Um japonês no US Open

Por Fabio Forlin

Kei Nishikori entrava na quadra do Arthur Ashe Stadium, hoje, encarando a pressão, o calor e o número um do mundo. Mas a torcida, e talvez nem o próprio Djokovic, pareciam preparados para o que aconteceu. Jogando solto e empurrando a pressão constantemente para o sérvio, o japonês fechou o confronto em 3 sets a 1 (6/4, 1/6, 7/6(4) e 6/3) e se torna o primeiro asiático na história a avançar para uma final de Grand Slam.

Tendo jogado partidas mais extensas do que seu adversário durante o torneio, esperava-se que Nishikori sentisse o cansaço, o que ficou longe de acontecer. Consistente e sem se intimidar, o japonês atacou impiedosamente desde o primeiro ponto, sem se importar com quem estava de outro lado. Djokovic, inteligentemente, tentava prolongar os pontos, apostando em erros e no cansaço do adversário, o que parecia estar iniciando após os 6/1 que Djoko mandou no segundo set.

No terceiro set, porém, Kei tratou de voltar para o jogo, chegando a ter chances de sacar para o set. Novak tratou de se recuperar, levando a parcial para o tie break, mas ali começou a abusar dos erros, e dali nunca mais se recuperou. Com Djokovic parecendo “desligado” no quarto set, Nishikori aproveitou para quebrar o saque do sérvio logo de cara. Cada vez mais confiante e vendo seu adversário cada vez mais abatido, o japonês não teve dificuldades para manter sua vantagem e fechou o set em mais uma quebra para fazer história.

Fabio Forlin é um dos colaboradores do Homo Causticus.

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Unbolivable

Por Ramon Mendes

Bolívia. um país muito lindo, todos nós poderiamos o dizer, a paisagem andina e suas perigosas aventuras sempre são atratvos para qualquer um que goste de faze-lo. A visão de maioria dos brasileiros médios, é de um país formado por plantaçoes infinitas de coca e trafico de qualquer coisa pensavel e traficavel, porem, o que se vê, pela realidade, é um país em busca de uma identidade inexistente, de um respeito sem sentido e de um sistema falido.

Há algum tempo, os funcionarios da Embaixada Brasileira em La Paz criaram uma nome palavra para expressar todas os atos sem sentido tomados pelo governo boliviano, unbolivable, uma corruptela da palavra unbelievable, que na lingua bretã, significa inacreditavel. Realmente, os funcionarios da embaixada tem muitos motivos para ter criado tal palavra. O ultimo motivo para tal aconteceu ha pouco mais de dois meses, quando o governo boliviano simplesmente inverteu o sentido do relógios oficiais do governo, usando o argumento falacioso de que isso seria um modo de afirmar a identidade boliviana, simplesmente unbolivable.

A diplomacia do governo boliviano tem ficado cada vez mais insana desde a entrada do cocalero Evo Morales e seus ideais bolivarianos, que é só um nome bonito para o socialismo moderno que muitos lideres – incluindo os nossos – tem instaurado em muitos países da América Latina, e pelo que vemos, o bolivarianismo tem deixado tal lider e tal governo cada vez mais insano. Um exemplo disso, foi o ato de tentar mudar a históia a seu modo, impondo aos professores bolivianos que ensinem a seus alunos que o Chile invadiu o antigo litoral boliviano ao contrario da história real, que foi a cessão do território ao Chile, após o fim da Guerra do Pacifico, em 1883. Aliás, o acesso boliviano ao mar é um dos principais alvos da insanidade do governo boliviano, que até, chegou a abrir um processo contra o Chile no Tribunal Internacional de Haia, para resolver essa questão. That is unbolivable.

Outro alvo de toda essa insanidade são os Estados Unidos. Muitas instituições americanas na Bolívia foram sumariamente expulsas pelo governo bolivariano, sem contar as nacionalizações forçadas de varias filiais de companhias, não só americanas como até brasileiras, bem lembramos a Petrobras, que teve suas filiais responsaveis pela recepção de gás em território boliviano sumariamente invadidas por unidades do Exército Boliviano, que hastearam bandeiras e declararam as instalações nacionalizadas. Na época, houve uma certa repercussão, porem, a estatal nada fez, o governo não agiu nem a seu proprio favor, e ao fim, os bolivianos sairam impunes. Unbolivable, unbolivable.

A lista de insanidades é enorme, invasão de aeronaves militares brasileiras indiscriminadamente, perseguição politica contra senadores de oposição, incentivos para a plantação de coca (que, ao fim, todos nós sabemos onde vai parar), acolhimento de grupos terroristas, traficantes e outras pessoas perigosas, destruição de fazendas de proprietários estrangeiros nas fronteiras, declarações completamente insanas e outras tantas que gastariamos muita energia e pesquisas para conseguir datar todas. Muito disso nos afeta, porém, o ápice é o modo que nosso governo leva todo ato boliviano que nos afeta. O governo “se faz de morto”, fica inerte, comos e nada tivesse acontecendo. Infelizmente, os bolivianos poderiam por tropas de seu Estado Plurinacional dentro de nosso território que o governo nem se moveria. Essa apatia é perfeitamente explicavel, devido a o nosso governo sempre simpatizar com o tal bolivarianismo. Completely unbolivable.

Agora, nós, sul-americanos, devemos ver a Bolívia com bem mais cuidado, talvez a insanidade bolíviana se irrompa em uma guerra, Chile? Paraguai? nós? não sabemos. Talvez o povo mate toda essa insanidade, talvez. Só o tempo pode dizer. Porem hoje, the situation is unbolivable.

Ramon Mendes é um colaborador do Homo Causticus

PS: A opinião expressa no texto é de responsabilidade do autor.

Tudo o que eu mais queria

Por Andrea Silva

Era não estar tão presa dentro de mim
Era aprender a abraçar
Ter coragem de me declarar, falar tudo o que sinto
Falar que tenho saudades
Tudo o que eu mais queria

Era não complicar demais
Era aprender a não se importar quando não se deve
Ter quem goste de mim
Falar sem remoer os sentimentos ruins
Tudo o que eu mais queria

Era me envolver só o necessário
Era aprender a escolher melhor amizades
Ter como lidar melhor comigo mesma
Falar, ao invés de guardar tudo pra mim
Tudo o que eu mais queria

Era não sofrer
Era aprender a fazer das coisas aquilo que me trazem
Ter mais amor por mim
Falar, viver tudo isso
Tudo o que eu mais queria

Andrea Silva é uma das colaboradoras do Homo Causticus.

Epifania

Por Juliana Rossi

…Apesar do tênue acordar, ainda me encontrava perplexa diante de uma realidade tão seca, já havia me adaptado a protagonizar aquele antigo mundo quimérico. Decidi por me aventurar, andava sem rumo entre becos escuros e boulevards, não havia medo algum, não havia mais ninguém ali, no meu suposto mundo mental. Só consguia ouvir o som da minha respiração e de meus pensamentos (que ecoavam em gritos mudos), a ausência de qualquer outro ser não fazia mais diferença, estava certa de ter entrado no labirinto do ”Eu”.
Agora minhas lembranças começavam a retornar, mas já não pareciam mais as mesmas, algo mudou. Como seria possível?! Os acontecimentos, a ordem, os nomes, as cores, tudo permanecia intangível, porém as sensações que penser ter não existiam nesse mundo!…
Parei, atônita, fagulhas intrínsecas transitavam pelo meu ser. Senti o sol cintilante que de maneira afetuosa ostentava-se na imensidão celeste, os ventos sopravam suavemente e me hipnotizavam com sua leveza, as águas dançantes cantavam em gotas que acariciavam minha pele, a terra me envolvia com seu mistério inalterável e florescia sua segurança em pétalas coloridas, como um presente.

Juliana Rossi é uma das colaboradoras do Homo Causticus.

Distantes mas nunca ausentes

Por Andréia Souza

O silêncio das palavras sem som
Entre mundos ditos diferentes e incoerentes
Mas há alegria
Há o sentimento
Sabemos que será pra sempre a vida da amizade

Não importa o que nos une
É sem julgamento.

O que te faz feliz?
O que te faz compartilhar a felicidade?
A amizade.

Andréia Souza é uma das coaboradoras do Homo Causticus.

Pensamentos

Por Graziela Silva

Se está tudo em excesso e suas costas latejam de tanto peso carregar… Desentalhe da vida os mil apeguismos, ao material que podem bem não caber a você talvez seja melhor pra outro individuo que como tal possui uma vida desigual a ti
Graziela Silva é uma das colaboradoras do Homo Causticus.