Um casal canadense

um casal canadense

Wolfram Gottschalk, 83, e sua esposa, Anita, 81, em um encontro em um asilo. Ambos vivem separado mesmo sendo casados há 62 anos porque não existe um quarto para ambos. A foto foi feita por sua neta Ashley Baryik como uma forma de pedir ajuda via facebook e ao mesmo tempo, uma crítica ao sistema de saúde canadense como afirmou em entrevista a BBC.

Um amor que supera todos os problemas.

The Purge

O mundo está chato. O velho apontamento de dedos entre politicamente correto e politicamente incorreto em que estão presentes no momento atual da história humana. Isso me permitiu uma reflexão ao ver o trailer do filme de terror chamado The Purge, onde os criminosos matam pessoas sem sentimento de culpa por um intervalo de 12 horas durante um dia do ano.

Mas o que me incomoda é termos uma banalização do mundo. Não quero problematizar sobre o assunto. Porém, tenho que fazer ressalvas sobre o momento onde todo mundo cria uma distopia de terror para fazer a cultura do medo como forma de entretenimento das massas. Porque tanto sangue para entreter o público em uma sala de cinema por 90 minutos?

Isso lembra os filmes B como os sexploitations ou grindhouses da vida. Todos querem ver o sangue e se esquecem dos problemas da realidade. Mesmo que um filme The Purge quer ganhar público ao ver a carnificina como uma forma de amenizar a frustração diante de uma rotina modorrenta em seu trabalho chato e sem imaginação em mente.

Nada contra tal estilo cinematográfico. Mas sinto que as pessoas querem um escapismo para os problemas do mundo. Porém, não tem coragem de enfrentar a realidade para tornar a sua vida menos modorrenta. Sempre nutrem o desejo de fazer sexo descontrolado e matar o próximo para amenizar a sua frustração diária deste planeta.

O que me resta a concluir é que filmes como The Purge querem causar um entretenimento as custas de sanguinolência. Mas para mim, o que me deixa bastante chateado é que não se avança para chegarmos a um novo patamar de qualidade como uma forma de mostrar que a arte pode permitir uma reflexão e não mudança através de machetes e facões como em The Purge.

A confiança de uma amiga

Quando era adolescente. Vivi duas fases importantes: a de ser um fantasma e a de ser um ser popular. Mas sentia a falta de uma amiga. Nós homens, sempre queremos ser pegadores de garotas para contar vantagem. Porém, nunca conquistamos uma amizade com o sexo oposto porque não nos sentimos bem em lidar com os nossos sentimentos.

Mas nessa semana, me senti surpreendido pelo fato de uma amiga sentir confiança em mim. Não vou revelar sua identidade. Isso me balançou porque nunca tinha ouvido isso de uma pessoa que admirava. Não posso esquecer que Ang tinha me confidenciado isso uma vez ou lembrar da admiração pela minha vontade de viver da minha fonte anônima.

Saber que tinha um sentimento de confiança junto da pessoa te confiar como forma de protegê-la do mundo cruel que nos ronda. Nós sempre preferimos a amizade do que um namoro porque isso estragaria a nossa amizade e nos esquecemos de sentimentos nobres como companheirismo e confiança. Uma relação entre o homem e a mulher é muito importante para os tempos atuais.

Vivemos um tempo onde mulheres desejam trair os homens enquanto os seres masculinos imaginam uma vida em um harém rodeado de bebida e mulher. Mas se esquecem do sentimento e do valor de não sermos descartáveis. Isso cria a relação de confiança e de proteção em que o homem tem de parar de ser um debiloide e proteger sua amiga ou amada.

Se Pondé afirmou em sua coluna na Folha que o homem deveria proteger a mulher. Eu concordo com essa linha de raciocínio. Mas vivemos um tempo onde os homens pensam que mulheres são seres descartáveis e vice-versa. Porém, ao ouvir a minha amiga dizendo que tem confiança em mim só reforça a minha convicção de ajudar-la a lidar com este mundo.

Os contadores de histórias

Nas últimas semanas, o mundo das histórias perdeu grandes contadores como o correspondente do New York Times durante a guerra civil na Camboja, Sidney Schanberg. O enviado especial da revista Esquire na Guerra do Vietnã, Michael Herr que escreveu o livro Dispatches. No Brasil, perdemos Geneton Moraes Neto e Goulart de Andrade.

Os jornalistas citados no primeiro parágrafo deste post foram importantes contadores de histórias. Herr e Schanberg correram atrás de histórias tanto de soldados quanto de pessoas comuns para seus livros enquanto Geneton e Goulart inovaram na forma de mostrar uma realidade para a televisão que tanto desejava contar relatos para o seu povo.

Os personagens de tais jornalistas eram humanizados nos relatos e entrevistas sem ter aquela ânsia em ganhar um prêmio Esso ou Pulitzer. Eles desejavam ir a fundo como uma maneira de fazer que o leitor e o espectador fosse um simples ser que queria ouvir as histórias que descobriam ao falar com um general ou de um sobrevivente de uma tragédia humana.

O contador de histórias tem uma função importante para a história humana ao relatar os sentimentos e registrar o testemunho de uma experiência pessoal para que podemos fazer uma reflexão para evitar uma carnificina ou entender como funciona uma máquina de fazer pães. As pessoas querem conhecer este mundo vivido pelos contadores de histórias.

Lembro do meu amigo Ron postando em seu facebook a notícia da perda de Geneton e ressaltando o fato de tal jornalista ter humanizado a derrota na copa de 1950. O Edurado lembrando das inovações de Goulart na TV. Agora, só cabe a mim registrar que nós não deveríamos perder as lições que nos foram ensinadas por Schanberg, Herr, Geneton e Goulart.

Eles não conhecem Shinzo Abe e Mario Bros

Eu acompanho política japonesa desde de 2007. Shinzo Abe foi o meu primeiro premiê a me debruçar. Ele tinha sucedido Junishiro Koizumi e prometeu criar um ministério da defesa. Bem, passados 9 anos. Eis que Abe surpreende o mundo ao fazer o cosplay de Super Mario na cerimônia de encerramento da Olimpíada do Rio de Janeiro durante a apresentação de Tóquio.

Desde da imprensa japonesa até o Galvão Bueno desconheciam a atitude do premiê japonês. Se para os japoneses, Abe tem uma reputação de homem austero e capaz de ganhar apoio da população ao defender medidas econômicas para tirar o país da estagnação que a economia vive. Mas esqueceram de avisar para o nosso narrador-ufanista-mor.

Isso é uma crítica minha a nossa população que mal sabe o que acontece na Amazônia e finge ser o melhor comentarista de performances artísticas em eventos esportivos. Poxa vida, ninguém procura se interessar em assuntos de grande importância para a humanidade como a política japonesa e suas nuances de um país que é a terceira maior economia do mundo.

Além de nosso narrador-ufanista-mor não entender de política japonesa. Ele ainda comete a estupidez de afirmar que Mario Bros é uma coisa para crianças. Mas tais infantes da geração Mario já são adultos e gostam do jogo como uma forma de mostrar que não perderam as suas origens dos tempos de uma infância feliz como sempre lembro do meu amigo Hawk.

Mas como exigir inteligência de nosso narrador-ufanista-mor é pedir demais. Só peço para que a próxima geração de jornalistas e narradores possam fazer a lição de casa para estudar sobre a cultura japonesa sem ter que dar pitacos como se fosse uma novela das 9. Afinal, Shinzo Abe e Mario Bros são um exemplo do Japão desconhecido para os brazucas que mal sabem a história da Amazônia brasileira.

The Canyons

Ontem, resolvi tirar uma folga para ver o filme no You Tube chamado The Canyons. Está película de 2014 teve como protagonistas Lindsey Lohan e o ator pornô James Deen e foi dirigido por Paul Schrader. Tal obra tinha como objetivo fazer uma crítica a pornografia. Mas entendi porque o escritor João Paulo Cuenca desceu o relho em tal produção yankee.

A grande questão é como abordar o sexo em um momento de abundância de informação e conteúdo sobre o mesmo. Isso é bem diferente dos anos 1970 onde qualquer diretor fazia um filme de trepada usando temas como experimentos nazistas ou mulheres que desejavam se libertar do macho opressor usando o poder de suas vaginas.

Isso acontece nos filmes de terror como me confidenciou o meu amigo John no começo deste ano. Falta uma criatividade em escrever as mesmas histórias de maneira original desde da edição até na forma como é contada nos roteiros. As cenas de sexo de The Canyons são boas pelo simples fato de vermos a nudez frontal masculina sem termos uma censura.

Mas senti uma falta de originalidade como foi dita pelo Cuenca em 2014. A velha trama onde uma atriz problemática na vida real como no caso de Lindsey faz par de um ator pornô que era admirado até por feministas como Deen. E o diretor que tenta a ribalta dos tempos que foi consagrado como roteirista do filme Taxi Driver Paul Schrader não dá certo.

Posso dizer que vi um filme de 100 minutos em que fiquei sem nada a declarar. Parece que nos falta uma ousadia como se tinha nos anos 1970. Não por uma razão saudosista, mas sim porque tínhamos algo para contestar em uma revolução moral produzida por uma geração capitalista e sem os medos de uma guerra em nossas costas. Mas no esquecemos disso quando vemos The Canyons.

Descansando um pouco

Na última sexta-feira, passei mal e tive que repousar. Isso permitiu uma reflexão sobre a minha vida. Não que vi a morte por perto e pedirei clemência para alguma religião para que a pobre alma deste que vos posta tenha um bom destino. Mas sim como conduzo o meu jeito de ser. Parei de escrever nos 34 blogs e no site de futebol americano para descansar.

Tinha que descansar um pouco porque era necessário. Não estava bem na sexta-feira e tanto que tive que ouvir músicas boas e antigas de uma rádio local como Bridge over troubled water, de Paul Simon e Take Breath Away, do Berlin (a música romântica do filme Top Gun). Isso me fez lembrar da minha infância onde uma tia minha colocava um rádio bem alto para poder dormir.

Curtir ver o treino e a corrida da Moto GP na Áustria e fazer os ajustes de um podcast que irei fazer com o meu amigo Fernando. Além de saber de uma amiga baladeira carioca gosta de ver uma prova de bólidos de duas rodas com quem pude discutir sobre tal corrida e comentar o feito de Andrea Iannone que não derrubou nenhum piloto e venceu tal etapa.

Aproveitei o fim de semana para andar com o meu primo de 14 anos que gosta do Pokémon Go e capturando tais seres virtuais em seu humilde celular. Foi bom que pode esticar as pernas e sair um pouco de casa. Mas o smartphone de tal parente teve problemas para rodar tal jogo que usa do artifício do GPS para capturar pokémons no quarteirão.

Enfim, precisava de um descanso para poder escrever bem e viver um pouco a vida. Não no modo longo prazo ou no jeito Carpe Diem. Mas sim de maneira que tenha satisfação nos pequenos momentos de simples mortal que se recupera de um mal-estar e pronto para a labuta após ver uma corrida de MotoGP ou sair para caçar pokémons.