O individuo

Ontem, a Hungria perdeu a voz de Imre Kertész. O prêmio nobel de literatura em 2002. Sua obra fala do individuo diante do autoritarismo. Kertész sobreviveu aos campos de concentração nazistas como Auschwitz-Birkenau e a ditadura comunista em sua Hungria natal entre 1950 a 1989.  Mas o que me toca em Imre é ter mantido a sanidade diante de uma loucura autoritária. O mundo agradece por conhecermos uma pessoa como Imre Kertész.

Anúncios

20 anos sem Caio F.

Hoje é uma data que poucos se lembram. Faz 20 anos da morte do escritor Caio Fernando Abreu. Mas os jovens gostam deste ser que se foi em 1996 por sua escrita simples e a forma que encontrou de criar um dialogo com as palavras. Nunca tive a oportunidade de ler os romances e contos produzidos por tal pessoa. Mas reconheço que fez uma revolução na língua portuguesa por ter uma linguagem que entende os jovens.

A juventude sempre envolve as incertezas da vida e de qual forma vamos nos assumir perante a sociedade. A sinceridade feita de forma simples e que permita que o leitor possa entender as angústias e frustrações de um ser que não consegue se expressar. As palavras escritas em uma folha de papel ou em uma rede sociais costumam ser as nossas melhores amigas.

Se temos blogs onde os adolescentes expressam seus dilemas e suas vidas de forma anônima. Estes jovens viram o esforço de Caio F. em seus livros em falar de temas como amor e homossexualidades que foram tratados de uma maneira interessante. Era como se fosse um dialogo entre um escritor angustiado com um leitor que lhe tenta compreender como se fosse o seu melhor amigo.

Hoje, Caio F. é citado em redes sociais com suas frases tão originais quão sinceras. Era como se fosse aquele ser que gosta de dar conselhos aos outros através de palavras escritas. Os jovens estão conhecendo um escritor que teve o mérito de retratar sua vida por meio de metáforas e analogias onde os problemas e a vida são descritos de maneira simples e sincera.

Os jovens gostariam de ter conhecido Caio F. para lhe agradecer por abrilhantar suas vidas ao falar deste enigma não como um grão-mestre com as respostas prontas do tempos atuais. Mas sim como uma pessoa que viveu bastante suas paixões e sentimentos onde fez questão de não esconder isso para dizer que este mundo precisa de pessoas tão corajosas como Caio F.

 

 

Lemmy Kilmister

Ontem, meus amigos de um chat ficaram surpresos sobre a morte do vocalista do Motörhead, Lemmy Kilmister. O que podemos dizer de um cara que gostava de tocar um baixo, cantar com a sua voz rouca além de produzir tiradas interessantes sobre o showbusiness. Mas agora, ele não está mais entre nós.

Ele começou sua carreira como baixista na banda psicodélica Hawkind. Mas já trabalhou como operário em uma fabrica de máquinas de lavar roupas. Lemmy reconheceu o legado do Hawkind como uma base excelente para tocar o baixo. Mas foi demitido da banda em 1975 por ser preso por porte de anfetaminas.

Decidiu ter uma banda para que não fosse ser demitido por seus excessos. Então, procurou montar o conjunto desde que lembre um estilo de música rápida junto com uma guitarra estridente e afiada. Além de uma voz rouca em que toda a barulheira produzida pelo grupo fizesse sentido. Assim nasceu o Motörhead.

O Motörhead conseguiu o sucesso e a fama com a música Aces of Spade lançada em 1980. Todo mundo quis prestar atenção naquela banda onde o vocalista cultivava uma barba estilosa junto com tiradas dizendo que os uniformes usados pelos nazistas eram legais e sem ter uma patrulha escrota do politicamente correto.

Lemmy Kilmister morreu ao lado de sua família e de seu game favorito. Muitos headbangers vão sentir falta daquele senhor que tocava uma música barulhenta com um vigor que nenhum jovem entenderia. Mas sentiremos saudades daquela figura gente boa e que foi capaz de nos ensinar a ouvir um bom heavy metal.

 

Até Noel Gallager usa metrô

Enquanto os artistas brazucas ficam com bajuladores e seguranças. O britânico Noel Gallagher gosta de andar de metrô numa boa.

//platform.twitter.com/widgets.js

A insônia e Wes Craven

Bem, escrevo esse post em um momento de uma batalha perdida para a insônia. Mas tenho que render uma homenagem a Wes Craven, que morreu no domingo por causa de um câncer no cérebro. Wes foi o gênio que revolucionou o terror com a criação da franquia Hora do Pesadelo em 1984 e Pânico em 1996. A figura de um psicopata que mata os adolescentes quando eles estão transando faz parte recorrente no mundo atual.

Minha insônia é um antidoto contra um Freddy Krueger que possa me matar quando eu estiver sonhando com uma de minhas musas. Mas Wes Craven permitiu uma revolução onde o terror se tornou uma parte de nossa cultura. Assim não teríamos as paródias como a franquia Todo Mundo em Pânico. Isso permitiu que os adolescentes entendessem sua fase dos sonhos que termina em um pesadelo do mundo atual simbolizado por Freddy.

Mas temos que dormir para descansar a mente segundo a ditadura do saudável. Mas como não ligo para este mundo chato onde um médico-ditador me torra a paciência contra os prazeres de uma vida tão curta. Eu sempre faço o papel de Freddy Kruguer quando tenho que acordar um idealista para a realidade ou vestindo a máscara do assassino Ghostface (Pânico) para matar um casalzinho que faz uma papai-mamãe sem vergonha.

A utilidade de um filme de terror é entreter as massas pelo medo e ao mesmo tempo conquistar uma garota via sustos ou uma cena sanguinolenta. Wes não usava o sangue a exaustão. Era uma coisa mais sutil e que permitia que outras coisas como um fax maldito como ferrou a contratação do goleiro espanhol David De Gea pelo Real Madrid fosse capaz de matar uma pessoa com um choque elétrico sem precedentes ou pelo preço de uma conta cara a pagar.

Wes Craven deixou um legado interessante para as novas gerações. Filmes atuais como a Corrente do Mal devem muito ao esforço do criador de Freddy Kruguer. Sempre que vemos algum jovem incauto capaz de ser morto por algo maligno e cruel. Sempre vamos nos lembrar de um diretor de cinema capaz de revolucionar um gênero como Craven e ainda por cima vou agradecer a ele por essa insônia criativa que estou vivendo quando termino esse post.

Eu sou rock n’ roll

Em 13 de julho de 1985, o mundo do rock virou de cabeça pra baixo quando Bob Geldof organizou o Live Aid, com um show mítico em Londres para arrecadar fundos para campanha contra a fome na Etiópia (o início da estupidez do politicamente correto em ajudar uma nação miserável só por ter visto uma criança desnutrida no coração do continente africano como uma forma de salvar o mundo). Ao lembrarmos de shows do Queen e de Dire Straits no estádio de Wembley impulsionou o Rock de arena.

Este dia foi consagrado como dia internacional do rock por vermos a rebeldia representar um pensamento de contra-ataque a estupidez humana e rápida polarização política que os intelectuais faziam para evitar uma discussão séria sobre o mundo que vivemos naquele momento no auge da Guerra Fria. O Live Aid foi importante para afirmar o papel de tal ritmo musical como uma força contestadora sem perder sua aura rebelde representada por um riff de guitarra estridente ou por letras interessantes.

Minha vida no mundo rock n’ roll começou na adolescência onde comecei a ouvir o Greenday e U2. Eu era um anti-bush diante das mentiras da Guerra do Iraque quando o GreenDay lançou o meu hino de adolescente politizado; American Idiot. Este que vos posta sempre pedia a derrota de Bush. Mas ele foi reeleito naquele ano de 2004. Mas as paradas musicais nas rádios tocavam American Idiot dado o fato dos adolescentes não querem suportar um presidente americano idiota e burro (isso antes de eu virar um conservador).

Hoje, vejo que a música que curtia na adolescência perde território para o mundo ostentação prometido por rappers, duplas sertanejas e funkeiros que escrevem músicas para entreter a população sem cérebro. Ontem, um blog de rock criticou o show do Lobão só porque ele fez críticas a presidente dilma. Nada contra o cantor, mas um bom rockeiro sabe que Neil Young fez uma música pedindo a cabeça de Bush ou o Megadeth defendeu o Bushinho na crítica as Nações Unidas em 2007.

O problema do mundo rockeiro é que não temos uma renovação em termos de qualidade. As bandas não tocam nas rádios. Elas ficam restritas a qualquer reality show ou exibindo um clipe na MTV. Precisamos exigir que tais grupos possam conquistar o público com a sua sinceridade e com boas letras para que eu possa recomendar ao meu primo de 13 anos. O rock n’ roll precisa de uma oxigenação nas veias para termos o desejo de qualquer fã de ver tal estilo musical no topo das paradas.

Como entender os Beatles pelas entrevistas da Playboy

Meu amigo Eder é dono de um site especializado na revista Playboy. Sua obstinação de fornecer um bom conteúdo para os fiéis leitores da publicação como este que vos posta é nítida. Nos últimos meses, o site Inside Playboy Br tem postado as entrevistas feitas por personalidades como os integrantes da banda de rock Beatles como John Lennon e Paul McCartney e suas respectivas esposas como Yoko Ono e Linda Eastman. Lennon deu a sua última entrevista antes de ser assassinado em dezembro de 1980 enquanto Paul falou sobre isso em novembro de 1984.

O fim dos Beatles significou o término de uma era romântica onde os jovens queria a liberdade para ter suas as próprias escolhas sem ter a interferência de parentes. Quando a banda britânica foi se apresentar ao programa de tv de Ed Sullivan em 1964. Criou-se a Beatlemania. Mas tal fenômeno criou problemas familiares como a separação da primeira esposa de Lennon, Cyn e a distância de seu filho, Julian. Paul precisava desabafar sobre a sua relação com seu grande amigo George Harrison.

Lennon e McCartney sempre tiveram uma relação bastante complicada além do fato de terem esposas muito influentes como Yoko e Linda. Nas entrevistas era notório a participação de tais mulheres na vida destes homens desesperados por uma alma acolhedora. Depois do fim do Beatles. Lennon virou um ativista político que enfrentou o governo americano através de um pacifismo anti-guerra do Vietnam enquanto Paul criou a sua própria banda chamada The Wings para seguir a sua carreira solo.

O fato de Yoko ter sido uma influência para Lennon assim que Linda foi para Paul é vital para entender como uma banda de rock pode acabar por uma simples guerra de egos. Ambos elogiaram seus companheiros de banda como Ringo Starr e George Harrison. Lennon criticou Harrison enquanto Paul lembrava dos tempos de colégio onde George seria fundamental para a sonoridade da banda. As raízes de Liverpool sempre foram citadas por Paul e ignoradas por John dado os traumas de não ter sido criado por uma família normal.

Para muitos fãs de Beatles. A banda deveria ter sido mantida mesmo com as brigas de John e Paul. Mas é nítido que o fim estava consolidado. Muitos ainda imaginam um Lennon vivo em um mundo onde as suas letras pacifistas soam com um sinal de lucidez. Paul perdeu a sua amada Linda para um câncer em 1999. Quando Harrison morreu do mesma causa em 2001. Nós ainda tínhamos uma esperança de um concerto. Mas o máximo que temos para lembrar desta banda são as entrevistas de Lennon e McCartney para a Playboy;