Iêmen e Líbia

Em 2011, a Primavera Árabe foi palco da queda de dois ditadores em países instáveis: Libia e Iêmen. A renúncia do ditador iemenita Ali Abdullah Salleh e deposição e morte do libio Muammar Kadafi deixaram sequelas para as próximas gerações. As lutas etnicas e políticas começaram diante do vácuo de poder que se encontra tais nações. A luta entre milicias na capital libia, Tripoli e a recente disputa entre o governo e a minoria xiita Houthi no Iêmen continua estampando a capa de jornais.

No caso Iêmen, a questão é mais complicada por ter grupos ligados a rede terrorista Al Qaeda agindo no sul do país. Governo, Houthis e Al Qaeda é uma combinação mortal. Mesmo com a ocupação de vias importantes na capital Sanaa. Os Houthis são temidos pela população local por ser uma versão iemenita do grupo radical libanês Hezbollah. Eles querem ter influência política no novo gabinete, mas sofrem resistências por sua visão conservadora.

Na questão libia, a guerra civil entre as milicias armadas e o fraco governo central que se encontra na cidade costeira de Tobruk mostra quão frágil é o nascimento de uma democracia. Em junho passado, o parlamento foi dissolvido e eleições foram convocadas. Mas os partidos islamitas venceram, mas pegaram em armas para ter controle da capital Tripoli. Forçando a oposição a montar um governo em Tobruk. Benghazi, cidade onde nasceu a revolução de 2011 vive uma onda de violência entre terroristas e militares.

Isto leva a questão que a democracia é um problema? Na verdade, a pergunta seria como fortalecer um estado em meios de lutas internas nestes países. Libia não tem instituições porque tinha que aturar a megalomania de Kadafi, que mandava e desmandava no país. Enquanto Iêmen tinha uma figura forte como Salleh, que ficou no poder por 33 anos e unificou o país que agora vive uma crise nacional onde o norte e o sul desejam se separar.

Libia e Iêmen precisam enfrentar suas fraquezas para não virarem um estado impotente diante das lutas clânicas, etnicas e tribais. Para isso, é preciso ter uma maior confiança entre a população em futuros governos e um verdadeiro pacto social que permita o desenvolvimento de tais sociedades de forma justa. Tais países precisam de uma ampla ajuda da comunidade internacional para que possa ter acesso a financiamentos e apoio diplomático. Isto é necessário para conter a guerra interna.

 

A síndrome do Vietnã do Sul

O Vietnã do Sul foi um país inventado pelos Estados Unidos para conter comunismo no sudeste asiático. Era uma forma de fazer frente ao Vietnã do Norte. Mas tal território caiu nas mãos comunistas em 1975 após 10 anos de guerra com vizinho nortista e hoje é o atual Vietnã. Está síndrome ocorre na Líbia e Iraque.

Na Líbia, a disputa entre mílicias armadas pelo controle do aeroporto de Trípoli mostra como o estado libio está sofrendo para pacificar o país após a queda do ditador Muammar Kadafi. Grupos armados não querem entregar as armas e lutam contra o governo como forma de resistência a democracia.

No Iraque, a luta do grupo Estado Islâmico contra o fragíl governo de Bagdá ganha contornos dramáticos. Os militantes do grupo exigem que os cristãos e curdos adotem a sua doutrina ou que paguem uma taxa para não ser perseguidos. Estados Unidos iniciaram uma campanha de bombardeios no norte do país.

Tanto Tipoli quanto Bagdá são palcos onde os radicais tem armas e são bem treinados. Isso impede a atuação de forças de seguranças que foram criadas recentemente. Isso nos permite dizer que a democracia enfraquece o país como disse o meu amigo Ramon Mendes, Mas existe uma outra questão? existe um sentimento nacionalista?

Tanto Líbia quanto Iraque são países inventados como o finado Vietnã do Sul. Sua existência é garantida por suas riquezas naturais como o petróleo. Tais territórios faziam parte do antigo império otomano, que foi desmantelado no fim da primeira guerra mundial. Tripoli e Bagdá lutam por sua existência para não serem um Vietnã do Sul.

Com a colaboração de Ramon Mendes.

Kadafi é enterrado no deserto para não voltar como zumbi

O finado cachorro louco Muammar Kadafi foi enterrado em local secreto no deserto líbio junto com seu filho Mutasim por membros do governo líbio.  Ele foi enterrado seguidno os preceitos islâmicos. Será que enterraram no deserto caso ele volte como um zumbi canibal?

Governo líbio não sabe o que fazer com o presunto do Kadafi

O novo governo líbio não sabe o que fazer com o presunto do ditador cachorro louco Muammar Kadafi. O corpo está em exposição pública na cidade de Misrata. O governo tem 24 horas para enterrar o defunto em um local secreto para evitar uma peregrinação dos kadafistas. Porque não jogam a porra do corpo no mar como o Bin Laden?

ONU reconhece os rebeldes líbios como governo legítimo e as petrolíferas soltam rojões.

Hoje, a ONU reconheceu os rebeldes líbios como governo legítimo. Após a queda do cachorro louco Kadafi, os rebeldes saiam pelo mundo para serem reconhecidos como governo legítimo. As petrolíferas soltaram os rojões após a esse reconhecimento.

Rebeldes cercam a cidade de Sirte e Bani Wallid para caçar o Kadafi

Os rebeldes libios já invadiram os ultimos redutos kadafistas para caçar o ditador cachorro louco Muammar Kadafi. A cidade natal do ditador, Sirte e Bani Wallid foram invadidas por tropas rebeldes. Elas foram recebidas com carinho (leia-se, com saraivada de tiros) por tropas leias ao ditador. Será que veremos o cachorro louco preso?

Reino Unido investiga cooperação entre os serviços de inteligência e o cachorro louco do Kadafi

No final de semana, documentos secretos que foram descobertos por jornalistas relatam a cooperação entre o MI-6 (serviço secreto externo do Reino Unido) e a CIA (serviço secreto dos States) com o o ditador cachorro louco líbio Muammar Kadafi. A cooperação foi tanta. Que até o MI-6 investigou os opositores do cachorro louco em Londres. O premiê David Cameron pediu que uma comissão independente (modo britânico de resolver as cagadas feitas pelo estado) investigue o caso. Será que isso é pra rebelde libio ver?