Barack e Raúl

Sempre quando se sai de um clima de confronto para a negociação pacífica. Temos uma transição pacífica. Quando vemos o encontro entre o presidente americano Barack Obama e o ditador cubano Raúl Castro é um sinal que tempos de Guerra Fria foram substituídos por um pragmatismo sem precedentes. Isso vem de encontro ao fim de uma era de desconfiança mutua vem desde da invasão da baia dos porcos (1961) até a crise dos misseis soviéticos (1962). Mas o que isso significa para a América.

Estou falando de um continente tão diverso onde as partes centro-americana, sul-americana e norte-americana ainda precisam aparar suas arestas. Durante a cúpula das Américas realizada no Panamá. Obama restaurou as relações diplomáticas com o Brasil que estavam desgastadas desde de 2013 com revelação de que a NSA (a agência de segurança nacional americana) fazia espionagem com direito a grampear os emails da presidente Dilma Rousseff. Tanto que ela rejeitou o convite da visita de estado para ter um encontro de trabalho no dia 30 de junho.

Raúl conseguiu atrair o mundo com as oportunidades de Cuba depois de anunciar a normalização das relações com os Estados Unidos. Agora, os cubanos que vivem nos EUA podem viajar para a terra de Fidel sem o maior problema além de aproveitar o turismo de ser uma ilha comunista parada no tempo. O pedido cubano de retirar o país na lista de países apoiadores do terrorismo vem em um momento onde Cuba está mediando um acordo de paz entre o governo colombiano e o grupo narcoguerrilheiro Farc.

A questão Cuba-EUA foi tão importante que tirou da agenda tão falado abaixo-assinado venezuelano pedindo o fim das sanções contra 7 oficiais do governo ou a velha retórica anti-americana presente em muito países abaixo da fronteira EUA-México. Obama afirmou que não vai interferir nas questões políticas locais em detrimento por uma paz no hemisfério ocidental. Isso é um sinal de mudança em Washington que vai enfraquecer a retórica do imperialismo yankee que é usada nos países Bolivarianos.

O encontro entre Barack e Raúl foi um gesto sem precedentes e que reforça a tese que o fim da Guerra Fria finalmente chegou ao continente americano. A fala de Raúl onde elogia o Barack por ser honesto é uma forma de demonstrar que as atitudes beligerantes entre os dois países terminam com um simples encontro para fortalecer este novo caminho tomado por Washington e Havana. Isso é apenas o começo de longo trabalho que Barack e Raúl terão pela frente ao restaurar as relações diplomáticas Cuba-EUA.

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Obama e Castro vão se encontrar no Panamá

Nesse final de semana é muito aguardado por americanos e cubanos. Os presidentes dos dois países, Barack Obama e Raúl Castro irão se encontrar pela primeira vez em 50 anos na cúpula das Américas realizada no Panamá. Pelo jeito, Obama vai oferecer um carro de luxo como Cadillac enquanto Raúl pode lhe dar uma simples caixa de charutos Montecristo.

A volta dos charutos cubanos

Montecristo é uma tradicional charutaria cubana. Todos os apreciadores de um bom charuto anseiam fumar um charuto lendário que é feito pela mão de obra de belas cubanas. Menos os americanos, que não fumam está marca desde do embargo econômico de 1962. Mas para os fãs do Montecristo, tal fumo pode voltar com o repentino anúncio da normalização das relações diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba feito pelo presidente americano Barack Obama no dia de hoje na Casa Branca.

Após a troca do cinco prisioneiros cubanos acusados de espionagem pelo empresário americano Alan Gross; que foi concretizada no dia de hoje. A mídia internacional se vê diante de um fato histórico. Estados Unidos e Cuba sê vêemc omo dois países que desejam resolver suas diferenças de forma madura. Mas sem os discursos inflamados de Fidel Castro ou a reação esnobe dos republicanos. Não se via uma reviravolta desta magnitude desde da visita do presidente americano Richard Nixon a China do líder comunista Mao Tse-Tung.

Tanto que a oposição republicana não demonstrou alguma crítica a este fato. Isso pode ser um duro golpe para o partido diante dos democratas nas eleições presidenciais de 2016. O fato do ex-governador da Flórida Jeb Bush anunciar que irá disputar as primárias republicanas pode ter apressado a decisão de Obama de anunciar está nova política em relação a Cuba. No lado cubano, com a promessa do fim do embargo econômico pode apressar a queda do regime comunista dos irmãos Castro.

A história foi testemunha quando a Alemanha Ocidental adotou a Ostpolitik formulada pelo chancelar social-democrata Willy Brandt nos anos 1970 que permitia uma aproximação com a Alemanha Oriental. Isto foi um enfraquecimento do regime comunista alemão-oriental ao longo dos anos 1980 até queda do muro de Berlim e a reunificação em 1990. Uma nova Ostpolitik adotada por Obama e Raúl Castro pode significar um exorcismo dos fantasmas da Guerra Fria que resiste a desaparecer em Havana.

Se a mídia cubana elogia Obama enquanto a Fox News deve estar criticando o presidente americano de forma visceral por seus âncoras-pensadores do conservadorismo americano. O gesto precisa ser tomado com cuidado. Não sabemos se Cuba é uma Alemanha Oriental ou uma China. A normalização das relações diplomáticas entre estes dois países americanos precisa ser feita de passos certos e concretos para ambos os lados. Assim, os americanos podem fumar um charuto Montecristo com tranquilidade.

Bento 16 vai a Cuba para se encontrar com a múmia Fidel Castro

Após a sua visita ao México (o maior forncedor de latinos e imigrantes ilegais para os states). O Papa Bento 16 vai para a Cuba para uma visita importante. Ele vai tentar convencer os velhinhos comunistas cubanos a aceitarem certos temas estranhos como democracia e direitos humanos. Ele vai se encontrar com o ditador de plantão Raúl Castro e o seu irmão, o ex-ditador e atual múmia Fidel castro. Será a 1º vez em que veremos o sósia do Freddie Krueger com uma Múmia. Isso vai ser um filme de terror imperialista em plena Havana.

Dilminha fala de direitos humanos em Cuba. Só que não do jeito que queríamos.

Dilminha foi a Cuba para visitar os irmaõs-ditadores Castro. Ela conversou com o ditador de plantão, Raul e visitou a múmia Fidel. Quando foi fustigada sobre as questões dos direitos humanos. Ela disse que todos os países do mundo tem problemas com direitos de humanos. Bem, uma coisa é um país democrático outra é um bela ditadura que prende, tortura, censura e afins. A Dilminha gosta da múmia Fidel mesmo.