As voltas com as redes sociais

No último ano, eu tomei a decisão de expandir os domínios do grupo Escritor Andarilho (sou dono de uma rede de blogs). Para isso, tive que fazer mais contas de email para ajudar os novos perfis no twitter. Isso me permitiu uma profunda reflexão sobre as nossas vidas diante das redes sociais e novas tecnologias. Mas como vamos lidar no futuro com tantos amigos virtuais e nossos trabalhos na net?

Ontem, a corte de direitos humanos da União Europeia decidiu que é legal ver sua conta pessoal de email no seu local de trabalho. Isso seria impensável há muitos anos atrás. Outra nota dizia que várias empresas estão monitorando o histórico de navegação de pessoas do mundo todo para lhe oferecer produtos e serviços em formas de spams e anúncios.

Estamos diante do admirável mundo novo onde a privacidade é um artigo de luxo e muitos negócios tem que caçar clientes para vender seus produtos. Ou no meu caso, criar uma grande estrutura em emails e redes sociais para distribuir conteúdo para os meus amigos que gostam de serem informados por este que vos fala. O big data se tornou um grande big brother capitalista.

Todos querem saber os hábitos de consumo de uma população. Mas precisamos entender como funciona a mente humana. Sempre vamos ter os profetas da apocalipse tecnológica nos dizendo que crackers, terroristas e pedófilos vão dominar o mundo se o estado não tiver leis que permitam a espionagem no mundo digital afim de evitar tragédias e outros desastres humanos.

Mas sempre volto a questão das redes sociais. Eu vivo em um mundo onde tudo seria perfeito se não fosse está humanidade imperfeita que tenta  te padronizar e você é apenas um simples dado da imensidão do big data. Existe alguma solução para isso e como a as pessoas poderiam ser mais humanas. Simples, desliga o seu computador e vai viver a sua vida no planeta terra.

 

 

A conta não fecha

Quando você vê um vídeo no Youtube. Ao mesmo tempo que se diverte e vc está pagando o site ao ver os anúncios antes de ver uma gravação em si. A grande questão é como vai se manter o Youtube mesmo sendo uma operação deficitária para o Google assim é o Tumblr e a divisão de internet da Yahoo, que já planeja vender a mesma.

O mito da economia gratuita se rende diante de um pesado investimento feito por empresas e pessoas que querem se tornar famosas usando as redes sociais que fazem de tudo para atrair a atenção de um público ávido por novas tendências e tenta assistir qualquer vídeo que um conhecido viu para não ficar pra trás nas rodas de conversa.

Quando leio uma coluna do Tony Goes no site F5 abordando o fenômeno Kéfera e seus problemas para a tv aberta. Noto que a Kéfera poderá perder relevância daqui a cinco anos e a redes de televisão apostarem em pessoas que ousam em não usar as redes sociais como um chafariz onde os youtubers se perfazem.

Muitas pessoas querem viver da internet como as blogueiras fitness e It Girls. Mas só os peixes grandes que tem um bom público conseguem atrair milhões de seguidores que desejam serem eles próprios senhores do mundo. Mas o custo da operação de tais serviços do Google ou Yahoo só continua aumentando dia após dia.

O Google criou um serviço pago para o Youtube chamado Youtube red. A Yahoo já cogita vender a sua divisão de internet incluindo o Yahoo Mail e o Tumblr. O próprio facebook sofre problemas para manter o Instagram dado a falta de anunciantes disposto a usar tal rede social. Assim, a conta não fecha mesmo.

Uber

Quando temos uma mudança no modo que consumimos os serviços. Sempre terá uma resistência que representa a insegurança e inútil. Esse é o caso do aplicativo de caronas pagas Uber, que está sendo criticado por taxistas de Paris, Rio de Janeiro e São Paulo. Os legislativos municipais de tais cidades estão aprovando leis que proíbem o uso do Uber só para agradar um lobby que não deseja uma concorrência que presta um bom serviço.

Por mais que a prefeitura do Rio prometa um aplicativo para concorrer com o Uber. Sinto que vai ser um tiro no próprio pé onde o estado atua tanto no papel regulador quanto no protagonismo de proteger empregos que sacrifiquem a qualidade do serviço. Sempre leio os posts de minha amiga Júlia reclamando do serviço de transporte prestado pela cidade maravilhosa tendo que ficar a noite em casa de amigos para chegar a sua casa de forma segura.

Lembro da posição do meu amigo professor Marcus Vinicius que já experimentou o Uber em viagens para fazer as palestras que ministra para acadêmicos que se interessam em estudar o Brasil e aprovou o uso do aplicativo. O sucesso do Uber vem do fato de ter um contato direto entre usuários que possam oferecer um bom serviço com um preço acessível. Tanto que o pré-candidato republicano Jeb Bush usa o Uber em suas viagens nos Estados Unidos.

Mas como um país como o nosso que vive um capitalismo primitivo. Os políticos tentam vender um ar de modernidade que não corresponde com a realidade de uma população que compra um carro para não depender do transporte coletivo. Ainda não assimilamos um maneira onde a inovação que possa responder as demandas de um público que exige bons serviços que não são oferecidos pelo estado como é uma obrigação constitucional.

Se queremos que o capitalismo evolua no Brasil. Temos que aceitar o uso de um simples aplicativo como o Uber. Não devemos aceitar regulações ultrapassadas que não permitem uma evolução do serviço prestado pelo estado. O usuário sabe os prós e contras do Uber. Cabe apenas ao cidadão a decisão de usar uma carona paga ou pegar um taxi. Mas não podemos falar disso perto de um taxista que teme a concorrência de um programa de celular.

Windows 10

Caro leitor, se vossa senhoria notou a minha ausência ontem. Peço desculpas, mas estava instalando o Windows 10. Esse novo sistema operacional da Microsoft foi disponibilizado para o público ontem. Foi uma luta tanto para baixar o Windows quanto instalar o mesmo. Tanto que fui dormir as 3:30 da manhã. Mas posso dizer que o Windows 10 é melhor do que um Windows 7 ou 8.1. Isso mostra que a gigante da tecnologia prestou atenção nas reclamações dos consumidores que tinham problemas com o Windows 8.

Na história da Microsoft, um bom sistema operacional é substituído por um programa muito ruim. Isso sempre foi marcado por aqueles que usam o Windows. Ainda mais quando você estuda informática e ouve o seu professor falando maravilhas do Linux. Mas o grande problema destes programas é não atender a demanda do público de fazer tarefas simples e não complicar a vida do cidadão com uma linguagem complicada e rebuscada que só apenas os profissionais de informática entendem.

Isso lança a velha lenda de que um profissional de T.I. é um agente do apocalipse (só falta de dizer que eles são os cavalheiros das pestes humanas produzidas por uma simples máquina). Apesar de ser formado em técnico de informática. Ainda sinto os dramas de um cidadão comum ao instalar um Windows 10 no notebook de minha mãe. Tanto que ela pensou em me dar um esporro por ter chegado tarde a cama. Mas o desafio de instalar um programa como esse me falou mais alto.

Quando comecei a mexer no Windows 10. Senti que as críticas feitas pelos usuários do Windows 8 foram sanadas. Ainda não temos a certeza que a prometida integração entre um PC e um smartphone que usam o mesmo sistema ainda vai ser lançada nos próximos meses. O Windows 10 traz as facilidades de uma versão 7 ou XP. Isso ajuda e muito o cidadão que precisa de um computador simples e ágil para mandar seus emails do trabalho sem maiores problemas e com um processamento muito rápido.

O Windows 10 vão tentar recuperar um mercado onde detém um monopólio de 90% dos computadores usem tal sistema operacional. As novidades como o serviço de nuvem One Note e o novo navegador Microsoft Edge só reforçam a impressão que a Microsoft fez grandes mudanças para manter a liderança em um mercador onde ela tem uma confortável vantagem diante de concorrentes como o Linux. Agora, terei que ensinar a minha mãe a mexer no novo Windows 10 sem sustos.

Uma revolução digital

Para a surpresa de muitos, as ações da gigante da tecnologia Google subiram 60% na bolsa de valores em menos de um dia. Isso se deve ao site de vídeos You Tube. No mundo digital, temos surpresas e revoluções como a criação da Apple Music para enfrentar o serviço de streaming musical Spotify ou a proibição do uso do aplicativo Uber porque ameaça o emprego dos taxistas no mundo inteiro através do usuário combinar o preço de uma carona com aquele amigo de tal rede social.

Estamos diante de uma revolução digital sem precedentes na história humana. Aplicativos oferecendo produtos e serviços a um simples clique enquanto robôs sendo usados em larga escala em fábricas mesmo com a morte de um operário da Volkswagen causada por uma máquina na fábrica da montadora na Alemanha que foi divulgada semanas atrás. A humanidade pode dar um salto evolutivo para uma nova economia com os seus progressos e retrocessos que ficam evidentes na maneira de como este processo está sendo conduzido.

Se as redes sociais estão permitindo um grande fluxo de ideias, mas proibindo o pobre usuário de postar uma foto de uma mulher nua ou de um ato sexual. Isso nos permite refletir sobre como vamos lidar com a tecnologia e as regras puritanas impostas por nerds que sempre serão burladas por um hacker idealista ou um cracker vigarista. Além do consumo de conteúdo como textos, fotos, músicas e vídeos que podem estar em um serviço de streaming ou que pode ser feito por um simples download.

A sociedade precisa encontrar um modo de como lidar com essa revolução digital que estamos vivendo. No início da era pontocom no final dos anos 1990. Tivemos uma bolha na bolsa de valores causada pelo aumento das ações das empresas do setor de tecnologia. Com a abertura de capital de gigantes das midias sociais como Twitter, Facebook e Google. Isso deve criar uma acirrada disputa por lucros exorbitantes para garantir o financiamento de projetos futuros de tais companhias.

A grande conclusão que chegamos que estamos no meio de uma revolução onde não se tem uma noção de qual caminho vai tomar nos próximos anos. Não se sabe de como surgirá o lucro dos produtos e serviços oferecidos por tais empresas ao consumidor final. Essa mudança drástica em nossas vidas vai exigir uma evolução no modo de como as nossas vidas e atos irão repercutir ao longo desse século que vivemos. Até lá, os robôs não vão nos matar e a Taylor Swift vai querer uma porcentagem dos lucros na Apple Music.

Cook e Nadella

Nos anos 1990, A Apple vivia uma crise sem precedentes enquanto a Microsoft gozava do prestígio de dominar o mercado de softwares. Mas o mundo dá voltas que o caro leitor não acredita. Enquanto a Microsoft perdia mercado, a Apple se reinventou com a criação do Imac, Iphone e do Ipad. As companhias de tecnologia americanas estavam enfrentando fases tão distintas. Mas a empresa do bilionário Bill Gates conseguiu se reinventar com a chegada de um novo executivo, o indiano Satya Nadella enquanto a Apple vive os louros do lucros na condução de Tim Cook.

Se o mercado de tecnologia é ávido por mudanças e revoluções. Apple e Microsoft estão preparadas para lidar com este ecossistema em constante mutação. Desde que Nadella assumiu a Microsoft. Ele demitiu 18 mil pessoas e foi capaz de mudar o perfil da empresa de uma gigante no mercado de softwares para uma companhia competitiva em várias áreas como os smartphones e tablets com a reformulação do Lumia e a criação do Surface, concorrente direto do Apple Macbook Air. Outro ponto foi melhorar o console de games Xbox One.

Tim Cook pode ter preocupações pela frente. Por enquanto, ele comemora os louros das vendas do Iphone em mercados emergentes como Brasil e China. A Apple tem se tornado mais competitiva e ainda por cima parou de brigar nos tribunais com a concorrente sul-coreana Samsung. O lançamento do Iphone 6 plus criou um novo nicho de mercado, o phablet, como o Samsung Galaxy Note. O misto de smartphone e tablet pode ser o futuro da companhia americana nos próximos anos.

Neste momento, Nadella e Cook são a primeira geração de executivos que sucederam lendas como Bill Gates (fundador da Microsoft) e Steve Jobs (fundador da Apple). Eles tem um longo desafio de manter tais companhias no rumo certo e não perderam para concorrentes como a Samsung e a surpresa chinesa Xiaomi. O principal desafio é ter boas vendas na China, onde a Xiaomi lidera o mercado de forma impressionante e ainda por cima com uma vantagem descomunal para a Apple.

Cook e Nadella lideram companhias de tecnologia que estão se reinventando. A Apple consegue ser uma empresa que empolga os consumidores com novidades nunca antes vistas enquanto a Microsoft está recuperando o terreno após anos de defasagem. Se os novos executivos-chefe conseguiram dar uma guinada no curto prazo, podem fazer mudanças no médio e longo prazo. Este será um longo trabalho pela frente que Apple e Microsoft terão que fazer sob o comando de Tim Cook e Satya Nadella.