A volta

Sempre fui um turrão na minha vida por ser intransigente em minhas convicções. Mas tem coisas onde podemos ser flexíveis. Hoje, após um longo exílio forçado. Voltei ao grupo de baladeiros cariocas que foi citado anteriormente por este que vos posta por motivos de afinidades com aquelas pessoas que gostam de curtir a vida na cidade maravilhosa.

Quando voltei ao whats. Meu amigo Luis festejou a minha volta. Ele é um sujeito que está sempre tentando achar a sua metade da laranja. Lembro da nossa versão brasileira do Johnny Depp conhecido como Vini Depp. Além da Nilda com sua paixão pela Moto GP junto com a seriedade do Romulo em lidar com tal pessoal e seus desejos.

Isto me sinaliza que ainda sou aceito pelos descolados como os baladeiros cariocas junto com os indies de Recife liderados por John. Mas ainda não ouço as músicas que eles gostam por eu ainda ser uma cria do mainstream perante a multidão do underground e do eletrônico que eles tanto ouvem no spotify, mas que desconheço profundamente.

Eu ainda tento uma aproximação com o pessoal de curitiba desde que perdi o contato em 2013. Não sei se a dona do grupo ainda me acha um chato e prevísivel por eu ainda ouvir a BBC Radio 4. Mas nesse caso, eu tenho minhas amigas como Jéssica, Bianca e a fonte oficial anônima para conversarem comigo sobre o mundo e a humanidade.

Tem certas coisas que ainda me fazem crer que não sou um ser solitário-turrão que cuida das dores do mundo como se fosse um anjo do filme Asas do Desejo, do cineasta alemão Win Wenders quando se deparava com a humanidade e seus dilemas na então Berlim Ocidental dos anos 1980. Mas enfim, voltei ao grupo e vou procurar não sair dele.

Será que esquecemos de algo?

Eu não sou muito de comentar a vida de celebridades porque tenho muita coisa para fazer. Mas me deparei com um polêmica pelo fato de um celebridade adolescente como a Maísa Silva deu um toco no apresentador do SBT Dudu Camargo durante um programa de tal emissora. Ao ver uma reação furiosa de ambos os lados. Me perguntei se nós esquecemos de algo?

Eu lendo as notícias de tais fatos. Percebi que a mídia culpa a internet e seus haters enquanto Dudu e a Sônia Abraão culpam a Maísa. E não vi gente fazendo uma analíse quem realmente é o hater ou perguntar para a tal garota porque não teve tato para lidar com o Dudu. Daí reforço a minha tese que esquecemos de algo em nossa mente.

Se por um lado, Dudu fez brincadeiras de gosto duvidoso para agradar o Silvio Santos. Por outro, Maísa fez uma cara de nojo só por estar ao lado de um garoto antes do começo da troca de gentilezas patrocinada pelo dono do SBT, que poucos se lembram que ele não sabe lidar com crianças ou adolescentes simplesmente porque ele lhes tratam como se fossem adultos.

Nós nos esquecemos de fazer tais perguntas: 1) Porque Dudu age assim? 2)Será que a Maísa deveria ter um jogo de cintura? 3) Porque Silvio Santos tinha um certo prazer em ver uma situação constrangedora para ambas as partes sem intervir para divertir o seu telespectadores que desistam de assistir a TV aberta para ver um filme na TV a cabo? 4) Quem são os haters de Dudu e Maísa e como eles afetam tal cenário de guerra de redes sociais?

Tais perguntas que nós deveríamos fazer quando lemos uma nota sobre a vida das celebridades. Me deparo que tais notícias são usadas para nossas críticas pecaminosas sobre uma vida que invejamos por fora e desejamos por dentro. Se nós queremos entender como vamos lidar com isso daqui pra frente. Vamos ter que perguntar para Dudu e Maísa.

Conversando com as novas gerações

Sempre mostrei os meus fracassos em tentar contato com está nova geração de humanos. Mas nem tudo está perdido. Estou conseguindo fazer novos contatos com tais jovens e tendo êxito de ter amizades com diferentes gerações. Não se trata apenas de falar das séries teens ou descrever o mundo pós-internet para os rookies deste tempo.

É fácil ser um rabugento que critique as novas gerações. Tanto que isso foi discutido em vários países desde de 2016 quando os britânicos decidiram sair da União Europeia para reviver um passado glorioso assim como os americanos elegeram Donald Trump ao ouvir o canto do passáro de reviver os tempos gloriosos do make america great again.

Mas não via uma maneira de aproximar as gerações mesmo tendo ressalvas por ambas as partes. Os jovens desejam uma revolução enquanto os velhos querem uma forma de preservar suas conquistas. Isso é uma equação cuja a resposta não se encontra em uma página de opinião de um jornal ou em um tweet publicado no facebook.

Esse é um trabalho demorado e que demanda uma ampla compreensão sobre o ser humano em si. Os jovens seja americanos seja britânicos queriam eleger Bernie Sanders ou manter o Reino Unido na União Europeia. Mas tais aspirações foram varridas do horizonte por pura vaidade misturada com uma nostalgia de tempo que não voltará ou uma incerteza do futuro.

Então, temos que procurar um dialogo entre gerações para que seja importante estudar o passado para entender o presente e mudar o futuro. Isso poderá manter o bom senso da humanidade que foi esquecido nos últimos anos. Isto demandará trabalho e além de uma constante troca de ideias para que nós possamos dar um passo certo mesmo sendo um jovem ou um velho.

Os seres incolores

Em 2013, o escritor japonês Haruki Murakami lançou um romance chamado o incolor Tsuruku Tazaki e os anos de peregrinação. Em tal obra, Murakami retratou a solidão junto com o fato de Tsuruku ser rejeitado por um grupo de amigos na adolescência por ser um sujeito desinteressante e graças a um novo amor, ele correu atrás de seu passado.

Eu lido com isso ao ouvir os desabafos de meus amigos, conhecidos e parentes. Parece que a vida não lhe foi generosa se for comparada com um vizinho próspero ou um conhecido felizardo. É como se fosse aqueles encontros de colegas de escolas para comparar quem deu certo ou errado logo após sair da certeza dos anos escolares para a incerteza do mundo adulto.

Outro romance que retrata bem isso é a tetralogia Coelho do finado escritor americano John Updike. Onde ele conta os desatinos de Harry Rabbit, que estava predestinado a ser um astro do basquete. Mas por causa de uma lesão. Ele se contentou a ser um vendedor de carros japoneses nos tempos em que o status do americano é ter um Cadillac.

Nós não temos controle sobre o nosso destino. Mas percebo que as pessoas com quem convivo se sente incomodadas ao ver uma pessoa que deu certo ou que seja interessante. Meus amigos de MBTI lidam com essa frustração a todo tempo ao ver um extrovertido feliz ou vejo todos aqueles que liam a saga Harry Potter se perguntando se são sonserina ou grivinólia da vida.

A pergunta que me faço é se estamos lidando com seres incolores como retratados no romance de Murakami. Tsuruku é incolor em japonês e foi rejeitado por seus amigos que tinham nomes de cores no idioma nipônico. Isso nos permite uma reflexão sobre nós mesmos a nossa capacidade de reinventarmos em um mundo tão cinzento como o nosso.

Consultoria para assuntos aleatórios

Nos tempos do Jô Soares Onze e Meia. Jô sempre tinha um assessor para responder suas dúvidas, o saxofonista Berico. Tanto que lhe deu o cargo de secretário de assuntos aleatórios. Eu me sinto assim nos últimos dias quando respondo as perguntas de conhecidos, amigos, parentes e afins sobre as grandes questões da humanidade.

Nos últimos tempos, minha mãe pede ajuda para mexer na TV a cabo. Meu amigo AVC me pergunta sobre a situação política de nosso país. Meu chapa Fernando sempre me questiona sobre os fatos do Reino Unido. Minha amiga Roberta me perguntou como se fala homão da porra em francês e meu colega Simon pediu a minha opinião sobre a nova rota da seda.

A humanidade está com muitos pontos de interrogação em suas mentes. A tempestade de informações, fake news e teorias da conspiração escritas por um nerd que mal sai de casa coloca o mundo em dúvida constante. Os americanos estão discutindo com profundo desconhecimento se as vacinas causam autismo para o temor de pais puritanos.

Isso é comum em um país onde a população diverge se homem foi criado por deus ou foi obra da evolução biológica proposta pelo darwinismo. As ondas de desinformação junto com um pensamento tosco de quem detém o conhecimento tem o poder lembra o cenário distópico do romance 1984, de George Orwell onde se tinha fatos alternativos forjados pelo duplipensamento de um governo autoritário.

Está epidemia de desinformação se combate com o devido esclarecimento mesmo que isso possa ser posto em cheque por gente ignorante que deseja que seu ponto de vista seja aceito por todos por via autoritária. O conhecimento liberta das trevas, mas aprisiona se for usado por um grupo autoritário. Por isso que sou o consultor de assuntos aleatórios.

Tédio punk

Em 1977, o Sex Pistols lançou o seu álbum chamado God Save the Queen, onde tiravam sarro da monarquia britânica com o espírito punk diante do estado terminal do declínio do Reino Unido. Mas uma ficou nítida. A velha necessidade de rebeldia e brigar com deus e o mundo. Os punkers iam pra porrada por nada e por pura diversão.

Isso ficou claro no filme Clube da Luta. Onde homens decidem resolver suas diferenças nos punhos, socos e pontapés. Por isso que defino isso de tédio punk. A necessidade de enfrentamento com seres opostos tanto por suas diferenças ideológicas quanto por questões pessoais. Tais pessoas querem mostrar que são osso duro de roer.

Eu lido com isso quando vejo tais idiotinhas se digladiando em redes sociais. Trolls, haters, poser e qualquer um que usa sua agressividade para defender seus pontos de vista com argumentos toscos e textos com vários palavrões. Percebo que tenho um monte gente frustrada com o mundo e decidi descontar isso logo no primeiro ser que vê no facebook.

Este tribalismo social é uma grande hipocrisia. Como um ser humano que ama os animais no mundo real, mas é um bolsomion no mundo virtual. Parece que os tempos maniqueístas da Guerra Fria voltam com tudo. Só faltam ressuscitar a União Soviética e pedir para que Josep Stalin retorne do seu túmulo para derrotar os fascistas de plantão.

O tédio punk cria este cenário de pura devoção aos punhos e palavrões. Todo mundo tem que humilhar outro. Isso é mais pura falta de maturidade que lido com a minha geração de idiotas úteis a serviço da massa de manobra de formadores de opinião que se gabam de ridicularizar o planeta. Bem, voltamos ao Reino Unido dos punkers que odeiam sua majestade.

As liberdades tão esquecidas

Fiquei ausente deste blog porque estava expandindo as operações do serviço inglês e afins. Mas ao longo de minha ausência, percebi que a humanidade está ficando mais cega em sua veia autoritária e esquecendo das liberdades individuais que foram conquistadas pelo tempo e pelos ideiais. Reflito sobre isso quando vejo pessoas reativas a isso.

Semana passada, estava no whatsapp quando um sujeito me mandou carpinar um terreno pelo simples fato de ter exposto uma opinião sobre uma coluna do psicanalista Contardo Calligaris no jornal Folha de S.Paulo sobre os atentados de Manchester. O que ficou claro para mim é que esquecemos da liberdade, mas nós só se damos conta quando sentimos sua falta.

Penso que tal sujeito deveria ler mais sobre as ditaduras e os períodos sombrios da humanidade do que ficar postando fotos de churrasco e cortar conversas por causa do Palmeiras. Isso revela uma tosquice rasa. Minha amiga e colaboradora Rapha sempre comenta comigo sobre está superficialidade do tempos atuais que nós vivemos.

Ela está certa. Mas os individuos deveriam refletir melhor sobre si mesmos. Eu sempre ouço barbaridades de vários assuntos e sinto falta dos argumentos para defender tais coisas. A resposta não é sempre lisonjeira e nos mandam tomar naquele lugar porque discordamos de suas teorias e nos acusam de sermos desocupados e reacionários.

O pensamento ocidental sempre nos ensinou que a liberdade nos fortalece por oferecer escolhas e permitimos desenvolver ideias em um ambiente de contestação como nas democracias. Mas temos que defender os direitos e os deveres de uma sociedade perante o mundo. Isso é uma questão cara para nós que não devemos esquecer de nossas liberdades.