Lembranças do meu amigo Hugo

Quando você é uma criança onde o mundo gira em torno a crise econômica da Rússia e ter como ídolo de infância chamado Boris Ieltsin. Meus melhores amigos eram os senhores da faixa-etária de 60 anos de idade enquanto este que vos posta tinha apenas 10 anos de idade (o momento da vida onde uma criança se preocupa com o planeta sem ser objeto de teorias psicológicas).

Um dos meus amigos foi o Hugo. Ele era pai das diretoras do colégio Educere. Uma boa alma para uma criança que vivia as turras do mundo onde os seus colegas de escola lhe tiravam sarro pelo fato de ser inteligente. Eu era um infante onde convivia entre a escola e as idas com as psicologas para poder lidar com o fato de não conseguir fazer amizades com os coleguinhas.

Hugo tinha 60 anos e sempre me chamava de jovem. Ele formava um quarteto de amigos que incluia o Edu, Zé, João e o meu pai que ouviam as dores do crescimento para a adolescência onde exercicia o papel de criança-adulta que tinha que amparar os adolescentes em momentos como ouvir-los quando saiam da escola junto que fazer o meio de campo com os professores.

Na minha época de amigo do Hugo. Tinha que aturar as minhas colegas amando Leonardo Di Caprio por causa do filme Titanic enquanto estava determinado a fazer piada ao modo Casseta e Planeta mesmo tendo pouca idade para compreender a sketch como o seringueiro que ficava o dia inteiro no seringual tirando o leite do pau (não fiz essa piada na época).

Hugo sempre me chamava de jovem e me aceitava para ficar ao seu lado quando lia o jornal antes de eu ir para a sala para estudar e aturar as provocações de meu colegas que tinha déficit de inteligência em assuntos como história e geografia. Eu ficava conversando com ele sobre o mundo e a humanidade nos tempos Binyamin Netanyahu, Ehud Barak e Yasser Arafat.

Quando o meu amigo Hugo morreu em 2011. Lembro do meu compadre Marcelinho ter me telefonado para informar de tal perda. Eu sinto saudades de Hugo porque ele poderia ver que aquele garoto de 10 anos como este que vos posta tendo vários blogs onde faço troça sobre humanidade e o mundo tão confuso que nós vivemos. Enfim, tenho lembranças de Hugo.

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O garoto que tirava sarro de Bush

Quando eu era criança. Meus colegas tinha uma certa aversão por um garoto que assistia o Jornal Nacional ou que lia a revista Quatro Rodas. Este era o meu caso. Mas sempre tinha um amigo mais velho que sempre prestava atenção nas falas de um pequeno ser humano que se fazia de adulto mesmo tendo apenas 10 anos e preocupado com o mundo em volta.

Eu me via assim em uma época onde não se tinha redes sociais e afins. Lembrei disso quando assisti o filme Gainsbourg, o homem que amava as mulheres, de Joann Sarf. O garoto Lucyen sempre se perguntando sobre as mulheres mesmo na tenra idade. Enquanto este que vos posta era um criança que ria das piadas sobre o governo do presidente americano Bill Clinton.

Isso cria uma tensão entre os seus pares. Os garotos ansiosos em ver uma Playboy para bancar um homemzinho, mas se sentiam desconcertados com aquele garoto inteligente que sabia conversar com uma jovem estagiária sobre os assuntos nos quais eles não tinham um domínio como a política mundial mesmo eu não tendo a assinatura de uma revista ou jornal.

Isto se consolidou em 2003. Eu tinha 14 anos e ficava acompanhando a política americana quando o presidente George W. Bush e sua determinação de seguir o caminho errado de enviar tropas americanas para invadir o Iraque por causa da desculpa esfarrapada de que tal país tinha posse de armas de destruição em massa e a guerra começou.

Lembro que a guerra do Iraque me rendeu dois trabalhos escolares onde fiquei o dia inteiro na escola nas sexta-feiras onde fazia duas coisas: cuidar das crianças pequenas e dar uma espiada nas aulas de dança onde as garotas faziam a festa. Bem, 2003 foi o ano onde não fui importunado com a intensidade de anos anteriores como 2000. Isso faz refletir que tirar sarro de George W. Bush tem as suas vantagens.

 

Beyond 100 days

Eu tenho uma amiga chamada Mariana. Ela faz faculdade e tem um monte de trabalhos para entregar. Na segunda-feira, eu estava comentando que teria um trabalho para fazer com o fato do Reino Unido ter bloqueado a negociação do divórcio anglo-europeu no nosso grupo no whatsapp porque estava assistindo o Beyond 100 days, da BBC World News. Ela falou que adorava o fato de eu fazer aquilo que gosto.

Isso me envaideceu um pouco. Mas me fez permitir uma reflexão sobre o meu trabalho. Muitas pessoas desejam o reconhecimento fazendo coisas escatológicas ou bizarras por 15 minutos de fama como dizia o artista da Pop-Art; Andy Warhol. Eles se esqueçam de um trabalho duro por trás de esforço de uma alma humana de expressar-se de maneira inteligente.

Percebo isso quando vejo meus amigos de futebol americano e de esporte a motor fazendo piadas sem graça ou comentários para tentar chamar atenção de narradores de tais transmissões esportivas invés de fazer perguntas pertinentes sobre os eventos esportivos que estão assistindo em prol de engrandecer a narração com uma boa sacada em 280 caracteres.

Não vejo as pessoas procurando um certo hábito de aperfeiçoamento como estudar sobre política britânica como no meu caso ou acompanhar o futebol alemão como faz o meu amigo AVC. Eles ainda pagam com um mau-humor de seres superiores porque a plebe é um agrupamento de gente inculta que precisa ser guiada como um pastor faz com suas ovelhinhas.

Quando a minha amiga Mariana ficou impressionada por falar que iria escrever um artigo e me informar sobre o brexit para ter um bom texto. Pensei que todo o meu esforço em informar as pessoas mesmo ouvindo que assuntos como Brexit ou economia francesa são coisas que ninguém consegue entender. Vou lembrar das palavras de Mariana.

As refeições que custam 5 reais

Ontem, meu amigo MV postou em seu facebook sua pertinente reclamação de um estabelecimento cujo os preços das refeições eram muito caros para os padrões de tal pessoa que dá aulas na faculdade de relações internacionais da FAAP. Ele foi convidado por seus amigos para ir lá. Então, comentei que gasto 5 reais quando faço o desjejum depois da coleta do exame de sangue para pegar os remédios da esquizofrenia.

Mas o que me surpreendeu foi fato de MV ter me confidenciado na conversa que seria um homem feliz por gastar apenas 5 reais para comer. Isso me deixou surpreso porque sempre vejo as fotos dele rodeado por seus amigos e alunos em lugares caros de São Paulo. Tanto que lhe convidei a visitar Pinda para poder comer onde eu faço os meus desjejuns.

Logo que penso nessa frase. Imagino a vida das pessoas que comem desde de um Fois Grás em um bistrô francês até um podrão no estádio de futebol. A felicidade não está naqueles momentos onde você vai em uma balada para torrar dinheiro em um camarote pagando bebidas caras para seres humanos desconhecidos como uma forma de garantir uma popularidade.

Os amigos de MV comentaram no post que tal estabelecimento cobrava caro em razão dos neo-yuppies, aqueles seres humanos descolados e bem remunerados que vivem no centro financeiro e corporativo de São Paulo. MV tem uma formação simples dada por sua mãe, dona Aparecida. Ele me confessando que gostaria de pagar apenas 5 reais por uma refeição.

Tanto que convidei-o para vir a Pinda um dia para poder comer na lanchonete onde faço o meu desjejum. Ele agradeceu o convite. Mas logo percebi que se tratava de algo maior. O desconforto de um ser humano vivendo entre seus pares e tendo que pagar caro por refeições cuja a qualidade não justifica o preço absurdo que é cobrado. Então, MV venha para Pinda.

As amizades que não deram certo

Eu estou nas redes sociais como pessoa física há 6 anos. Sempre parti do principio de fazer amizades com outras pessoas como uma forma de socialização shut-in. Tenho momentos de alegria quando conheço pessoas que desejam de alguma forma abrilhantar as nossas vidas. Porém, tenho os meus revézes que lido ao longo do tempo para evitar feridas em meus sentimentos.

A questão de uma amizade sempre é tratada como uma troca mutua de ajuda e de afinidades. Mas sempre temos problemas quando lidamos com pessoas que não te dão atenção devida por te acharem insuportável por fazer perguntas como nos casos dos jornalistas ou porque se importa com alguém mesmo que essa pessoa não lhe dar uma sensação de conforto.

A vida nos ensina por vias tortas e incertas. A amizade que faremos com alguém pode tanto dar certo quanto dar errado. As pessoas necessistam de afeto porque desejam serem amadas em um época onde os sentimentos e os principios foram deixados de lado por causa de uma ideologia de auto-ajuda onde o ato de ter amigos virou uma receita de bolo.

As pessoas se esqueceram de atos como ouvir os desabafos, dar atenção ou simplesmente jogar a conversa fora. Eles pensam que os amigos de verdade são aqueles que te acompanham em uma balada para fazer um ato porralouca porque deseja não ser um sujeito que tenha uma vida chata sem ir a festas para poder extravassar suas ansiedades com o próximo.

A amizade de verdade é lidar com momentos seja bons seja ruins. Já tive pessoas que não quiseram prosseguir a amizade comigo por não terem paciência ou porque a minha presença faça as lembrar dos problemas que elas tem com o mundo onde as redes sociais são um lugar onde sentimentos são declarados por emojis. Além de não confiarem em mim por algo que eu não sabia. Enfim, nós somos humanos e nada mais

Lembranças de 1977

Eu estava comentando com o meu amigo AVC sobre a falta de conhecimento dos youtubers contratados pela montadora Renault para divulgar o GP da Brasil diante da celebração dos 40 anos da estréia da mesma na Formula 1 com a inovação de criar o motor Turbo. Pensei um pouco sobre tal assunto e percebi que não temos memória sobre os eventos históricos ocorridos naquele ano.

Vou relembrar alguns fatos para refrescar a memória do caro leitor deste blog.

Em 1977, a banda punk Sex Pistols lançava o disco Never mind The Buzzcocks com a canção God Save The Queen, que era uma crítica pesada a monarquia britânica que festejava o jubileu de prata da Rainha Elizabeth II por seus 25 anos de reinado. Tanto que tal música não era citada nas rádios britânicas e os discos do grupo eram vendidos as escondidas.

Em 1977, um grupo de intelectuais checo-eslovacos resolveram publicar uma carta aberta com críticas ao regime comunista chamada Carta 77. Entre os signatários, estava o futuro presidente da República Checa e dramaturgo Vaclav Havel. Enquanto isso no Oriente Médio, o presidente egípcio Anwar Sadat fez a primeira visita de um líder árabe a Israel.

Em 1977, o Corinthians foi campeão paulista encerrando um jejum de 23 anos sem títulos no gol feito por Basílio na decisão contra a Ponte Preta enquanto o São Paulo foi campeão brasileiro derrotando o Atlético Mineiro na final no duelo entre o atacante do Galo, Reinaldo, junto com o artilheiro tricolor Serginho Chulapa.

Enfim, o ano de 1977 tem muitas lembranças que precisam ser discutidas por todos e não apenas para comemorar um feito que nem os youtubers nem procuraram ler para falar ao público.

Diploma não garante credibilidade

Hoje a tarde, estava conversando com o meu amigo AVC enquanto fazíamos um briefing sobre o jogo entre Borússia Dortmund e Stuttgart quando ele comentou que tinha certos jornalistas cravando que o Corinthians é o maior vencedor do campeonato brasileiro se esquecendo de competições dos anos 1960 como a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa que eram os campeonatos nacionais da época.

Isso me fez lembrar de uma vez que tentava criar um ponte intelectual com um jornalista português que cobre o Rugby que ficava irritado com a minha pessoa porque estava mais atualizado do que tal ser humano em assuntos que ele ignorava como a tentativa da inclusão da África do Sul ou da Geórgia no Six Nations no lugar da Itália devido as desastrosas participações da seleção italiana.

Nestes dois casos citados. Tratamos de jornalistas que fizeram faculdade, mas tem problemas em lidar com o público por temer que tais pessoas sejam mais informadas mesmo não tendo um diploma de uma universidade, mas tem jeito pra coisa porque correram atrás das notícias que os nossos periodistas tanto brazucas quanto lusitanos ignoram claramente.

O jornalismo esportivo tanto no Brasil quanto no mundo precisa encarar uma realidade onde pessoas que tem domínio do assuntos mesmo não tendo um diploma possam fazer um trabalho bem feito por meio de redes sociais como facebook, twitter e blogs onde podem publicar comentários, análises e notas sobre tais assuntos após uma longa sessão de reflexão de tal assunto.

O jornalismo precisa encarar uma realidade onde escolas de comunicação e suas teorias caem por terra quando um caipira como este que vos posta sabe mais de assuntos que tais futuros jornalistas não se dão o trabalho de apurar tais pautas. Chega ser frustrante quando você é tratado como um idiota por um periodista. Mas temos que lembrar que um diploma não te dá uma credibilidade que eles tanto necessitam.