Annus horribilis?

Em 1992, a Rainha britânica Elizabeth II disse que 1992 foi um annus horribilis por causa do divórcio entre o Príncipe Charles e a Princesa Diana além do incêndio do castelo de Windsor na Escócia. Passados 23 anos, muitas pessoas acreditam que 2015 foi um ano horrível diante de tantas decepções e tragédias.

Mas respondo que este ano foi importante para o ser humano por sair do comodismo e enfrentar os problemas como a economia, terrorismo, crises humanitárias e afins. Temos que ser honestos que a humanidade saiu da inércia apavorante e decidiu ir as ruas para ser ouvida diante da inação das autoridades.

Nós não nos calamos diante da corrupção ou do terrorismo mesmo tendo notícias desalentadoras e perspectivas nebulosas. O desejo de querer mudar um panorama tão desfavorável fez que um ano de trevas fosse capaz de reacender a luz para iluminar ao longo de um caminho perigoso do destino.

A humanidade está determinada em tentar mudar o jogo. Mas isto não está escrito em colunas de astrologia ou em sites que prometem simpatias por um ano melhor diante de nossa insegurança das promessas não cumpridas ao longo de 12 meses que se encerram amanhã. Queremos viver melhor mesmo diante de tantos perigos.

2015 não será esquecido como um annus horribilis como foi 1939. Mas pode ser lembrado como uma data em que os valores e princípios estão sendo eternizados como uma forma de preservar a humanidade e suas ideias. Afinal, teremos um longo 2016 onde temos que fazer tudo para não ser os doze meses perdidos.

PS: Eu volto a publicar no dia 2 de janeiro. Feliz ano novo.

 

2014

2014, quando este ano começou. Nós discutíamos a copa do mundo e esquecemos as eleições. Eu torcia pela seleção alemã, mas fui contestado em uma webrádio. Mas eles foram campeões para a minha alegria. Depois disso, as eleições presidenciais onde todo mundo tinha um candidato perfeito, mas se esqueciam das propostas, idéias e afins. Mas no fim de tudo explodiu o Petrolão. E agora os brasileiros politizados começam a ser organizar politicamente para ter alguma proposta para o futuro.

2014 viu a esperança da democracia na Ucrânia enquanto o presidente russo Vladimir Putin tentava sabotar o processo de qualquer forma. As sanções econômicas não surtiram o efeito desejado. Mas a queda do Rublo depois do anúncio da Opep que irá manter o ritmo de produção de petróleo quebrou as pernas do Kremlin. Enquanto a Europa se recupera de uma crise econômica mesmo com a teimosia do premiê britânico David Cameron ou as reformas fracassadas feita pelo primeiro-ministro francês Manual Valls.

2014 viu como um vírus letal como o Ebola é capaz de criar traumas e problemas para um continente esquecido como a África. Os médicos em trajes protetores foram consideradas a personalidade do ano segundo a revista americana Time. Eles são os heróis desconhecidos que arriscam as suas vidas como uma forma de diminuir os estragos de uma doença que deixou mortes e famílias destruídas pelo caminho que nenhum filme de Hollywood pode contar está história sem se emocionar.

2014 foi um ano de um radicalismo crescente do grupo terrorista Estado Islâmico foi capaz de provocar medo ao ver jovens ocidentais se juntando a uma organização que não tem piedade de seus inimigos. Mas ao mesmo tempo, um sentimento de solidariedade irrompe o mundo combatendo este extremismo ao conscientizar que as ideias de grupos como o EI ou o nigeriano Boko Haram não vão nos curvar diante do princípio de um mundo justo começa a ser perseguido por palavras e não por armas.

2014 foi um bom ano para este blog. Começamos a cobrir o mundo com textos simples e terminamos tendo leitores ao redor do mundo. Através deste trabalho conheci pessoas que foram necessárias para ajudar neste ato de escrever sobre um planeta em constante transformação. Este que vos fala pode acompanhar o referendo escocês, as eleições em vários países do mundo, destrinchar o mundo esportivo e cultural com uma linguagem modesta e que todos possam entender o texto. Que venha 2015 e seus desafios.

A retrospectiva 2014

Um ano em que tivemos vexames na copa, política e afins. Os 365 dias em que um eslavo de feições autoritárias quis comandar o mundo. 12 meses onde a economia vivia a montanha russa da incerteza. As 52 semanas onde todo mundo queria saber o que estava acontecendo no planeta. A retrospectiva segundo o Homo Causticus.

Brasil: goleada e confusão

Neste ano prometia ser o 12 meses do Brasil. A Copa do Mundo foi um sucesso para os cofres da Fifa. Mas nossa seleção levou um belo 7 a 1 da Alemanha. Enquanto no mundo político; Dilminha, Aécinho e Santa Marina prometeram mundos e fundos que nunca iam ser cumpridos. Mas estes 365 dias se encerram com mais um escândalo: o Petrolão. Viva a terra brasilis.

O Czar Putin 

No campo internacional, quem figurava para comandar o mundo seria o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Ele anexou a Crimeia e mandava e desmandava no leste ucraniano. Mas a queda do Rublo em relação ao dólar foi um tiro no pé que vai dar muita dor da cabeça em 2015.

Obama e sua crise existencial

Em 2014, Obama prometeu ser um presidente enérgico. Mas ele esqueceu de suas anotações em algum canto da Casa Branca. Crises internacionais fora a ascensão dos republicanos que agora controla o senado e câmara dos representantes. Mas o fim de 2014 mostrou que o moisés negão queria briga e conseguiu ao dar canetada na reforma imigratória e reatar as relações com Cuba. O Moisés Negão quer sangue em 2015.

A economia

Nada a comentar

Está foi a breve retrospectiva de 2014 feita pelo Homo Causticus.

O ano dos mesmos líderes

2013 foi um ano onde os atuais líderes mundiais se destacaram. Foram 12 meses para que política internacional saisse da inércia e fosse para além dos discursos feitos por assessores pra encantar as massas. Foram 365 dias onde vimos surpresas e reviravoltas no campo político.

A maior surpresa de todas foi o presidente-ditador russo Vladimir Putin. Ele conseguiu que seu país voltasse a ser um protagonista da política internacional. Desde da questão síria até a concessão do asilo para o ex-analista de inteligência americano Edward Snowden. Ele foi magistral e tirou cartas da manga como a anistia para seus desafetos e presos políticos. O novo Czar manda e desmanda no Kremlin.

Já na Alemanha, a Chanceler Angela Merkel continua no poder para o seu terceiro mandato. Ela terá que fazer reformas como a implantação do salário minimo como parte do acordo que firmou a coalizão entre democratas-cristãos e social-democratas. Enquanto isso o presidente francês François Hollande tem uma alta rejeição por não tirar o país da crise econômica que vive.

Na Ásia, o destaque foi o renascimento do Japão sob a batuta do premiê Shinzo Abe. Ele pôs em prática políticas econômicas que tiraram o país da crise. O Primeiro-Ministro nipônico tem a pretenção de reformar a constituição pacifista para as suas ambições nacionalistas façam frente a influência chinesa no continente.

Por último, o presidente americano Barack Obama. Ele teve um ano díficil com a luta travada por democratas e republicanos no congresso por causa do orçamento e do aumento da dívida americana. Além de ser ofuscado pelo escândalo de espionagem feita pela NSA. Bem, esperamos que 2014 nos revele novos líderes mundiais para tirar o mundo da paralísia que vive.

O ano do individuo contra os políticos

2013, o ano em que o mundo viveu uma onda de insastisfação contra os políticos. Os 12 meses onde os jovens foram as ruas para protestar contra o status quo dominante e exigir novas idéias dos poderosos para que resolvam seus problemas. Os 365 dias onde se perguntou onde so governo falharam para ter essas ondas de protestos pelo globo.

Nós fomos testemunhas de protestos na Ucrânia, Turquia, Tailândia e Brasil. Vimos as multidões sendo formadas para exigir demandas que políticos deixaram de cumprir. Isto foi um estopim de uma onda de protestos que varre o mundo desde de 2011 com a primavera árabe. O individuo está criando ou reformulando os direitos e deveres das instituições.

O individuo é um ser que constitui uma sociedade para se fazer valer os direitos e os deveres que lhe são atribuidos. 2013 mostrou que o individuo despertou a sua consciência para o futuro do lugar onde vive quiçá, o caminho que seu país irá tomar nos próximos anos com as decisões tomadas pelas autoridades de sua nação.

2013 viu que vários países foram as ruas para decidir o seu futuro sobre diferentes aspectos. As populações lutaram por um futuro melhor sem ter problemas como corrupção, autoritarismos e decisões equivocadas. A força vinda desses novos atores políticos faz que uma nova doutrina seja entendida pelas autoridades.

2013, um ano que não vai ser esquecido tão cedo tanto pelos individuos quanto pelas autoridades. Esses 365 dias foram importantes para a democracia nestes países. Isso foi de fundamental importância para a relação pessoa-autoridade. Estes 12 meses foram a vitória do ser contra o estado.

Retrospectiva 2012: Os fatos esportivos apesar da picuinha Record X Globo

O ano esportivo brasileiro foi marcado pelas Olimpíada de Londres. Um ano que perdemos um icone do humor nacional com a conquista da Libertadores e do Mundial de clubes no Japão. Um ano em que a picuinha entre emissoras foi maior do que vergonha de um certo cartola que teve que renunciar de mansinho. A retrospectiva 2012: fatos esportivos segundo o Homo Causticus.

A renúncia

O ano começou com a renúncia de Ricardo Teixeira da presidência da CBF e do Comitê Organizador da Copa do Mundo 2014. Ele vinha sofrendo pressão após as denúncias feitas pela imprensa brasileira e internacional (aquele Panorama (BBC) do ano passado) sobre um inquérito na Suiça que investigava o pagamento de propina feito a ele e ex-president da FIFA, João Havelange nos anos 90. Ele se mandou para o estado americano da Flórida. Pelo visto, ele não quer saber da redonda por um bom tempo. Quem assumiu o lugar foi José Maria Marin (um ser que adora pegar medalhas alheias e colocar em seu bolso)

Ele não aguentou

Após um ano de altos e baixos para colocar a seleção brasileira de futebol nos trilhos. Mano Menezes foi demitido por Marin para acalmar a torcida brasileira. No lugar de mano, foi chamado Felipão, mesmo depois que o Palmeiras foi rebaixado para a segunda divisão pela segunda vez. Esperamos que não teremos mais dor de cabeça verde e amarela.

As olimpíadas

Neste ano olimpíco foi muito complicado por causa da picuinha Globo X Record. Enquanto a Globo não tinha os direitos de transmissão da Olimpíadas de Londres (que pertenciam a Record). Os atletas fizeram a festa como o jamaicano Usain Bolt na corrida de 100 metros rasos. Pelo menos, não ouvimos os gritos da narração de Galvão Bueno.

Corinthians

O Corinthians ganhou a Libertadores e o Mundial de clubes após 102 anos de incompetência. Mas nada a falar sobre isso.

Está foi a última parte da retrospectiva 2012 pelo Homo Causticus

PS: Voltamos na quarta-feira com os factóides de 2013.