Eu e o Rio de Janeiro

Bem, o mundo está vivendo tempos conturbados. As notícias de ataques com mortes onde perdemos a conta de tanto sangue derramado por nada. Mas nos últimos dias, eu ficava acompanhando a convenção dos democratas e conversando com um grupo de baladeiros cariocas no whatsapp. Mas virei uma espécie de terapauta paulista-cosmopolita-caipira para os habitantes da cidade maravilhosa.

Sempre que vejo o Rio nas fotos de um amigo marombado paulistano como Moreno Jeff. Penso na visita que a minha mãe fez a tal cidade em 1978. Ela nunca me contou isso. Mas lembro do cartão postal do amigo Miguel Luis. Isso me ajudou na função de entender as neuras de uma cidade partida entre o morro e o asfalto como tão bem retratou Zuenir Ventura.

Sempre ouvi o relato de amigos como Pedro e seus desabafo contra aqueles colegas que estidavam em universidades públicas, mas eram bancados pelos pais desde do dinheiro do tanque do carro do ano ou comprar uma lente de máquina fotográfica que custa dez mil reais e a dura vida em uma comunidade que fica na distante zona norte da cidade.

Lembro de minha amiga Júlia que organiza festas indies ou dos meus amigos baladeiros que sempre combinam para ir a uma festa marcada com absoluta antecedência. Sempre sou convidado para tais encontros via facebook. Mas não sei se poderei a tal evento. Eles ficam impressionados com a minha voz de dublador e pelas besteiras que falo no whats.

Nas últimas horas, virei um terapeuta de whatsapp. Posso dizer que tenho um futuro promissor na área terapeutica mesmo não tendo um diploma reconhecido pelo ministério da educação ou da pasta da Saúde. Por essas e outras, sempre vou ter o Rio de Janeiro em meu coração mesmo nunca ter ido ao corcovado ou visitado a Rocinha e adjacências.

Bridge over Troubled Water

Ontem, estava assistindo a convenção do Partido Democrata quando o cantor Paul Simon cantou Bridge over Troubled Water. Aquilo me tocou a fazer uma reflexão sobre a vida e a humanidade em que estamos em um momento complicado onde vemos a violência e a brutalidade tanto em uma nota de jornal quanto na esquina mais próxima de casa.

Bridge over Troubled Water foi composta nos anos 1960 como reflexo de um Estados Unidos em constante mudança como a luta pelo direitos civis encampada por negros que defendiam desde do direito a voto até ter acesso ao ensino superior para superar o longo e maldito legado escravagista que ainda era preservado no estados do sul de tal território americano.

Além de nos lembrarmos da Guerra de Vietnã onde os jovens recrutas morriam em um distante país asiático para atender interesses tanto de americanos quanto de soviéticos. Tais pessoas iriam ver a grande agitação política como o Maio de 68 na Europa junto com um revolução dos costumes e da moda como a Swiging London ou Woodstock.

Mas tais mudanças abruptas passaram por águas revoltas que necessitaram de um ponte para que as pessoas pudessem fazer uma travessia sem grandes sustos ou as ressacas como as mortes de pessoas pelo terrorismo dos anos 1970 ou os delírios psicopáticos de assassinos como Charles Manson ou o temido serial killer Zodíaco no qual nunca saberemos sua identidade.

Mas Bridge over Troubled Water resistiu por longos 50 anos e foi usada como uma analogia para unir o Partido Democrata. Isso me soa uma melancolia onde não sabemos se o espírito de união entre membros de um partido vão ser efetivados para enfrentar uma corrida presidencial tensa e conturbada que possa ser retratada em Birdge over Troubled Water.

O mundo é mediocre

Bem, uns amigos queriam fazer um canal no You Tube. Eu vi um vídeo deles e não gostei. Mas eles queriam que eu fizesse uma crítica demolidora neste humilde blog. Mas não vou escrever sobre isso. Hoje, uma amiga twetter está sendo sacaneada por outros twitteiros pelo fato de torcer para o Munique 1860. Até que ponto a mediocridade chegou neste mundo?

Se você tem contato com um colunista no Twitter. Mas sempre tem um idiota que te enche o saco porque vossa senhoria foi bem sucedido em escrever um pensamento em 140 caracteres que faz sentido para entender um momento ou vem aqueles seres que dizem que irão produzir uma obra de arte, mas tal coisa é tão repulsiva e medíocre que nós duvidamos que seja a mesma.

Eu não vejo no horizonte um esforço para melhorar este mundo que vive uma era de insegurança. Todos querem ser famosos, mas não produzem algo relevante que nos força a testemunhar uma certa mediocridade epidêmica e nunca antes imaginada na história humana. É mais fácil fazer treta no twitter do que escrever um bom texto em um jornal de grande circulação.

Parece que temos que fazer uma evolução de si mesmo como uma forma de adaptação ao mundo que está em constante transformação e exige uma compreensão imensa do conhecimento para que se faça uma criação inovadora e não ficarmos com o pedantismo de sermos melhores do que os outros pelo simples fato de fazer uma experimentação tosca.

Espero que a minha amiga torcedora do 1860 possa desfrutar o sucesso de sua empreitada ou que este que vos posta seja capaz de fazer uma evolução em si para que os leitores tenham bons textos. A mediocridade epidêmica se combate com uma luz de bom senso e de inovação cultural. Mas temos que lidar com pessoas que só ficam na experimentação tosca ou atacando o outro por nada.

Uma carta de um amor não-correspondido

Estava ouvindo Bryan Adams no deezer quando minha amiga fonte anômina  me pediu para postar sobre como escrever uma carta romântica para o ninguém ou um amor não -correspondido como tantos que vivei ao longo de uma curta vida. Vou escrever uma missiva para aquele amada que só existe em sua mente para amenizar seus sofrimentos e afins perante o público leitor.

La vai a missiva:

“Meu amor desconhecido

Eu sei que não tive nos últimos dias dado o meu trabalho de correspondente de fundo de quintal para cobrir o mundo para 34 blogs e um site de futebol americano. Escrevo para você que se sente tão sozinha neste mundo que precisa de um ombro amigo que não queria falar da nova política econômica da Eurozona e os conflitos sectários no Oriente Médio.

Você não acreditou em nosso amor porque não era aquele ser perfeito como tanto imaginou na nossa última troca de missivas. Não sou poeta mineiro do século 18 que mandava as tais cartas chilenas para tirar sarro da corte portuguesa e suas derramas. Mas vossa senhoria ainda insiste em não acreditar em mim.

Só tenho a dizer uma coisa: Eu sempre vou te admirar mesmo que não tenha a mesma reciprocidade.

Abraços

Com amor, César Augusto.

Aprendendo o college

Estou trabalhando em um site de futebol americano. O meu chefe no MEUFA conseguiu um acordo com um website especializado em ligas universitárias chamado The Fraternity após o nosso pedido para termos uma cobertura de tal desporto. Mas hoje, meus colegas de The Fraternity estavam levantando questões sobre a expansão de uma conferência com vias de ter um jogo final transmitido pela TV.

Fiquei um pouco perdido. Mas tendo uma humildade em aprender o novo como uma forma de refinar a minha cultura sobre esportes americanófilos. Fiquei discutindo com o André Bassi, Nathan e o Brunno. Isso me ajudou a compreender o funcionamento das competições universitárias nos Estados Unidos e pode nos fornecer um bom texto no MEUFA.

Meus caros colegas como André sempre estão me alertando pelo fato de dar um passo maior com a perna e com razão por causa do meu pouco conhecimento em um assunto que leva em conta inúmeros fatores até mesmo para quem conhece apenas a NFL como no caso deste que vos posta e que vai trabalhar sobre a bola oval nos próximos meses.

O college revela os jogadores que dão suas vidas para estar na NFL ou garantir uma bolsa de estudos em uma universidade americana. É como se fosse aquele 1% de pessoas que chegam ao topo da pirâmide da glória de conquistar um Super Bowl e ter um anel para exibir ao longo de sua vida. Mas são poucos e talentosos que chegam no fim do caminho.

Sei que vou levar mais um pito do André. Mas o esporte nos proporciona momentos onde o aprendizado nos ajuda a subverter uma lógica ou ter uma humildade pessoal e disciplina para aprender com os outros de forma honesta e de ajuda mutua. Isso é importante em um mundo de competição desenfreada e sem princípios como o nosso pequeno planeta terra.

 

O velho plágio

Em um mundo como uma nítida falta de criatividade original. Todo mundo percebe isso como aconteceu no discurso de Melania Trump, a esposa do candidato republicano Donald Trump onde usou trechos da oratória de Michele Obama quando ela apresentou seu marido e futuro presidente dos Estados Unidos na convenção do partido democrata em 2008.

Mas o tal plágio é evidente. Os estrategistas republicanos não tem bons redatores de discurso como era comum entre os democratas nos tempos de Obama. O atual presidente americano sabe usar as palavras de forma inteligente e simples mesmo que nós discordamos de suas ideias tão utópicas e que não tem um senso realista que o mundo tanto necessita.

Isso me lembra os textos acadêmicos que exigem que tal pessoa cite sua fonte de citação para que seja melhor compreendida. Foram várias vezes que tive que ler tais notas de rodapé para entender um simples texto de antropologia. Tal esforço é menosprezado na academia porque não tem uma linguagem rebuscada e de difícil compreensão.

O discurso de Melania teve plágios evidentes. Mas isso é a ponta do iceberg do amadorismo do staff trumpista já que o partido republicano está aceitando a indicação de Trump a contragosto por causa de seu populismo exagerado e nenhuma proposta sensata em áreas como bem-estar social, imigração e economia para fazer o tão desejado renascimento americano.

Temos que elogiar o fato de Melania tem um inglês fluente de bom nível (ela é uma cidadã eslovena). Mas o bendito plágio mostra a precariedade do staff trumpista que deseja derrotar Hillary Clinton de qualquer maneira mesmo que custe um longo desgaste para os Republicanos que só será recuperado em 2020 com ou sem plagiariamismos.

O rato de biblioteca

Em 2004, ficava na biblioteca da minha escola lendo sobre o mundo na internet e nos livros. Este hábito de se auto-aperfeiçoar foi percebido pela Márcia, a bibliotecária e que cunhou a expressão rato de biblioteca por ficar no meu tempo livre em um local de livros e menosprezado por pessoas que pensam que estudar é uma coisa que atrapalha a vida.

Escrevo sobre isso após ler uma crônica de Ruy Castro na Folha publicada na edição de hoje onde questiona o pensamento de que uma leitura é apenas para estudo e não por prazer. Isso é um sintoma de um país onde aqueles que tem cultura são privilegiados diante de uma população que ganha pouco e não tem acesso a um bom teatro ou a uma biblioteca.

Isso remonta uma conversa com um amigo que se formou em jornalismo que questionava o fato de eu acordar cedo para ver um programa de política da BBC mesmo não sendo um jornalista. Ele percebia que era um esforço enorme mesmo para quem nunca cursou uma faculdade. Tal pessoa reclamava do salário de pão com mortadela que pagam as empresas de tal setor.

Ele me perguntou se isso era pouco. Respondi que sim. Então, ele me deletou no Skype e meses depois afirmou que o tirava. Isso não me abateu porque faço aquilo que gostou mesmo não tendo um salário. Era o esforço que aprendi nos tempos da biblioteca. As vezes, uma pessoa que tem faculdade no currículo tem um orgulho preconceituoso com as pessoas simples que trabalham e querem ter cultura.

O prazer da cultura é dividir e repassar o conhecimento. Um rato de biblioteca pode conhecer as maravilhas do mundo como as páginas de jornal ou livro e não se gabar em ter um diploma que não se traduz em um bom emprego. A leitura é um hábito que merece ser cultivado, mas que é visto como algo estranho até nas salas de uma faculdade. Por isso que sou um rato de biblioteca que não tem diploma.