Rolling Stone e Exame

O escritor britânico George Bernard Shaw dizia que se você não fosse comunista aos 20, não tinha coração e não for capitalista aos 30, não tem cérebro. É assim que estou lidando com a minha vida ao comprar uma revista Rolling Stone junto com a Exame para ser a minha leitura de sala de espera para as próximas semanas do ano 28 deste ciclo.

Quem lê uma Rolling Stone sabe do cantor Liniker, Mas quem aprecia a Exame conhece as colunas de Vicente Falconi. Isto soa tão dispare para tu, nobre leitor deste humilde blog. Assim como as minhas leituras de sala de espera. A minha vida sempre teve que lidar com o fevor adolescente ao ouvir o Legião Urbana e ter um racionalismo para estudar o monetarismo de Milton Friedman.

Queria ser um revolucionário da música Geração Coca-Cola. Mas tive que me render ao pragmatismo de entender o mundo através das leituras da The Economist. Paulo Francis dizia que virou um adulto após rejeitar o comunismo que tanto defendeu em sua vida e ter se tornado um conservador republicano após compreender o capitalismo americano nos tempos de morador de New York.

As vezes, fico vendo um amigo meu querendo ser um artista revolucionário pós-moderno e penso que como sou um conservador que lê a Rolling Stone e a Exame para compreender tal mundo estranho e inquieto que nós vivemos. Não tenho uma verve revolucionária no sentido de uma ruptura com o nada, mas sim uma mudança na instituições de forma gradual como foi o Reino Unido do século 17.

Pode soar um conselho de um velho de 28 anos para a geração de YouTubers. Mas peço que um dia, eles possam comprar uma Rolling Stone junto com uma Exame. Não por uma indicação intelectual pretensiosa. Mas sim pelo modo de entender como funciona a revolução do Liniker ou uma gestão de empresa aconselhada por Falconi. Ambos servem para o bem da humanidade.

As amigas de twitter

Semana passada, eu postei um texto sobre algumas conversas que tive no twitter. Bem, minha vida de twetter continua agitada dado o fato de ter conversas com pessoas interessantes que usam tal rede social para trocar informações e ideias. Isso ajuda a lidar melhor com o sexo oposto por falar aquilo que sinto em relação a elas nas redes sociais.

Eu lembro de minhas amigas de Formula 1 como a Bia Rosenburg, Pri Uzun, Juliana Gonçalves, Caroline Sanz e Karol Pedroni. Elas tem que lidar com o machismo que ronda a torcida de tal esporte pelo simples fato de falar que um piloto é bonito. Mas elas continuam ativas no twitter e entendem mais de automobilismo do que muita gente que conheço.

No campo do futebol, tenho conhecido bem a Kamilla Venturelli e seu amor pelo Palmeiras e a ojeriza pelos comentaristas clubistas. Sem falar do esforço épico de Juliana Trombini em cobrir o futebol alemão mesmo não tendo apoio de colegas de profissão que ainda pensam que lugar de mulher no futebol é ter que ficar bajulando jogador.

As garotas que curtem esportes ou escrevem sobre tv no twitter mostram ser uma geração que deseja a quebrar o ciclo. Elas querem ser ouvidas de igual para igual sem ter que aturar os mantras machistas. Qual é o problema de uma garota como Bia falar de Daniel Ricciardo ou a Pri Uzun defender afinco a sua admiração pelo chefão da McLaren Ron Dennis.

Penso que as minhas amigas de twitter desejam serem ouvidas e levadas a sério. Não se trata um coitadismo do sexo frágil. Mas reconhecer com justiça do empenho que elas fazem para entender um assunto que era apenas reservado para os seres masculinos. Por isso que sempre vou defender-las de tais preconceitos machistas e tolos que rondam a humanidade.

Ser natural

Dias atrás, estava em uma conferência de voz quando me apareceu um garoto com a voz e os trejeitos de mano. Bem, eu fiz uma crítica a isso afirmando que soava forçado. Pois bem, eu conversei com o jovem há algumas horas e ele me confessou que não usava tal maneira de falar, mas falava algumas gírias de seu cotidiano. Então, recomendei que fosse mais natural.

Eu sou conhecido em alguns hangouts por ser histriônico e por ter um jeito de palhaço. Mas me senti incomodado com aquele garoto não por perder o posto de engraçado-mor das conferências de voz, mas pelo fato deste que vos posta não soar engraçado para o público de amigos que fiz desde que participo de tais chats e arracando risadas espontâneas.

Chegamos a um ponto de reconhecer que precisamos estar bem a ti mesmo para fazer uma pessoa rir das besteiras que nós falamos como uma forma de distração. Não vamos agradar a todos como os paladinos do politicamente correto que fazem um preconceito as avessas contra aqueles que não pensam de acordo com a sua cartilha tola e rasa.

Uma amiga me falou que sou um pensador e o garoto me elogiou pelo fato de ser naturalmente engraçado. Eu fiquei lisonjeado por tais palavras. Mas mantenho os pés no chão. O mano quer entender como funciona a peculiar mecânica do humor pessoal e intransfírivel enquanto a garota quer alguém que lhe faça rir para esquecer dos problemas do cotidiano.

Mas não sinto inveja de tal garoto. Eu dei uns conselhos sobre está carreira de humorista de hangout e falei para ter um pouco de personalidade para ter uma característica própria para lidar com o mundo tão enigmático que temos que lidar. Agora, posso dizer que tenho um amigo e com quem posso dividir conhecimento sobre a arte de ser natural e engraçado.

Meus amores platônicos

Eu sempre me encantei por mulheres lindas, mas que tinha pouca experiência para lidar com os imponderável do amor. Mas sempre fiz um juramento para mim mesmo de ser um solteirão. Porém, não cumpro tal promessa diante da primeira garota que me encanto pela frente ou quando vejo um comentário inteligente feita por ser feminino na redes sociais.

Isso me aconteceu hoje. Tive que conversar com uma amiga para dividir as minhas inseguranças. Isso é importante para poder lidar com o mar revolto da paixão e das paixonites. Isto me faz lembrar dos tempos de adolescente onde os meus amigos tinham namoradas quando eu ficava sendo aquele ser engraçado que poderia se inscrever em um monastério para ser um monge trapista.

Mas isso amadurece o homem como afirmava os trechos do romance Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. Nós sempre queremos mostrar que somos capazes de conquistar uma mulher ou um parceiro se não termos uma segurança moral e uma boa dose de coragem para expressar seus sentimentos mesmo que a amada ou amado o rejeitam de forma cruel.

Eu tenho um coração derretido por uma mulher amada. É como se fosse um Forrest Gump tendo conquistar sua Jane mesmo com póliomelite, universidade, guerra do vietnã, aids e casando junto até a morte de tal amor da vida de Forrest. Sempre quero encontrar uma companheira para a vida inteira para entender o sentido do amor romântico.

Meus amores platônicos sempre mantive a amizade com tais garotas. Tenho que agradecer a elas por terem me amadurecido em meio das desilusões de um amor não correspondido. Esse é um momento em que tenho tomar um rumo para a minha vida adulta sem esquecer as experiências da adolescência. Espero que isso mude se caso tenha amizade com tal garota platônica.

A memória

Eu estava no facebook comentando com um amigo sobre uma garota que vai fazer uma oficina literária. Mas este ser masculino não se lembrava de ter comentado no post onde a menina foi citada. Isso me fez refletir sobre a falta de memória que afeta a atual geração de seres humanos que vivem em uma era onde terabytes de informações e dados são despejados em nossas mentes.

Em 2008, o escritor italiano Umberto Eco alertava sobre a falta de produção de conhecimento. No mesmo ano, Sérgio Augusto em sua coluna no caderno Alías, do Estadão; fez um bom artigo sobre nossos problemas com a memória como não lembrarmos dos fatos importantes de nossa história. Ele citou o seu amigo Ivan Lessa que dizia que o Brasil esquece dos acontecimento dos últimos 15 anos a cada 15 anos.

Eu percebo isso pelo fato de ler notícias e sempre recorrer ao santo google ou no meu acervo pessoal. Um fato que me deixa inquieto é que não consigo lembrar os nomes de vários conhecidos ao longo da minha vida. Este que vos posta só lembra de seus rostos como se fosse uma impressão digital de uma mente bombardeada de informações como a minha.

Mas isso não me impede de fazer novas amizades e recomeçar a fazer amigos. Não sou um ser como uma memória perfeita. Isto me lembra aquela frase de Mikhail Gorbachev em que dizia que a União Soviética é apta para construir um míssil e inepta para fabricar um eletrodoméstico. Assim que penso sobre a minha memória estilo União Soviética.

Sou bom para decorar fatos históricos, mas péssimo em relações pessoais. Não quero me pôr como vítima das minhas escolhas. Porém, reconheço que preciso melhorar nesse quesito. Minha vida precisa ter um equílibrio em saber as gafes e píadas de Ronald Reagan até perguntar para uma amiga minha sobre a oficina literária que cursa para ser uma boa escritora.

Convivência com a insegurança

No sábado, estava no meu twitter quando pedi uma entrevista para o twitteiro Murilo Freire. Ele foi solicito e respondeu as perguntas que serão publicadas no próximo domingo no blog Pensamentos de Blogueiros. Mas lendo as respostas, percebi um desencanto com o mundo e principalmente sobre como lidar com um sucesso tão repentino, mas que não tem retorno.

Por mais que Murilo seja adorado pelas garotas. Ele ainda se sente pressionado. Isso me lembra o líder e guitarrista do The Who, Pete Townsend. Mesmo que Pete fizesse álbuns excelentes com o The Who como Tommy, Quadrophenia e Who’s Next. Ele ainda sentia uma insegurança enorme que sempre tratou com um franqueza ácida e honesta.

Eu senti isso quando uma época em que o Homo Causticus só tinha sucesso por apenas publicarmos links de matérias de mulheres nuas no começo. Eu precisava rever isso e deletei todos os posts para seguir um caminho próprio para ter uma carreira. Isso foi fundamental para a fase atual do blog ao poder ter um público que goste e aprecie um bom texto.

Ter uma carreira é fundamental em tempos turbulentos. Murilo quer ser ouvido para um público além das meninas de 13 anos que estão perdidas na vida com as suas incertezas como as músicas do The Who para uma geração dos anos 1960 que desejava morrer jovem do que envelhecer. Isso é um retrato dos tempos que ainda lidamos com isso.

Aquele ser humano que consegue sobreviver ao mar revolto dentro de um barco é um vencedor. Nós temos que ter uma certa resiliência. Isso precisa ser lidado de maneira sincera para evitar os problemas que lidamos por toda uma vida. Espero que Murilo possa um dia ler a autobiografia de Pete Townsend para que tenha uma boa carreira no mundo das letras.