A mediocridade epidêmica

Em 1984, a Apple lançou o seu computador Macintosh com um comercial no SuperBowl onde uma mulher com uma marreta lança a mesma contra a tela de um ditador do livro 1984, de George Orwell conhecido como o Grande Irmão ou Big Brother. Ao final, o anúncio perguntava para público que estava ansioso pelo ano de 1984.

Passado-se 33 anos. A humanidade está mais medíocre do que nunca. Meu professor-mestre Johnson postou um vídeo em seu perfil no facebook onde mostra a tecnologia nos transformou em grandes idiotas. O pensador Mario Sérgio Cortella criticou o uso do emoji durante uma entrevista ao Pânico da rádio Jovem Pan. Isso é um sinal de nossa mediocridade epidêmica.

Nós não usamos as tecnologia para criar algo importante cultural. Isso transformou as redes sociais em um deserto de ideias onde os tais influenciadores digitais não tem algum senso de cultura ou sabedoria. É mais fácil eles saberem sobre a última música da Beyoncé do que explicar o contexto da Austrália e do mundo feito pelas canções do banda de rock australiana Midnight Oil.

Parece que somos cordeirinhos guiados pela temível figura do Grande Irmão tão bem retratada por Orwell e no comercial da Apple. O máximo de pensamento crítico sobre o papel da tecnologia se resume uma frase: Isso é tão Black Mirror. Numa dessas, as futuras gerações vão pensar que os meus contemporâneos se esqueceram de ler e pensar sobre o mundo.

Em 1984 (o ano), o mundo vivia o estertores da Guerra Fria entre o presidente americano Ronald Reagan e o líder soviético Andrei Andropov. O comercial da Apple falava da tecnologia como uma ferramenta liberdade individual. Mas hoje, tal objeto eletrônico virou uma espécie de criador de uma mediocridade epidêmica que não sabemos se tem cura.

Apple pressiona as gravadoras pelo fim da versão grátis do Spotify só para não ter concorrência

O mundo digital e a nova trincheira do monopólio. A gigante da tecnologia Apple está pedindo de forma delicadamente dura as gravadoras a não renovação de contrato com o serviço de streaming musical Spotify em favor de seu próprio produto, o Beats. Tudo porque a empresa está levando no lombo e perdeu a liderança no mercado de música porque o Spotify oferece músicas grátis enquanto o Itunes fornece downloads mediante um pagamento. Tal atitude está sendo investigada pelo departamento de justiça dos Estados Unidos. Pelo jeito, os nerds da Apple são mais gananciosos do que o Darth Vader.

Cook e Nadella

Nos anos 1990, A Apple vivia uma crise sem precedentes enquanto a Microsoft gozava do prestígio de dominar o mercado de softwares. Mas o mundo dá voltas que o caro leitor não acredita. Enquanto a Microsoft perdia mercado, a Apple se reinventou com a criação do Imac, Iphone e do Ipad. As companhias de tecnologia americanas estavam enfrentando fases tão distintas. Mas a empresa do bilionário Bill Gates conseguiu se reinventar com a chegada de um novo executivo, o indiano Satya Nadella enquanto a Apple vive os louros do lucros na condução de Tim Cook.

Se o mercado de tecnologia é ávido por mudanças e revoluções. Apple e Microsoft estão preparadas para lidar com este ecossistema em constante mutação. Desde que Nadella assumiu a Microsoft. Ele demitiu 18 mil pessoas e foi capaz de mudar o perfil da empresa de uma gigante no mercado de softwares para uma companhia competitiva em várias áreas como os smartphones e tablets com a reformulação do Lumia e a criação do Surface, concorrente direto do Apple Macbook Air. Outro ponto foi melhorar o console de games Xbox One.

Tim Cook pode ter preocupações pela frente. Por enquanto, ele comemora os louros das vendas do Iphone em mercados emergentes como Brasil e China. A Apple tem se tornado mais competitiva e ainda por cima parou de brigar nos tribunais com a concorrente sul-coreana Samsung. O lançamento do Iphone 6 plus criou um novo nicho de mercado, o phablet, como o Samsung Galaxy Note. O misto de smartphone e tablet pode ser o futuro da companhia americana nos próximos anos.

Neste momento, Nadella e Cook são a primeira geração de executivos que sucederam lendas como Bill Gates (fundador da Microsoft) e Steve Jobs (fundador da Apple). Eles tem um longo desafio de manter tais companhias no rumo certo e não perderam para concorrentes como a Samsung e a surpresa chinesa Xiaomi. O principal desafio é ter boas vendas na China, onde a Xiaomi lidera o mercado de forma impressionante e ainda por cima com uma vantagem descomunal para a Apple.

Cook e Nadella lideram companhias de tecnologia que estão se reinventando. A Apple consegue ser uma empresa que empolga os consumidores com novidades nunca antes vistas enquanto a Microsoft está recuperando o terreno após anos de defasagem. Se os novos executivos-chefe conseguiram dar uma guinada no curto prazo, podem fazer mudanças no médio e longo prazo. Este será um longo trabalho pela frente que Apple e Microsoft terão que fazer sob o comando de Tim Cook e Satya Nadella.

As promessas da Apple.

Apple goes to war with the BBC

Fonte: Daily Telegraph

Ontem, o programa Panorama (BBC One) mostrou que a gigante da computação Apple não conseguiu cumprir a promessa de melhorar as condições da trabalho dos empregados de seus fornecedores. Hoje, a resposta vem em um email enviado aos trabalhadores britânicos da companhia enviado por um executivo da mesma que critica a BBC. O estrago já foi feito quando tal reportagem mostrou a dura realidade daqueles que trabalham nas fábricas chineses ou nas minas da Indonésia, de onde vem a matéria-prima de Iphones, Ipads e afins.

A BBC fez o papel de investigar as violações de princípios impostos a Apple aos seus fornecedores e prestadores de serviço. Enquanto a empresa emprega mais de 300 mil funcionários nos Estados Unidos e 1 milhão em vários países do mundo como China e Indonésia. Ela não tem controle sobre o modo como esses trabalhadores estão sendo tratados nas fábricas chinesas ou na minas da Indonésia. Isso reforça a sensação de que a empresa se importa mais com o lucro do que o ser humano.

Em 2010, as denúncias de maus tratos a trabalhadores da fabricante chinesa Foxconn, onde 14 trabalhadores se suicidaram nas dependências da fábrica foi um sinal de alerta para a companhia, que teve que criar uma política de responsabilidade social e ambiental. Mas isso não vinha sendo cumprido por outros fornecedores como a Pegatron e as empresas que fornecem materia-prima como o Tin, que serve para as baterias dos Iphones, Ipads, Ipods, Imacs e o Mac Book Air.

O email do executivo da empresa afirma que o presidente Tim Cook está profundamente ofendido com as denúncias feitas pela BBC. Mas a pergunta que fica é como a Apple não pode responder as acusações feitas pela de rede de tv pública britânica fez ao longo de um documentário de 58 minutos exbido no horário nobre? Não vai ser com uma propaganda engraçadinha feita as pressas para tentar manipular a mente dos consumidores de gadgets que a companhia sempre criou nos últimos anos.

A denúncia da BBC foi soco no estômago para aqueles que acreditavam que a gigante americana conseguiu convencer seus fornecedores e prestadores de serviço sobre as vantagens de seguir o manual do politicamente correto. O consumidor comum vai ter que lidar com um dilema: vou comprar um Iphone porque todo mundo quer ter mesmo não sabendo dos horrores que os trabalhadores chineses passam para fabricar um simples aparelho? Bem, quem viu o Panorama não vai ter dúvidas sobre isso.

Icloudfobia

Nessa semana, circularam fotos de atrizes americanas nuas. Entre as envolvidas está Jennifer Lawrence. Ela está arrasada porque sua intimidade foi revelada em sites pornôs até em perfis do facebook. O FBI iniciou uma investigação sobre isso. Os arquivos comprometedores estavam armazenados no serviço de nuvem Icloud, da Apple. A empresa americana negou que houve falhas de segurança no mesmo.

Mas isto nos leva a uma reflexão, quando rompemos a intimidade na hora de salvar fotos pessoais em um serviço de nuvem como o Icloud. Ter seus arquivos hospedados em grandes servidores pelo mundo é um risco muito grande. A segurança do mesmo tem de ser feita como uma forma de garantir credibilidade e confiança do usuário ao postar as imagens de sua vida em um computador que está distante e pode ser hackeado.

O Icloud foi criado como uma forma de aposentar o pen-drive. Ele guardaria os arquivos de computador em grandes servidores espalhados pelo mundo. Isso é conhecido como computação de nuvem. Mas o grande problema é que isso pode ser um alvo fácil para crackers. Eles podem crackear um servidor como uma forma de ter munição para chantagear as suas vítimas e ganhar uma grana com isso.

Não existe uma legislação internacional para crimes cibernéticos. Isso é um velho oeste do século 21 onde as leis não são respeitadas e a anarquia reina solta. Os crackers tem o controle da situação enquanto os países precisam fortalecer sua estrutura tecnológica para fazer frente a este momento complicado. Isto precisa de uma regulação que garante a liberdade do usuário e pune o bandido com penas severas e afins.

Jennifer Lawrence não será a primeira ou a últuma vítima deste tipo de crime. O que deve ser feito é uma conscientização do usuário sobre os prós e contras do serviços de nuvem. Eles podem ser uma facilidade do mundo moderno ou uma eterna dor de cabeça sem controle. Tudo isso tem de ser feito para que as pessoas possam ter confiança na tecnologia e evitar que o planeta inteiro tenha uma grande Icloufobia.

Macintosh

Em 1984, uma revolução digital começou com um simples comercial em relação do livro 1984, de George Orwell. A idéia de uma sociedade controlada por um governo autoritário e que se vê livre através de um computador que todo ser possa ter. Essa era a revolução feita pela Apple no lançamento do Macintosh.

O Macintosh é um parente distante e pré-histórico do PC que conhecemos. A revolução feita por Steve Jobs mostrou como o ser humano é dependente de novas tecnologias para não se manter refém do controle do estado através da livre circulação de informação gerada por está maravilhosa máquina.

Sem o Macintosh, não teriamos o Ipod, Imac e o Iphone e outras revoluções tecnológicas. A informática não daria seu salto em um curto espaço de 30 anos. Isso foi um momento em que nós vimos como a tecnologia pode mudar as nossas vidas em um instante. Quando ligamos um computador, uma quantidade de informação vem na nossa frente.

Macintosh foi sinônimo de liberdade individual. Dois anos antes, a revista Time deu o título de personalidade do ano para o computador. O compuatdor da Apple consolidou essa posição mostrando ser prático com a introdução do sistema operacional com suas vantagens gráficas e aparelhos como o mouse.

O Macintosh foi precedido de problemas de Steve Jobs e sua equipe. Tanto que foi o ínicio do fim da primera fase do fundador da Apple no comando da companhia. Mas o primeiro compuatdor pessoal do mundo já entrou na história como o ser comercial onde a atleta quebrou o grande telão onde o Grande irmão dava suas ordens. Foi o ínicio da era da tecnologia derrubar o mundo.