Kim Philby

Kim Philby, British double agent, reveals all in secret video

Fonte: BBC

As noites de domingo sempre me reservam boas histórias. Mas agora descobri que existiu um agente secreto britânico que trabalhava para os soviéticos durante a Guerra Fria. Seu nome é Kim Philby. Agora, a BBC descobriu um vídeo onde Philby deu uma palestra para a polícia secreta da Alemanha Oriental; a temida Stasi em 1986 onde confessou sua traição a pátria da Rainha Elizabeth II.

A descrição do relato de Philby feito pelo correspondente de segurança da BBC, Gordon Corera mostra com detalhes como um espião britânico serviu de agente duplo para favorecer os soviéticos. Kim é tratado como um herói pela Stasi por virar as costas para o lado capitalista pelo seu ideal socialista tão declarado em seu desejo de ajudar a União Soviética.

Philby se sentia como um estranho no ninho por lidar com um sistema de classes que era o império britânico onde os oficiais do MI6 eram recrutados por seus superiores em universidades britânicas. Isso foi relatado nos livros de Ian Fleming, um ex-agente secreto da marinha britânica na série de livros 007 que alçou a fama de ser personagem mais famoso, James Bond.

Mas a palestra de Philby mostra que agia pelo ideal socialista mesmo estando em um serviço de espionagem reconhecido por sua eficiência como o MI6. No vídeo, ele reconheceu que traiu a pátria britânica para ser tido como um herói para os regimes comunistas alinhados mesmo não querendo publicidade sobre seus atos de espionagem a serviço de Moscou

Kim Philby  viveu na União Soviética até a sua morte em 1988. Ele não viu que seus serviços de espionagem não evitaram o fim de tal nação que prestou serviços de espionagem como agente duplo foram em vão em 1991. Agora, ele está sendo relembrado como o traidor que agiu por um impulso socialista, mas que tem uma grande mácula em sua história pessoal.

 

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A Guerra do Golfo

Em 24 de fevereiro de 1991. O mundo via a paz se restabelecer no Kuwait após a ocupação de quase um ano pelo Iraque do então ditador Saddam Hussein. Mas o que explica um conflito envolvendo dois países produtores de petróleo pode desestabilizar o mundo ocidental e o Oriente Médio e colocasse em prática do arcabouço diplomático para viabilizar uma solução militar.

O Iraque de 1990 estava se recuperando dos longos oito anos de guerra com o Irã. O conflito entre iranianos e iraquianos tinha o mundo ocidental como um espectador de camarote até ser encerrado em 1988. Mas com a queda do Muro de Berlim em 1989 junto com o fim da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética em 1990. Saddam viu uma fresta para poder atacar o Kuwait sob a alegação que o país vizinho estariam sabotando a cotação do preço do petróleo.

Isso gerou uma forte reação diplomática dos Estados Unidos e do Reino Unido. Tais países tinham fortalecido suas forças armadas ao longo dos anos 1980 como forma de competir com a combalida União Soviética. Tanto o presidente americano George Bush quanto o primeiro-ministro britânico John Major usaram a ONU e o seu conselho de segurança como forma de pressionar o Iraque.

Mas Saddam estava relutante. As denúncias de violação dos direitos humanos no Kuwait ocupado eram divulgadas junto com o esforço dos países ocidentais em encontrar uma forma para deter a máquina militar iraquiana. Os Estados Unidos usou uma estrategia de unir forças com seus aliados junto com os países árabes para iniciar uma ofensiva militar em 17 de janeiro de 1991.

Era primeira guerra em que os Estados Unidos participaram desde do fracasso do conflito com o Vietnã em 1973. Tanto que o Pentágono cerceou o acesso de jornalistas para controlar o fluxo de informações. Assim, se destacou-se o canal de notícias americano CNN, que tinha correspondentes tanto no avanço das tropas da coalizão americana quanto na capital iraquiana, Bagdá.

A campanha de bombardeios aliada tinha como objetivo de destruir a infraestrutura militar iraquiana com um equipamento sofisticado. Mas o Iraque tinha misseis scud e um arsenal de armas químicas temido por Israel e Arábia Saudita. A operação tempestade do deserto foi capaz de libertar o Kuwait em menos de 2 meses. Mas os efeitos da Guerra do Golfo são sentidos até hoje pelo mundo.

Challenger

Era uma linda manhã ensolarada na Flórida. Todos os americanos estavam ansiosos para ver o lançamento do ônibus espacial Challenger. A América esperava as aulas da primeira civil a ir ao espaço, Christa McAullife. Mas os anseios de uma nação duraram apenas 73 segundos quando tal nave explodiu em pleno ar após o seu lançamento matando todos os ocupantes.

O acidente do Challenger foi um marco na história de voos espaciais. Era o primeiro incidente envolvendo uma nave desde da explosão do Apollo 1 durante testes na base de lançamentos. Além do fato do lançamento ter sido transmitido ao vivo pelo canal de notícias CNN. Tanto que o presidente americano Ronald Reagan cancelou o Estado da União diante do luto que o país vivia.

O programa espacial americano foi paralisado por dois anos para que o acidente fosse investigado de forma independente. Tal comissão foi chefiada por Neil Armstrong. O caso foi retratado na série Punky onde a personagem se inspirava em Christa. Mas sofre o baque do acidente. Então, o astronauta Buzz Aldrin teve a missão de consolar a pobre menina.

A América estava incrédula ao ver aqueles 73 segundos enquanto o mundo se perguntava se valia a pena correr riscos para manter a presença humana no espaço. Os brios da corrida espacial tinha se esvaziado depois da ida do homem a lua. Os Estados Unidos criaram um programa de ônibus espacial onde naves seriam reutilizadas em várias missões no espaço.

Os americanos se recuperaram do trauma quando o programa espacial foi retomado após o fim das investigações. Mas a lembrança de Christa McAuliffe permaneceu na memória das crianças que esperavam a primeira aula de uma professora no espaço. Esse foi um momento onde aqueles que viveram aquele 28 de janeiro de 1986 nunca vão esquecer de suas vidas.

Rabin e o radicalismo israelense

Há vinte anos atrás, Israel perdia o primeiro-ministro Yithzak Rabin. Ele foi assassinado por um extremista durante um comício. Mas passado todo este tempo. As coisas não mudaram no panorama israelense em que a população está cética em torno de um acordo de paz com os palestinos e diante de ascensão de um radicalismo problemático.

O extremismo tanto dos israelenses quanto dos palestinos tem levado ambos setores de tais populações aceitarem atos de barbárie inconsequente afim de justificar atos que prejudicam a questão da paz entre os povos. Isso não é combatido seja por Israel seja pela autoridade palestina.

A grande questão seria como será dividido o território para por em prática a resolução da ONU que determina a criação do estado palestino mesmo com tantas imposições feitas por Israel devido aos problemas de segurança interna que vive o país. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não consegue resolver a demanda doméstica.

Rabin conseguiu um acordo com os palestinos mesmo tendo a fama de cético e não tinha o carisma de Shimon Perez. Entre os prisioneiros palestinos, ele era chamado de quebra-ossos. Mesmo assim, ele foi morto pela luta interna que acontece em Israel e alimenta o terrorismo do Hamas no lado palestino.

Temos que ser realistas. Israel quer um acordo de paz que preserva a sua segurança enquanto os palestinos querem ter um território que possa assentar a população de refugiados que vivem na Jordânia e Síria. Mas o radicalismo de ambos os lados impede que um tratado como foi feito em 1993 possa ser posto em prática como Rabin desejava antes de morrer.

O fim de Franco

21 de novembro de 1975. A Espanha vivia uma longa ditadura. Mas nascia uma perspectiva de mudança com a morte de um ditador. A longa liturgia do franquismo fez florescer uma democracia pujante mesmo após longos 39 anos de guerra civil, perseguições e censura nunca antes vista na história espanhola.

O general Francisco Franco assumiu a Espanha após derrubar e perseguir os republicanos. Ele queria um salvador da Espanha católica diante da ameaça comunista. Mas a longa ditadura que implantou em tal país ibérico prosperou longos 39 anos. Mas tinha uma fissura capaz de criar uma brecha para a democracia.

Franco não tinha um sucessor natural. O candidato a vaga era o almirante Carreiro Blanco. Mas ele foi morto por um atentado a bomba do grupo terrorista ETA em 1973. Então, evocou uma regra de 1957 em que ele dizia que um membro da família real espanhola poderia assumir o governo em sua ausência.

O sucessor seria o príncipe Juan Carlos. Ele assumiu o governo entre 1973 a 1974. Mas as mudanças começaram a acontecer como a queda da ditadura salazarista feita por jovens oficiais do exército português. Evento que seria conhecido como a Revolução dos Cravos. Isso pressionava Franco, que já estava com a saúde debilitada.

A notícia de sua morte naquele 21 de novembro pode criar um clima de esperança e incerteza de como seria feita a transição para a democracia sob o comando do Rei Juan Carlos. O processo foi feito de forma perfeita pelo primeiro-ministro Adolfo Suarez. Hoje, os espanhóis não tem um resquício dos tempos sombrios do franquismo.

O fim de Iron Lady

Na história britânica, a ascensão e queda de um primeiro-ministro acontece nos bastidores de um partido. Assim aconteceu em 20 de novembro de 1990. A cena da então primeira-ministra Margaret Thatcher abatida após a longa luta interna entre os conservadores sobre a sua sucessão era intensa.

A queda de Thatcher começou em novembro de 1990, quando rejeitou uma proposta de integração europeia aprovada por seu vice-premiê Geofrey Howe. Ele se sentiu desautorizado e fez um discurso na Câmara dos comuns onde pediu a renúncia de Thatcher dizendo que um time de cricket precisava trocar o seu capitão.

Howe era um aliado de primeira hora de Thatcher. Mas presentia que a primeira-ministra estava muito isolada após a proposta do imposto Pool Tax ser amplamente rejeitada tanto pela opinião pública quanto pela população. Isso abriu caminho para um desafeto de Thatcher pedir um leadership ballot: o ex-secretário de defesa Michael Heseltine.

Heseltine decidiu disputar a liderança do partido conservador. A votação para escolha de um novo líder tory aconteceu com a ausência de Thatcher, que estava em Paris. Tal erro lhe custou um partido dividido além de lhe enfraquecer. Então, após um resultado apertado e conversando com o seu ministros. Thatcher decidiu renunciar dada a falta de apoio entre os membros de seu governo.

Mas a disputa pela liderança dos conservadores foi travada entre Heseltine junto com dois aliados de Thatcher. O secretário de relações exteriores Douglas Hurd e o chancellor of exchequer John Major. Após uma votação apertada com vitória de Major. Heseltine e Hurd abandonam a disputa dando o cargo de premiê para Major. Assim, Thatcher pode deixar o Nº 10 da Downing Street com a sensação de dever cumprido e chorando dentro de um Jaguar preto. Assim, foi a queda da dama de ferro.

A história alemã: A reunificação

O início de 1990 criava uma sensação de esperança para os alemães tanto orientais quanto ocidentais. Se em 1989, os protestos de Leipzig adotaram o slogan “Nós somos um povo” reforçava o desejo de uma nação que desejava viver unida após longos 40 anos de divisão. Mas quem iria conduzir um processo tão delicado em que as nações europeias, Estados Unidos e União Soviéticos estavam desconfiados com os temores de uma Alemanha reunificada.

O chanceler alemão-ocidental Helmut Kohl tinha apoio apenas do primeiro-ministro espanhol Felipe Gonzales. A primeira-ministra britânica Margaret Thatcher tinha os temores de uma Alemanha unificada pelos traumas das duas grandes guerras. O presidente francês François Mittiterrand dizia que gostava tanto da Alemanha que prefiria ver em duas. O trabalho de Kohl tinha o apoio do último líder alemão-oriental Lothar de Mazière.

Ao defender o processo de reunificação em sua campanha eleitoral. Lothar tinha a sabedoria que a Alemanha Oriental não iria sobreviver após o fim do comunismo. Helmut Kohl tinha um aliado e uma população favorável a união de tais nações. As negociações sobre o tratado que permitiria que a Alemanha fosse unificada foram conduzidas de forma honesta. A Alemanha Ocidental foi a principal fiadora do mesmo ao convencer Reino Unido, França, Estados Unidos e União Soviética sobre a necessidade de uma nação germânica.

A população percebia nitidamente os ganhos de reunificação ao ver o desmonte do aparato repressivo comunista e até os pedidos de indenização feito pela União Soviética para aceitar a união das duas Alemanhas. Quando o tratado 2+4 foi ratificado entre os países aliados junto com as partes oriental e ocidental. Começou então um processo de unificação econômica e política da Alemanha como país europeu.

No dia 3 de outubro de 1990, passados 40 anos de desconfiança e divisão. Nascia uma Alemanha reunificada e que tinha uma longa tarefa de se reconstruir e remover todo qualquer entulho autoritário que ainda sobrava em suas leis. No mesmo ano, Helmut Kohl foi eleito chanceler deste novo país multifacetado. Aos 25 anos depois da reunificação, a Alemanha é um país poderoso em tempos de paz que não eram imaginados em 1949.