Estados Unidos espionou Chirac, Sarkozy e Hollande para desespero de Paris

Há poucos minutos, o site Wikileaks revelou que a NSA (agência de segurança nacional dos Estados Unidos) espionou os presidentes franceses Jacques Chirac, Nicolas Sarkozy e François Hollande entre 2006 a 2012. O departamento de Estado não comentou as novas revelações. Pelo jeito, temos revolta no Palais Elyseé caso o NSA ter investigado a vida sexual de tais mandatários da terra de Napoleão.

Gravações complicam a vida do petit Sarkozy

O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy está em maus lençóis. A justiça francesa considerou legal as gravações onde o tampinha conversa com o seu advogado Thierry Herzog sobre a promoção de um juiz em troca do acesso a documentos secretos sobre um inquérito onde Sarkozy é acusado de receber uma doação ilegal da herdeira do grupo L’oreal. O tampinha tem a pretensão de concorrer as eleições presidenciais em 2017. Será que ele vai para a prisão?

O fortalecimento do UMP

Neste domingo, os franceses foram as urnas para as eleições locais para eleger os administradores dos 101 departamentos (uma espécie de província ou estado) que dividem o país. Para a surpresa dos analistas políticos, o conservador UMP teve 32% dos votos neste primeiro turno seguido pelo Front National (25%) e o partido Socialista (23%). Isso se deve ao fortalecimento do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, que assumiu o comando da sigla em meio a uma crise interna que enfraquecia o mesmo.

Ao afirmar que não faria acordos com o Front National para o segundo turno que será nesse domingo. Sarkozy reforça o espírito de independência do conservadorismo francês. Somos testemunhas de um novo Sarkozy. Não estamos falando de um onipresidente em seus tempos de ocupante do Palais Elyseé. Nicolas reforça um discurso de uma nova direita francesa que renasce com promessas sensatas e uma alternativa ao radicalismo de extrema-direita do Front National e o socialismo do partido Socialista que vive as turras com uma economia com problemas.

Depois de tais resultados, muitos socialistas queriam a demissão do primeiro-ministro Manuel Valls por considerar que ele é muito a direita do que os demais membros do partido. Com o país se recuperando dos atentados de 7 e 9 de janeiro. Esperava-se uma boa performance da esquerda francesa. O que não ocorreu devido a lenta recuperação da economia local. Não se sabe por exemplo quem serão os pré-candidatos para as primarias presidenciais de 2016 ou se presidente François Hollande vai tentar uma reeleição em 2017.

Sarkozy está conseguindo unificar o UMP. Não se tem notícias de brigas internas como no ano passado. Mas principal problema são os inquéritos em torno do financiamento de suas campanhas presidenciais em 2007 e 2012. O ex-presidente acusa os magistrados de serem parte de uma instrumentalização política feita pelo governo socialista. As investigações ainda não terminaram e isso pode complicar uma eventual candidatura de Sarkozy para as eleições presidenciais de 2017, algo que sempre almejou desde de 2012.

No próximo domingo, os franceses irão as urnas pelo segundo turno das eleições locais. Isso vai exigir uma hábil campanha dos conservadores para conseguir uma vitória que qualifica o partido para o pleito presidencial de 2017. A missão de Sarkozy será de suma importância para o futuro político tanto próprio quanto do UMP. O desafio de representar o descontamento será feito votando em um partido moderado do que fazer um voto de protesto no Front National. Este é o grande enigma para o UMP e Nicolas Sarkozy.

Tampinha Sarkozy salva a França da extrema-direita

Hoje, os franceses foram as urnas para as eleições locais. As pesquisas de opinião indicavam uma clara vitória do partido de extrema-direita Front National, de Marine Le Pen. Mas para a surpresa da pátria de Marianne, o UMP, do ex-presidente francês Nicolas Tampinha Sarkozy levou a parada no primeiro turno. O segundo turno irá ocorrer no próximo domingo. Pelo jeito, o projeto de miniatura de Napoleão voltou com o tudo.

A volta de Sarkô

Ontem, o partido conservador UMP organizou as eleições para o cargo de secretário-geral da entidade. Com mais de 64,5% dos votos, o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy foi eleito. Ele derrotou Bruno Le Marie e Hervé Mariton. A votação aconteceu via internet. Mas o que significa o retorno de Sarkô na vida política francesa. O potencial candidato a eleição presidencial de 2017 terá que organizar as primárias do UMP tendo concorrente como o ex-ministro das relações exteriores Alain Juppé e o ex-primeiro ministro François Fillon.

Mas a volta de Sarkozy ao comando do UMP mostra que os conservadores acreditam no apelo do onipresidente. Sarkozy perdeu as eleições presidenciais de 2012 para o socialista François Hollande. O seu retorno define uma reação da direita francesa a crise econômica e a ascensão da extrema-direita liderada por Marine Le Pen e seu partido Front National. As pesquisas de intenção de voto dão uma grande vantagem para Le Pen, mas com Sarkozy no controle pode demonstrar um retorno de um ex-presidente.

Mas qual é a motivação de Sarkozy. Derrotar o algoz Hollande e se mostrar como um salvador da França cuja a economia está em frangalhos. Sarkô irá mostrar o serviço de reerguer o território francês. Como novo secretário-geral do UMP, o ex-presidente terá que recuperar a credibilidade do partido, que está vivendo uma crise de escândalos como o financiamento ilegal nas campanhas presidenciais de 2007 e 2012. O fato de Sarkozy ser ainda investigado pela justiça pode lhe atrapalhar nas primárias.

Neste momento, a conquista do cargo de secretário-geral irá exigir de Sarkozy uma nova postura. Os militantes do UMP querem primárias onde a população possa votar como os socialistas fizeram em 2011. Isso exige uma ampla estrutura partidária. As eleições para a secretária-geral foram feitas via internet. Tanto que o processo foi elogiado por todos os membros do partido dada a transparência de toda votação. Isso pode ser o início da modernização da direita francesa tão prometida pelo UMP.

Sarkozy mostra ser um político hábil em lidar com adversidades. Mesmo após ser detido pela polícia francesa para explicar o financiamento de sua campanha de reeleição em 2012 em junho. Ele conseguiu ser eleito para o cargo de secretário-geral. Agora, ele terá que organizar as primárias de 2016 para que a população acompanhe o processo eleitoral além de ver uma campanha onde o ex-presidente poderá enfrentar Marine Le Pen ou o candidato socialista como o atual primeiro-ministro Manuel Valls ou Arnaud Montebourg. Está é a volta triunfal de Sarkô.

Jacques e Bernadette

Quando envelhecemos com junto com seu amado ou amada. Sempre temos discordâncias sobre certo assuntos. Este é o caso do ex-presidente francês Jacques Chirac e sua esposa Bernadette. Enquanto ele defende a candidatura do ex-ministro das relações exteriores (2010-2012), ex-premiê e atual prefeito de Bordeaux Alain Juppé para a presidência. Ela critica Juppé e apoia o ex-chefe de estado Nicolas Sarkozy para as eleições presidenciais de 2017. Ambos os postulantes disputaram as primárias do partido conservador UMP.

Hoje, Chirac deu uma entrevista ao jornal conservador Le Figaro onde deixa claro seu apoio a Juppé afirmando que ele responde ao seu destino e da França e que se tivesse energia, apoiaria o seu candidato desde do primeiro momento quando era presidente. Enquanto Bernadette afirmou a rádio francesa Europe1 que Juppé é muito frio e que não é atrativo. Tanto que o periódico satírico Le Canard Enchaine citou a senhora Chirac quando ela pediu ajuda a Nicolas Sarkozy para fazer as pazes com Jacques.

Bem, nunca uma questão política dividiu um casal tão importante como os Chirac. Jacques já teve várias amantes (algo que sempre foi negligenciado pela imprensa francesa) enquanto Bernadette sempre se manteve longe da política. Eles agora mostra uma divisão sobre o futuro dos conservadores franceses. As pesquisas feita pelo instituto YouGov e pelo site de notícias Huffington Post indicam que 56% dos entrevistados não querem o retorno de Sarkozy para a política enquanto 32% são a favor da candidatura do ex-presidente.

A candidatura de Sarkozy para o cargo de secretário-geral do UMP mostra que a direita francesa tem de enfrentar o desafio de conquistar um eleitorado descrente com os socialistas e ao mesmo tempo a ascensão do partido de extrema-direita Front National. Chirac deixou saudades na política tanto no seu periodo como prefeito de Paris nos anos 70, primeiro-ministro no primeiro governo de coabitação com o presidente François Mittiterrand em 1986 a 1988. Ele sempre foi um ser movido pelas circumstâncias do momento.

A briga de Jacques e Bernadette deixa claro como os liberais-conservadores estão divididos. O fato de Sarkozy está respondendo a processos criminais sobre o financiamentos das campanhas presidencias de 2007 e 2012 mostra um uso político do cargo presidencial porque na lei francesa, o presidente tem imunidade judicial durante o seu mandato. Chirac foi condenado pela justiça por escândalo de corrupção quando era prefeito de Paris, mas a sentença foi suspensa. Pelo jeito, Bernadette terá que apelar aos franceses para pedir desculpas a Jacques.

O retorno de Sarkozy e o desespero de Hollande

A França vive um eterno flashback onde os políticos atuais não conseguem atender as demandas da população em geral. Hoje, a assembleia nacional aprovou os nomes do novo gabinete ministerial chefiado pelo primeiro-ministro socialista Manuel Valls. Mas a notícia do retorno do ex-presidente Nicolas Sarkozy para a política na disputa das eleições presidenciais de 2017 tem causado pesadelos no atual mandatário François Hollande. Isso é esperado pela direita desde da ascensão de Marine Le Pen (do partido de extrema-direita Front National) e os escândalos de financiamento da campanha de 2012 que derrubou Jean-François Cope.

Paris vive a volta do ex-presidente como a forma de acabar com a desilusão socialista e o pesadelo nacionalista. Sarkozy enfrenta um processo judicial por causa do financiamento das campanhas presidenciais em 2007 e 2012. Neste momento, ele é tido como um moderado em meio a baixa populariedade de Hollande. Alías, o presidente dara uma entrevista as televisões francesas nesta quinta-feira para tentar dissipar a imagem de político simples e honesto mesmo após a biografia da ex-primeira dama valerie Trierweiler revelar que Hollande não gosta de pessoas sem dentes.

Mesmo assim, Sarkozy pode enfrentar o primeiro-ministro Manuel Valls nas eleições de 2017. Entre os socialistas, o momento é achar um candidato popular para as primárias de 2016. Valls poderia enfrentar o seu desafeto, o ex-ministro da economia Arnaud Montebourg.O ex-presidente é a única opção para os conservadores que não tem um candidato natural para tal pleito. O anúncio do retorno de Sarkozy pode ser anunciado pelos jornais ou por sua página no facebook. Isso está sendo discutido pelo UMP.

Com a baixa populariedade de Hollande. Tanto que os franceses estão pedindo a sua renúncia do mandato. Isso constata a dura realidade que os socialistas estão enfrentando em um momento onde a economia patina. Valls reconheceu em seu discurso no parlamento que a população francesa não confia no atual governo. A maioria socialista pode ajudar o primeiro-ministro a aprovar as reformas econômicas e sociais que podem controlar o deficit do PIB que precisa abaixar para o nivel de 3%, que é norma para os países-membros da União Europeia.

O retorno de Sarkozy pode significar que os franceses desejam uma ampla reforma na economia. O desespero de Hollande para que a sua imagem de político honesto possa ser recuperada mesmo com está entrevista tão vital para a sua populariedade. Ambos os lados do espectro político estão ansiosos para que tais falas podem definir o futuro de um país que vive com os problemas econômicos  Isso vai ser um batismo de fogo para Hollande e Sarkozy nos próximos dias da república francesa.