Jornalismo em tempos de colera

Tenho um amigo que conversa comigo no grupo de whatsapp. Eu comentei com ele que estava fazendo a expansão da rede de blogs Cartas pelo continente africano e afirmei que não entendia porque a imprensa brasileira entope New York de correspondentes invés de criar um escritório em Washington DC.

Meu amigo socialista me mandou um vídeo do jornalista Eric Nepomuceno onde criticava a imprensa brasileira pela falta de estrutura das editorias de jornalismo internacional. Logo comentei com ele que apenas eu como criador de blogs e podcasts. Estava expandindo a divisão internacional do grupo caim.

Na época de Eric, o jornalismo era um ofício onde pessoas que sabiam escrever bem eram chamadas nas redações para poder trabalhar sem ter a formação acadêmica. As escolas de jornalismo eram os jornalões como Jornal da Tarde e o Jornal do Brasil junto com a imprensa alternativa como o Pasquim e as revistas Senhor, Visão e Playboy.

Hoje, o jornalismo virou uma profissão e logo perdeu a sua essência por causa dos códigos de ética e as faculdades de comunicação que ensinam mais sobre a teoria invés de por em prática os conceitos aprendidos em aulas onde mais se aprendem a dormir na sala de aula entre outras atividades.

Minha amiga correspondente em New York sempre reclama do jornalismo americano que dá mais enfase em frases do presidente americano Donald Trump invés de produzir longas reportagens sobre o atual ocupante da Casa Branca que mente para seu próprio ego. Estes são tempos de cólera midiática.

Underground

Eu não me sinto bem quando trabalho com grupos grandes de pessoas. As intrigas corporativas e ver muitas pessoas palpitando em uma decisão que pode ser facilmente tomada por apenas uma pessoa me faz citar a frase que um dromedário é um camelo de uma corcova criado por uma comissão naquele momento.

As pessoas pensam que as reuniões onde temos termos estrangeiros são uma forma de se sentir importante por causa do estrangeirismo em questão. Mas logo pensamos que temos que lidar com um colega que desanda a falar mal de alguém no grupo de trabalho do Slack ou whatsapp por nada.

Prezo por trabalhar com grupos pequenos de 4 pessoas. Logo entendo porque temos uma eficiência em fazer trabalhos pequenos com uma grande complexidade. Mas o mundo contemporâneo complica as nossas vidas com novas tecnologias que não sabemos como iremos usar em um futuro próximo.

Não me sinto bem quando tem muitas pessoas lidando comigo. O fato de estar acostumado a trabalhar sozinho assusta as pessoas diante de uma realidade onde vemos o mundo corporativo adotar novos métodos de produção e organização que funcionam bem na teoria, mas são péssimos na prática.

Hoje, eu gosto de trabalhar com grupos pequenos ou sozinho porque podemos nos organizar melhor. Me sinto frustrado por causa de estrutura, organização e hierarquia em grandes empreitadas por ver que não tenho uma voz ativa e ser o padre do confessionário com o festival do fala mal pelas costas. Enfim, sou underground.

A arca de noé

Eu sempre converso com os meus amigos. O pessoal da F1tt não se entende com o povo da Indy. Sem contar a rixa entre os fãs do College Football e da NFL no universo do futebol americano. Ainda tem a questão do maniqueísmo esquerda-direita junto com a rivalidade grenal entre a minha amiga gremista e o meu chefe colorado.

Então, relembramos a história da Arca de Noé em que o grande Noé ouviu o pediu de Deus de construir uma arca para abrigar diferentes espécies diante da iminência de um dilúvio de grandes proporções para garantir a preservação da vida dos animais e de sua família perante um chamado biblíco.

Então, voltamos a torre de Babel onde os operários construíam uma torre capaz de chegar ao céu. Deus revoltado com isso lhe deus uma punição onde as pessoas falasses línguas diferentes para que não houvesse comunicação entre eles como uma forma de que a construção fosse interrompida diante do fato de pensarem que são melhores do que a entidade divina.

Sem contar a história de Sodoma e Gomorra que era o antro do pecado que foi destruído como a ira divina tal como a cidade romana de Pompéia que foi destruída por causa da erupção do vulcão Vesúvio no ano 79 D.C. Isso foi usado como uma forma de falar que o pecado pode ter efeitos desvastadores.

Em 2006, o sambista Zeca Pagodinho deu uma entrevista para a Playboy onde dizia que o mundo seria melhor se o povo respeitasse a religião. Logo entendemos que o momento em que vemos a divisão entre diferentes setores de uma sociedade nos permite a reflexão proposta nos livros da biblia.

Não adianta bajular 2: porque não andamos com as próprias pernas?

Ontem, meu amigo AVC foi me avisar sobre a confirmação de que a Libertadores da América será transmitida pelo SBT. Isso deu um rebuliço em um grupo de whatsapp onde somos membros. Tudo por causa do fato da emissora ter demonstrado apoio ao governo do atual presidente nos últimos anos.

Hoje, o site Notícias da TV publicou uma nota onde indica que o canal de Silvio Santos pretende iniciar negociações com a Liberty Media para comprar os direitos de transmissão da Fórmula 1. isso gerou motivos de piadas entre a comunidade de fãs da categoria pelo fato de estarem acostumados com a Globo.

Leitores, agora vem o chutar o balde. Brasileiro é um bicho bajulador com diploma em Harvard. Não tenho simpatia pelo atual presidente e sou crítico a bajulação feita por SS desde 1970 que foi da ditadura a democracia. Mas não confio na Rede Globo de Televisão pelo mesmo motivo. Fica claro que o capitalismo brasileiro só funciona com bajulações a Brasília.

A Liberty Media quer expandir seu serviço de streaming F1 TV e negocia contratos com o mundo inteiro exigindo a contrapartida de exibir a marca de seus patrocinadores globais como a cervejaria holandesa Heineken e a estatal petrolífera saudita Aramco. A Globo estava relutante em aceitar isso como foi relatado na imprensa como a reportagem da meio & mensagem.

Desde que começou a longa discussão sobre a questão Brasil na F1. Eu vi uma onda de bajulações a Globo e a Bandnews FM, que transmitem as corridas. Como gesto de independência intelectual e editorial de minha parte. Eu estou vendo os treinos e a classificação na Sky Sports F1 britânica e vou ouvir as próximas corridas pela BBC Radio 5 Live no Tune In.

Os brasileiros tem que parar de puxar-saco de meio mundo e começar a andar com as próprias pernas. Isso é fundamental para o desenvolvimento econômico porque te permite procurar novos mercados por oferecer um bom produto invés de corromper alguém por meios escusos. Alías, eu tenho que aperfeiçoar o meu inglês

O colunista social Ibrahim Sued tinha uma frase controversa em suas colunas: Sorry periferia. Estamos em um trágico destino de sermos um eterno país do futuro que nunca chegou. Ibrahim mais uma vez está certo.

O pequeno crítico

Eu estava no twitter quando vi um conhecido criticando o texto de uma jornalista que cobre Formula 1. Para ter base em seu argumento, ele tirou o print de um parágrafo. Mas ele não contava comigo. Eu fui atrás do texto na integra e li. Não achei erro nenhum e estava bem escrito. Isto me faz uma pequena reflexão.

Quando comecei a escrever em inglês em 2011. Eu recebi críticas pesadas de leitores gringos dizendo que a minha escrita era pura porcaria. Eu fiquei irritado e abalado. Mas quem segurou as pontas foi o meu amigo professor sul-africano que leu o texto e me deu dicas de como escrever. Assim fui pra frente.

A jornalista trabalha pra burro e escreve pra publicações estrangeiras enquanto o conhecido sempre exala prepotência por ter trabalhado em jornais e revistas. Para mim, se tem erros no texto, porque não fala com a pessoa pedindo mudanças e afins. Só que vivemos a era da soberba intelectual.

Quando fui editor-chefe do NFL SA. Eu tinha um grande amigo que estudava relações internacionais. Mas o nosso revisor tinha um ranço com o caboclo. Então, fiz um questionamento sobre a escrita e ele disse que não tem talento pra aquilo. Pois bem, ele saiu depois disso por causa dos estudos e afins.

Eu vejo pessoas se gabando de terem trabalhado na grande mídia. Mas o que são hoje. Chego a conclusão de que são gente que não teve oportunidades e vivem de dar cutucadas pra quem está no seu auge profissional. Afinal, eles são pequenos críticos do pensamento mediano do mundo.