Brexit no Twitter

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Nas últimas semanas, eu tenho postado textos sobre o referendo britânico sobre a permanência de tal nação na União Europeia. Bem, os britânicos decidiram sair do bloco europeu e vão ter longos dois anos de negociações com Bruxelas para que o divórcio seja feito sem maiores problemas a menos que os franceses querem fazer um processo doloroso para quem se atreva a sair da UE.

Mas na noite do dia 23 de junho de 2015. Fiquei no twitter para acompanhar as reações em torno da votação. A experiência foi fascinante porque tive uma troca de informações como o colunista da revista Época e excelente resenhista Helio Gurovitz junto com um velho conhecido repórter do jornal Folha de S.Paulo Raul Juste Lores que tinha preocupações com o ex-prefeito londrino Boris Johnson.

Sem esquecer da intensa conversa que tive com o meu amigo MV no facebook. Ele terá muito trabalho pela frente para esclarecer as minúcias do divórcio anglo-europeu. Eu esqueci de perguntar para o âncora da rede de tv britânica ITV, Alistair Stewart, sobre tais implicações sobre o cenário político britânico diante da eminente saída da União Europeia. Mas lembro que ele me enviou uma resposta que manteria sua imparcialidade diante de um cenário nebuloso que o Reino Unido irá viver nos próximos dois anos.

Mas tão logo comecei a minha jornada de desocupado muito ocupado. Meu amigo Diego me perguntou se iria escrever sobre o Brexit nos meus blogs. Caro Diego, vou postar textos de tal tema para que possa entender quão complexa vai ser tal separação de Londres do continente europeu. Vou ter que explicar para os meus amigos como Ron Groo e o britânico Colin Musk.

Passado-se longos três anos de idas e vindas. Os britânicos desejaram viver fora das padronagens europeias que tanto lhe irritaram. Mesmo que Paris vier a oferecer um jogo duro como uma forma de conter um sentimento euroceticismo nutrido pelos nacionalistas. Fica claro para mim que terei mais trabalho nos próximos meses em questões europeias.

Dea

Tenho uma amiga conhecida como Dea. Ela já escreveu para este blog em 2013. Hoje, Dea completa 29 anos. Mas o mundo se transformou nos últimos 29 anos onde Dea foi uma testemunha que tinha que lidar com os transtornos modernos junto com um enorme sentimento que seus pais a nutriam para lhe ensinar a lidar com as incertezas do mundo.

Em 1987, O Reino Unido foi as urnas para referendar um terceiro mandato para a primeira-ministra conservadora Margaret Thatcher após ela ter enfrentado os sindicatos em uma greve dos trabalhadores das minas de carvão que durou um ano e meio em junho de 1984 a dezembro de 1985 junto com as reformas econômicas que a premiê britânica defendia com um vigor nunca visto.

Ao mesmo tempo, Thatcher era venerada na então União Soviética por ser uma mulher simples que ascendeu ao cargo de primeira-ministra. E se pensar que Margaret foi chamada de Dama de Ferro pelo agência de notícias soviética Tass em 1975. Isso ajudou a fortalecer as relações entre americanos e soviéticos sendo liderados por Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev respectivamente.

Mas no Brasil de 1987, o Plano Cruzado era uma catástrofe econômica-social. O ministro da Fazenda, Dilson Funaro foi substuído por Luiz Carlos Bresser Pereira e seu malfadado Plano Bresser. Mas não deu certo. Ele teve que ser trocado por Maílson da Nóbrega que teve gestar uma nova solução para o nosso descaminho econômico de uma década perdida.

Dea, este ano de 1987 foi complicado pra burro. Mas sempre tem uma boa visão para o horizonte onde se mostra um caminho interessante e complicado como são os momentos de nossas vidas. Espero que vossa senhoria tenha juízo para lidar com este cenário tão imprevisível que se tornou o mundo moderno e parabéns por completar 29 anos de vida.

Prestígio

Prestígio é uma palavra usada para se referir a pessoas que tem uma notoriedade em sua área de atuação profissional. Lembro disso ao ler duas entrevistas para a Playboy. O apresentador de TV Ronnie Von (outubro de 2015) e o diretor de cinema Guilherme Fontes (Dezembro de 2015) onde se discutia tal termo de nossa língua e suas implicações.

A carreira de ambos refletem como a palavra prestígio afeta as nossas vidas. Ronnie Von criou uma carreira musical apostando na psicodelia dos anos 1960 para se distoar da Jovem Guarda enquanto Fontes apostou suas fichas em adaptar para o cinema a biografia do magnata midiático Assis Chateaubriand que fez um enorme sucesso de vendas com o livro do mesmo tema de Fernando Moraes.

Os desafios de ambos tinham em mente a palavra prestígio. Enquanto Guilherme gastou seu capital pessoal e financeiro para fazer um filme que teve muitas dificuldades para ser financiado e ter criado uma animosidade e inveja entre os coleguinhas pelo simples fato de ter conseguido o direito de filmar uma obra tão magnífica quão complicada.

Já Ronnie tinha uma tragédia profissional em ter que aceitar a gravar músicas que sempre eram enviadas por gravadoras mesmo contra a sua vontade de ser um compositor e cantor que queria ser reconhecido por suas inovações como o uso de uma guitarra elétrica que era combatida com unhas e dentes por músicos da MPB por ser um simbolo do imperialismo americano.

A palavra prestígio se coloca como uma forma de orgulho onde os artistas e profissionais em tem orgulho de se perfazer. Mas tem dificuldades para ter uma carreira ou pagar as contas do final do mês. O que vale tanto para eles quanto para nós é fazer algo dentro de nossas habilidades e ter algo que custeia a sua vida sem depender dos feitos e do nome.

Quando perdemos o último episódio

Minha geração é acostumada a ver séries tanto na tv fechada quanto em serviços de streaming na internet. Isso explica a devoção por Game of Thrones (que vejo as cenas de nudez no Xvideos) tem criado em seus fãs ou esperar a próxima temporada de The Orange is new black ser lançada. Isso me soa tolo para uma pessoa como este que vos fala que assiste o BBC News at Ten (telejornal noturno da BBC).

Mas a minha geração é ansiosa e odeia que final de um episódio seja contado. Isso me lembra da vez que meu amigo Hawk contou um final de filme de terror quando nos encontramos em um cinema. Não fiquei irritado pelo fato de isso ter me preparado para as cenas horripilantes que este gênero de filmes produz calafrios e alegrias para seus fãs.

Mas a minha geração parece pior do que criança de três anos ou as velhinhas que querem matar a vilã de uma novela mexicana. Eles ficam ansiosos quando perdem um misero episódio de Game of Thrones ou se desesperam quando se anuncia o cancelamento de uma série como Penny Dreadful (a única produção dramatúrgica onde o metido a Frankestein ressuscita uma mulher bonita e nua).

Quando lido com os meus amigos fãs de séries me pergunto se a vida poderia ter lhes reservado algo melhor como assistir um jogo de Eurocopa para ouvir os comentários de Neto citando algum jogador de uma época distante ou fazendo comparações com os jogadores brazucas que são literalmente desmentidas por algum ser que tem twitter e curte o futebol europeu.

Mas sou um ser tão descolado e com as preocupações de minha alma que não cita Nietzche para dizer que a vida é um nada (ao menos que você viva uma crise existencial pior que as eleições presidenciais americanas). Invés de devotar suas vidas a uma série. Faça como este que vos posta: cuide da sua vida e não fique frustrado por perder o último episódio de uma série que eu não conheça.

Será que vamos sorrir para a vida?

Nos últimos textos deste blog. Tenho refletido sobre a vida. Passo por um momento difícil. Mas sempre vislumbro um futuro melhor. Não posso ser um idiota otimista ou um pessimista rabugento. Temos que ter sobriedade nessas horas para poder refletir melhor sobre o mundo tão complicado que vivemos e o nosso dever de mover a palha para melhorar o nosso canto.

Não leio os livros de autoajuda porque sinto que querem melhorar a nossa vida com tais desejos de coragem enlatada para enganar os incautos. Ou ser um niilista em que vê uma sociedade perdida diante de seus dilemas morais. A pergunta que faço: o que vossa senhoria pode fazer por seu país, pelo mundo ou até mesmo por aquela criança que vive te perturbando com a novidade da galinha pintadinha?

Se John Kennedy perguntou aos americanos o que eles podem fazer pelo seu país em seu discurso de posse em 1961. Bem, a resposta foi a conquista da Lua com o projeto Apollo. 20 anos depois, Ronald Reagan inspirou a sociedade americana em confiar em seus instintos como uma forma de resgatar a autoestima depois da Guerra do Vietnã e enfrentar os soviéticos. E consiguiu derrubar o Muro de Berlim

Se desejamos melhorar as nossas vidas. Não é fazendo reclamações nas redes sociais. Mas sim se engajar em projetos que possam te trazer satisfação e superação como o baterista do Def Leppard Rick Allen, que perdeu um braço. Mas continuou na banda mesmo assim criando um jeito próprio de tocar o instrumento para se consagrar perante ao público.

Parece que nós esquecemos de sorrir para a vida. Não um sorriso cínico e com certo ar malicioso. Mas sim uma risada espontânea fruto da satisfação de ver que suas ideias funcionam ou ver que tal projeto deu certo. O mundo está muito amargurado consigo mesmo. Vamos ter um grande trabalho de recuperar a vontade de ver a alegria nos outros.

O luto

Hoje, perdi uma ente querida. Fiquei chorando no meu foro intimo. Mas senti algo interessante. O sentimento dos amigos e da família em vir de confortar nesse momento. Isso me deu forças para poder escrever nesta data tão difícil de se esquecer. Temos uma coisa chamada vida em um enigma cuja a única certeza é nossa morte biologicamente falando.

As culturas tanto ocidentais quanto orientais tem o mesmo pensamento sobre a morte e o luto. Mas a questão que fica é sobre o outro plano. Nós temos um certo medo de desaparecer deste mundo sem feito algo importante para as nossas vidas ou recentemente, queremos congelar os nossos restos mortais para serem ressuscitados em um futuro distante.

Se no ocidente se trabalha com o pensamento onde as pessoas são eternas em suas memórias intimas. Já no oriente, a alma de tal pessoa é sempre reverenciada como uma forma de preservar a estrutura familiar. O luto é uma coisa muito pessoal que precisa ser lidado em momentos delicados de uma família em sociedades tanto orientais quanto ocidentais.

O luto vem com um sentimento de perda. Mas leva-se um tempo para recuperar a alegria de viver. Muitas pessoas sentem que suas almas foram dilaceradas pelo destino trágico e não conseguem recuperar o sentido da vida. Isso leva a nossa ansiedade tão comum que traz malefícios como a depressão que sempre precisa ser tratada com muito cuidado.

Hoje, perdi a minha ente querida. Meus amigos vem me consolar nas redes sociais como Facebook e Twitter. Foi-se o tempo onde os velórios eram feitos em casas onde as visitas tinha que prestar suas homenagens ao morto. O luto é um longo processo de cicatrização de uma ferida sentimental. Mas temos que tocar o barco e seguir em frente em uma rua vazia chamada vida.

Os tempos bicudos

Em 1982, o mundo vivia uma ressaca sem precedentes. A economia mundial vivia uma recessão profunda por causa do segundo choque do preço do barril de petróleo que afetava as contas públicas de países latino-americanos como Brasil, Argentina e México. O Reino Unido travará uma guerra pelo arquipélago das Malvinas após uma quartelada patrocinada pelo regime militar argentino.

Mesmo assim, tais tempos bicudos foram tão bem retratados na música Under Pressure da banda de rock Queen junto com o cantor David Bowie. Uma rara oportunidade de fazer reflexão sobre os problemas que nós vivemos no nosso cotidiano em que vivemos uma certa brutalização do ser humano que tem de ser revertida.

O trabalho de virar o jogo a seu favor sempre começa reconhecendo uma triste realidade. Eu passo por problemas familiares de foro intimo. Mas sempre tenho que manter a cabeça erguida para ajudar a minha família que tanto precisa do meu apoio como uma forma de enfrentarmos tal problema como uma resiliência humilde e sincera para todos.

Quando converso com os meus amigos que passam por perrengues piores do que os meus. Ofereço a minha atenção a tentar ouvir o que eles tem a dizer. O desabafo é melhor forma de lidar com um problema pois sempre terá alguém que lhe possa indicar um caminho para que a triste realidade seja amenizada e podermos recuperar a alegria de viver.

Se Paulo Francis dizia que o trabalho é um escapismo da realidade. Temos que criar maneiras de lidar com isso e conseguir mover a palha de uma sociedade e seus problemas. Não queremos um discurso vazio como uma força motivacional tão banalizada em palestras e livros de autoajuda. Os tempos bicudos precisam de uma solução honesta que soe como algo que nos motiva ao acordar cedo e seguir em frente. Então, ouça Under Pressure.