalhado pelo outro por defender uma tese controversa. Então, quando sabem que tem alguém com um raciocínio rápido e fulminante. Desistem na hora usando a desculpa esfarrapada de adjetivos e afins.

Nosso país de formadores de opinião de maturidade de crianças de 3 anos não sabem lidar com o pensamento oposto e usam do artíficio de desqualificar com adjetivos ofensivos invés de procurar destrinchar o argumento expondo suas incoerências por questionamentos pertinentes e mostrando porque sua tese é a mais adequada para o momento.

Hoje, o festival de desistências é enorme e temos um público sedento por sangue nas redes sociais diante de suas frustrações do dia a dia. As idéias foram esquecidas em um canto escuro de nossas mentes enquanto temos o desejo de ter razão sobre os rumos da humanidade escolhendo o que julga ser o lado certo do mundo para ter a sensação que está no viés vencedor.

O grande problema é que não formamos intelectuais que buscam refletir sobre o mundo em discussões civilizadas. Isso se reflete em teses estranhas como o estudo sobre a função intelectual e dialética de um ânus por causa de uma vertente do pensamento econômico neoliberal que ameaça a hegemonia da esquerda no campo das ciências humanas.

Isso reflete um pensamento tosco e infantil vindo de ambos os lados do espectro intelectual. Se queremos ter bons debates com intelectuais com visões divergentes sobre os rumos da humanidade. Deveríamos melhorar as nossas teses e parar de usar os adjetivos ofensivos e sermos mais civilizados. Mas isso é pedir demais no nosso país neste momento.

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As recomendações dos amigos

Minha amiga Roberta sabe que não sou um apreciador dos animes japoneses. Então, ela me recomendou uma série japa no netflix. Tanto que dei a palavra para ver tais desenhos em que meus amigos adultescentes consomem de forma voraz como uma forma de escapismo de sua cruel realidade de pagar as contas no fim do mês e os almoços de domingo.

Mas o nobre leitor e leitora se pergunta com o que faço com as recomendações dos meus amigos. Eles sabem que sou um sujeito turrão com o mundo. Mas pelo menos, eu procuro entender tais recomendações. Eles devem entender que não sou aquele ser que deseja consertar o planeta por via do engajamento tosco de redes sociais com aqueles compartilhamentos de abaixo-assinados.

Eu prefiro fazer uma troca de ideias. Eles me recomendam algo e faço uma recomendação sobre o mesmo assunto. Lembro disso quando comentei com o João Carlos sobre seu TCC sobre a teoria do caos nas taxas de cambio. Ele me mandou um texto para que possa entender o tema de seu trabalho de conclusão de curso e li com louvor.

Muitas pessoas como eu não dão bola para isso. Mas tais recomendações são importantes para os seres humanos descreverem um momento de suas vidas para os outros. Em situações onde os namorados fazem que as namoradas assistam séries que eles gostam ou vice e versa é um momento torturante onde se força concessões a qualquer custo para ambas as partes.

Enfim, a troca de conhecimento demanda uma força de persuação onde encontramos um denominador comum. Isso é uma forma entre diferentes seres humanos tem para conversar sobre uma série da amazon prime ou o noticiário econômico do Wall Street Journal e do Financial Times. Enfim, vou ver o anime japa recomendado pela Roberta na sexta e fim de papo.

 

As doenças modernas

A modernidade virou um tema de discussão de centros acadêmicos até no boteco do seu Zé da esquina. Todos postam de pessoas esclarecidas para discutir os rumos da nação e seus conceitos filosóficos. Afirmam que leem jornais sem contar que anunciam com pompa e circunstâncias de que tem um filho que vai virar doutor porque está fazendo uma faculdade.

Nesse cenário de barbarismo in home. Estou em casa lendo um artigo na internet de um pensador conservador e sozinho. Posso ser considerado um doente moderno por ser um solitário e conservative. Parece que nos tempos atuais onde todo mundo mente desde dos currículos de emprego até na vida sexual e amorosa para ter uma certa aceitação entre seus pares.

Eu sou um liberal-conservative. Ou seja, liberal na economia e na moral e conservador na política. Mas isso é um palavrão no mundo de jovens idiotas que ficam lendo as noticias do MBL e Catraca Livre por terem medo de ficarem velhos e morar em um asilo sendo esquecido por sua família por ser visto com um incomôdo para a sua parentada de estimação.

Então, vemos o festival de gente postando fotos de gatos e outros animais ou de sua rotina de malhação com selfies de corpos marombados que não vão resistir a velhice com sua cruel lei da gravidade. Eles não fazem exercicios para a mente como ler um jornal ou assistir documentários. O máximo que fazem é comentar realities shows ou o novo anime japonês lançado no mercado.

Enfim, a humanidade atual está mais perdida do que barata tonta. A solução seria evitarmos as modas da modernidade e procurarmos sobreviver a sociedade doida por consumo de carros e roupas e que não tem pudor para contar sobre suas aventuras sexuais no boteco do seu zé da esquina. Então, vou ser um doente moderno por ser solitário e conservador.

Tempos politizados

Quando tive 16 anos. Eu era um adolescente politizado diante de temas como o mensalão do PT e a Guerra ao Terror do presidente americano George W. Bush. Mas meus colegas de escola viviam uma certa alienação diante das dores do mundo. Em 2011, eu e mais dois amigões de vida estávamos discutindo os protestos na Grécia e o movimento Occupy Wall Street quando temos formar um grupo de política no facebook que não deu certo.

Chegamos a 2018 com pessoas defendendo ideologias como uma forma de superioridade moral e intelectual diante da plebe rude. Vejo isso quando ouço um programa de rádio onde um membro defende propostas controversas e logo é achincalhado por seus colegas que lhe pilham porque não concordam com tais teorias sem ao menos deixar que ele possa explicar isso de forma clara ao público.

Parece que nós não estamos preparados para discutir política com civilidade. Sempre queremos ganhar as discussões usando adjetivos como uma forma de criticar o oponente. Se nós fossemos democratas em sua essência poderíamos aprender com a democracia britânica com seus debates educados sobre temas como leis, Brexit e moradia por exemplo.

Mas vivemos o momento onde todos aqueles que pensam diferente são tratados de forma autoritária porque eles não aceitam a singularidade de um pensamento individual e como chegou a tal conclusão intelectual sem ser tachados de facínoras da humanidade por aceitarmos questões como casamento gay e o capitalismo como posso citar na categoria de questões contemporâneas.

Se nós queremos um país melhor para as futuras gerações. Temos que parar de pensar em nossas picuinhas intelectuais ou projeto coletivos de uma utopia fracassada como se agarrássemos como se fosse um colete salvas-vidas de um navio prestes a afundar. Temos que procurar criar uma agenda de propostas. Mas estamos em tempos politizados onde não saímos do atoleiro nem ferrando.

A solidão do mundo

No Japão, os rapazes que se sentem solitários são chamados de Hikikomoris. No Reino Unido, o governo vai criar o departamento da solidão para lidar com os idosos que moram sozinhos. No Brasil, vivemos o tempo das redes sociais onde as pessoas postam as fotos de um momento de felicidade quando na verdade necessistam de uma atenção dos outros.

Parece que nossa necessidade de atenção é enorme que cria uma solidão para nós mesmos. Falo disso porque lidei com momentos de solidão onde não tinha com quem conversar e ficava horas vendo tv em um canto da minha casa onde batizei de cripta-escritório. Hoje, sou uma pessoa mais calejada para lidar com isso e ofereço companhia para os outros.

Nesse processo, conheci pessoas por meio de redes sociais onde pode construir uma ponte para o desconhecido para ter amizades em tempos onde os relacionamentos interpessoais são tão descartaveis e afins. O hábito de ler e da experiência pessoal me ajudou a lidar com tal crise existencial de forma sensata em um momento em que nós perdemos o senso de comunidade.

Minhas companhias nas madrugadas da solidão eram os amigos de NFL ou acompanhar o noticiário internacional caso alguém precisasse tirar uma dúvida sobre isso ou aquilo. Lembro da madrugada onde conversava com a minha fonte oficial anônima quando ficava com o medo de morar só e fazia-lhe companhia para que não se sentir solitário neste mundo.

Hoje, sou um sujeito que tem amigos que falam de futebol americano, teorias junguianas, economia de mercado, geopolítica e assuntos politicamento seja corretos seja incorretos. Esse é um momento onde nós fazemos reflexões sobre o mundo moderno e sobre a nossa solidão diária. A melhor de enfrentar isso é dizendo um oi para desconhecido.

Entre o Gluten e o Fleetwood Mac

Hoje, levantei cedo após a ressaca da soneca que tive ontem. Fui lavar a louça e ver a pauta para escrever no dia de hoje. Conversei com as minhas amigas como Roberta e Lorrana. Elas tem problemas ligados ao Gluten. Tal substância é capaz de causar dores e alergias tão comuns nos tempos contemporâneos como o nosso enquanto eu falava que ouvia Fleetwood Mac.

Mas como o Gluten se relaciona ao Fleetwood Mac?

A geração atual tem que lidar com alimentos de tal composto que gera problemas de sáude enquanto eu ouço bandas de rock antigas cuja a época onde não se tinha essa preocupação com isso. Minha amiga Roberta citou o álbum Rumours, de 1977, cuja a história dos dois casais que formavam o Fleetwood Mac brigavam como nunca nos bastidores.

A preocupação com o Gluten advém do fato da alimentação ter mudado de forma dramática. Com a questão dos alimentos geneticamente modificados conhecidos como transgênicos criaram uma tempestade perfeita para os ambientalistas ao vermos que uma simples planta de soja que foi modificada por meio da genética pode causar uma dor de estomago para a minha amiga Lorrana.

Em 1977, a preocupação era se o mundo estava perto da destruição nuclear entre Estados Unidos e União Soviética. Em 2018, nós nos preocupamos com o pão produzido por um trigo geneticamente modificado capaz de nos causar males para o nosso corpo. Porém, o mundo não mudou nadinha nestes 41 anos citados por este que vos posta.

A encomenda

Meu amigo Eder sempre fala das comodidades de uma compra virtual como receber sua encomenda em casa e sem sustos. Mas percebo que sou um ser anacrônico que prefere comprar algo no comércio local do que usar um mouse para confirmar uma transação. Eu fiz uma compra virtual no site da Playboy por causa de uma revista. Mas a demora da entrega nos correios me fez repensar sobre isso.

Meus amigos que fazem compras na internet se baseiam no exemplo de países desenvolvidos como Estados Unidos e Reino Unido que tem uma excelente infraestrutura de entrega com drones e afins. Até mesmo, os serviços postais de tais nações são um exemplo por sua eficiência mesmo que a operação seja deficitária diante da concorrência de empresas privadas como FedEx e DHL.

Hoje, recebi a minha playboy. Mas a demora na entrega pelo correio me fez pensar de como dar eficiência ao modelo de negócio. Os correios deveriam cuidar de cartas e pequenas encomendas para pessoas fisícas enquanto empresas privadas como FedEX, UPS e DHL prestassem serviço para as lojas de comércio eletrônico como o site da Playboy Brasil.

O grande problema é que lidamos com um monopólio de entregas que está assegurado por lei. Mas que ainda não foi modificado para estabelecer uma competição entre os correios e seus concorrentes privados em mercados como comércio eletrônico ou enviar uma encomenda para o exterior para atender a demanda de exportadores e outros serviços.

Mas estou feliz porque a minha encomenda chegou. Mas não esqueço das pessoas que lidam com vários problemas com os serviços postais ao redor do globo como ter que imprimir a segunda via das contas para poder pagar no fim do mês. Sem contar aqueles que precisam do serviço postal para receber documentos importantes. Assim caminha a humanidade.