O triunfo de Hamilton

Hoje, o Reino Unido celebra a conquista do título do mundial de Formula 1 feita por Lewis Hamilton. O piloto da Mercedes fez uma excelente corrida e conseguiu assegurar a vitória no circuito de Yas Marina, em Abu Dhabi. Tal façanha é comparada ao grande hall de pilotos lendários da terra da Rainha Elizabeth 2º como Jackie Stewart, Jim Clark, Graham Hill, James Hunt, Nigel Mansell, Damon Hill e Jenson Button. Os britânicos estão alegres com isso.

A corrida em Abu Dhabi foi interessante por ver que a Mercedes permitiu uma disputa justa entre seus dois pilotos como Hamilton e Nico Rosberg. O piloto alemão teve problemas com o sistema de recuperação de energia, que lhe atrapalhou em uma eventual conquista do título. Isso lhe impediu o triunfo em Abu Dhabi. Isto reforça a sensação de uma nova rivalidade saudável está sendo criada.

Hamilton está mais amadurecido. A conquista da temporada 2014 foi de forma tranquila e segura. Ele teve um grande apoio do pai e de sua namorada, Nicole. Além de um ambiente onde a disputa foi justa como a Mercedes. O time alemão não favoreceu este ou aquele piloto. Tanto o chefe de equipe Toto Wolf quanto a lenda Niki Lauda sempre manteve uma competição acirrada, mas não toleram o jogo sujo.

A temporada 2014 cumpriu a tarefa de uma disputa acirrada. Mas notório o desempenho da Mercedes. Isso é comparado com a McLaren MP4/4 de 1988 e as Ferraris F-2002 e F-2004 nos anos 2000. O carro foi muito bem projetado, mas tinhas problemas com os freios em altas temperaturas como na Hungria e Canadá. Isso permitiu a ascensão do jovem piloto da Red Bull Daniel Ricciardo.

O triunfo de Hamilton mostra que um piloto possa se reinventar durante uma carreira, mas sem perder o jeito de pilotar. A dependência de um bom carro continua ser de extrema importância dado o fato que tais máquinas tem um amplo aparato tecnológico. Agora, Hamilton deve estar festejando mais um título conquistado. Então, as equipes inicie o desenvolvimento de novos carros para 2015.

Texanos gostam do Hamilton

Texas é um estado americano famoso por seu clima árido e desértico e por ter bons circuitos. Não é diferente para a Formula 1 que corre no circuito das américas, que fica na capital Austin. A corrida foi chata para caramba. Mas podemos fazer o que quando tenho que escrever sobre uma carrera que só teve emoção na ultrapassagem do britânico Lewis Hamilton sobre o alemão Nico Rosberg na pista para a alegria de Toto Wolf e Nick Lauda.

A corrida não foi emocionante por causa das batidas na primeira volta ou pela entrada do Safety Car. Tanto que vários pilotos foram punidos por exceder a velocidade durante a volta do carro de segurança. Mas 100 mil texanos que estavam na pista devem se está pensando porque gastaram milhares de dólares na compra de ingressos, hot dogs e cervejas (cujo a qualidade de tal breja é comparada um simples mijo de caveira segundo o jornalista Juca Kfouri).

Quando os texanos comemoraram a ultrapassagem de Hamilton em cima de Rosberg. A Mercedes permitiu que a estratégia fosse a mesma para os ambos os pilotos, a diferença estava no uso do pneus e as paradas de boxe. Mas isso era um acordo de cavalheiros para que briga na pista seja justa. Tanto Toto Wolf quanto Nick Lauda devem ter agradecido o bom senso de seus pilotos em não fazer burradas em uma pista tão complicada como o circuito das Américas.

Tanto que nas últimas voltas da corrida, tivemos um festival de ultrapassagens entre os franceses Roman Grosjean (Lotus) e Jean-Eric Vergne (toro rosso) ou a disputa de Sebastian Vettel (Red Bull)e Fernando Alonso (Ferrari) nos estágios finais da corrida. Mas a prova disso que tantos pilotos foram agressivos na pista, mas não foram capazes de alcançar a dupla de Mercedes  que estavam a leguas de vantagem para a concorrência.

A Formula 1 volta a campo na corrida do Brasil na semana que vem. Não sabemos se teremos chuva ou sol. Hamilton pode ser campeão no território tupiniquim. Rosberg terá que vencer a corrida para levar a disputa para Abu Dhabi, onde a pontuação é dobrada (mais uma canetada controversa de Bernie Ecclestone). O campeonato deste ano pode ser lembrado pelo domínio da Mercedes e seus pilotos. Isso faz que os texanos devem ter gostado de Hamilton.

Jules Bianchi

No último domingo, o mundo da Formula 1 está em um momento de reflexão após o acidente de Jules Bianchi no GP do Japão. Com um circuito com poucas áreas de escape além de um tempo chuvoso por consequência de um tufão que passou perto de Suzuka. Os pilotos e dirigentes tem que pensar sobre o modus operandi da categoria como uma forma de dar segurança aos competidores e garantir um espetáculo seguro ao público que acompanha o automobilismo para ter uma grande audiência.

Conversando com o meu amigo AVC. Percebemos que a categoria precisa rever os seus conceitos após um trágico evento como o acidente de Bianchi. É nótorio que o calendário deveria ser revisto dado o fato dessa época do ano, o Japão sofre com tufões e as monções, um periodo de grande chuvas que afeta o continente asiático no fim do verão até o ínicio do inverno. O GP do Japão sempre teve problemas com os eventos climáticos tanto nos tempos dos circuitos de Fuji, Aida e Suzuka.

Vi o vídeo do acidente do piloto francês na internet. Temos um quadro de imprecisão tanto da organização quanto da FIA. As teorias onde houve uma aquaplanagem na curva onde o carro da Marussia passou a mais de 200 KM por hora. Outro fato é que os fiscais estavam com a bandeira verde quando deveriam usar a amarela por que havia perigo na pista como a retirada de um pequeno trator que transportava a Sauber de Adrian Sutil, que tinha rodado na mesma curva. Isso deveria permitir a entrada do safety car.

Bianchi está no Mie General Hospital se recuperando de uma cirurgia para conter o traumatismo craniano. Ele não vai pode ser aquele piloto talentoso que sempre esperaram a França e a Ferrari. A lesão em seu cérebro é muito grave e ele pode viver em estado vegetativo por toda a sua vida. Quando estamos falando de um competidor que está lutando por sua vida. Temos que ser honestos com o leitor sobre a realidade dos fatos. Isto é um momento onde temos que navegar contra a onda positiva para conter a tormenta da verdade dolorosa.

Este é um momento onde todas as questões de segurança terão que ser revistas. Um periodo onde os pilotos terão que tomar uma posição para mudar o status quo da categoria. O público não quer ver acidentes que ceifam as vidas de competidores tão talentosos como Bianchi. Mas até quando temos que ser testemunhas da ganância de corridas em lugares sem tradição ou um calendário mal-feito que tenha que atender os interesses dos dirigentes e da televisão. Jules Bianchi é apenas a ponta do iceberg desta reflexão.

Ricciardo em Spa

Hoje, o piloto australiano Daniel Ricciardo venceu o GP da Bélgica em Spa-Francochamps. A vitória de Ricciardo vem em um momento onde a equipe Mercedes tem problemas técnicos e falhas nas estratégias. Isso prejudica a disputa interna feita pelo alemão Nico Rosberg e o britânico Lewis Hamilton. A ultrapassagem de Rosberg sobre Hamilton nas primeiras voltas da corrida prejudicou a corrida de ambos os corredores. Isso facilitou a vitória de Ricciardo. Está segunda corrida seguida que ele vence.

O piloto da Red Bull tem a maestria de usar estratégias e ser bom de braço. Tanto que superou o tetracampeão Sebastian Vettel em sua primeira temporada na equipe austríaca. O australiano tem uma habilidade incrível ao pilotar um carro tão irregular. A principal vantagem da Red Bull é que o monoposto aguenta temperaturas extremas e não apresenta problemas nos freios como da rival Mercedes. A equipe alemã terá que aperfeiçoar estes freios para as próximas corridas pra não ter dor de cabeça.

Neste momento, Ricciardo está em terceiro lugar no campeonato de pilotos. Mas os problemas técnicos na Mercedes persistirem. Não duvido que ele possa disputar o título. Isso poderia por mais emoção na disputa. A briga entre Rosberg e Hamilton pode trazer mais dores de cabeça para Toto Wolf e Niki Lauda. Ambos tem que administrar os egos inflados de tais corredores para que o time não tenha mais problemas nas próximas provas da temporada. Eles terão que fazer as pazes novamente ou assinar um pacto de não-agressão.

A Red Bull pode fazer diferença em Monza caso o calor prejudique novamente os freios da Mercedes. Enquanto a Ferrari tenta ganhar uma corrida em casa mesmo tendo um desempenho tão trágico. Luca di Montezemolo vai ter muito trabalho para motivar a equipe. Mesmo confirmando que a dupla Fernando Alonso e Kimi Raikkonen continuam no time para a temporada 2015. Eles terão muito trabalho para projetar um carro competitivo e que não faça feio como o monoposto deste ano.

O GP da Itália será daqui a duas semanas. As equipes vivem um momento decisivo no campeonato. Os pilotos estão prontos para a metade final do mundial. Eles querem mostrar serviços mesmo tendo carros tão complicados. Isto é um sinal que teremos mais emoção para as próximas etapas. Mas por enquanto, vamos continuar a ver a expressão de alegria de Ricciardo e os desapontados corredores da Mercedes tentando entender como vão resolver estes problemas. Está é a Formula 1, amigos.

Lauda e Hunt

O ano de 1976 é marcante na história da Formula 1. Este ano em especial foi testemunha de um dos maiores duelos na história da categoria. De um lado está o piloto britânico James Hunt e do outro lado estava o piloto austriaco Niki Lauda.  Mesmo com horrível acidente que Lauda sofreu em Nurburgring, na Alemanha e com os pontos retirados de Hunt naquele campeonato. A disputa foi muito acirrada até o final.

O épico GP do Japão no circuito de Fuji mostrou isso. Enquanto Lauda decidiu não disputar a corrida por causa da chuva torrencial que caia no local, vimos um Hunt ousado e arrojado para conquistar aquele campeonato como nunca. Para aqueles que viram aquela corrida. Vimos uma corrida sensacional e um duelo sem precedentes.

Lauda e Hunt nos mostram que testemunhamos um duelo entre um piloto técnico como Lauda e um piloto arrojado como Hunt. Eu vi o documentário da BBC Two sobre esse campeonato. Esse documentário histórico nos coloca no centro deste duelo.  Como vimos um campeonato especial e encantador por sermos testemunhas deste duelo

O documentário mostra como esse duelo afetou a vida de Lauda e Hunt. Vimos um Lauda que mudou o seu modo de pensar após aquele terrível acidente em Nurburgring. Pensamos que Lauda iria morrer, mas ele nos surpreendeu em uma recuperação milagrosa de 40 dias após o acidente. Vimos um Hunt que surpreendia com sua pilotagem espetacular que fazia a alegria do Reino Unido que vivia em uma crise econômica.

Eu fiquei impressionado ao ver esse documentário. Me senti sendo uma testemunha de um campeonato que ninguém vai esquecer em sã consciência. Obrigado Lauda e Hunt por protagonizar este campeonato que nunca vou esquecer em minha memória.

Presidente da Ferrari elogia Massa pelo seu jeito puxa-saco de ser.

Massa mostrou que sabe trabalhar em equipe, diz presidente da Ferrari

Fonte: site Folha de S.Paulo

Principalmente quando troca o câmbio só para favorecer o coleguinha Alonso na largada. Isso na minha terra chamamos de puxa-saquismo das grandes.

Formalua 1 inicia a temporada 2012 sem a mala do Rubinho.

A Formula 1 já está na Austrália para iniciar a sua temporada 2012 sem Rubinho Barrichello. O eterno icone da piada nacional que estará pilotando na F-Indy neste ano deixou saudades entre os seus ex-colegas como o espanhol Fernando Alonso. Rubinho vai deixar saudade mais por suas lambanças do que pelo seus méritos.