Alexander Litvinenko

Em dezembro de 2006, o mundo se perguntava como um ex-espião russo foi capaz de sobreviver três semanas após ingerir o veneno radioativo Polônio quando se encontrou com colegas russos. Essa é a história de Alexander Litvinenko que impressionou o planeta pela forma longa e dolorosa de sua morte. Mas hoje, o Reino Unido divulgou um relatório de uma comissão independente sobre o caso.

Litvinenko vivia em um exílio em Londres junto com a sua mulher Marina e era um inimigo declarado do presidente russo Vladimir Putin. Mas tal morte gerou uma crise diplomática entre Moscou e Londres. As tentativas frustradas de cooperação entre a Scotland Yard e a polícia russa não evitaram a fuga do principal suspeito do caso. O agente secreto Andrei Lugovoi.

As conclusões do inquérito independente mostram que Putin foi a pessoa que possivelmente autorizou tal assassinato além de mostrar o rastro de Polônio que percorreu toda Londres incluindo lugares como o Emirates Stadium. Isso criou novos problemas para Moscou, que nega qualquer envolvimento na trama. Além de intensificar a crise diplomática entre Reino Unido e Rússia.

A secretária do interior britânica Theresa May classificou como um inaceitável brecha das leis internacionais. Mas o ministério russo de relações exteriores negou as acusações afirmando que nenhum crime vai prejudicar as relações bilaterais entre os dois países. O primeiro-ministro britânico David Cameron disse que terá algum tipo de relação diplomática com Moscou como na questão síria, mas com olhos abertos e com um coração muito frio.

O caso Litvinenko mostra como são frágeis as estruturas internacionais para se investigar crimes envolvendo figuras importantes de outros países. A falta de cooperação entre as nações pode criar empecilhos para a paz. A solução exige o fortalecimento das instituições e organismos transnacionais. Esse é um longo caminho que precisa ser percorrido para evitar uma agonia como passou Alexander Litvinenko.

 

França e Rússia

Na segunda guerra mundial. A Alemanha nazista tomou uma decisão precipitada de invadir a União Soviética afim de assustar o Reino Unido que resistia corajosamente aos bombardeios alemães em Londres. Passado-se 70 anos, uma nova aliança surge no horizonte para enfrentar o terrorismo do grupo Estado Islâmico: França e Rússia.

A decisão tomada pelo presidente francês François Hollande junto com o seu colega russo Vladimir Putin mostra-se acertada em um momento conturbado que vivemos. Mas como fica questões importantes como as sanções econômicas e militares aos russos impostos aos franceses junto com a União Europeia diante da guerra civil na Ucrânia?

Russos e franceses estão unidos após seus conterrâneos serem mortos em atentados feito pelo Estado Islâmico após a intervenção militar por ambos os países na Síria. Hollande quer unificar os esforços militares tanto dos Estados Unidos quanto da Rússia como uma forma de retaliação aos atentados de 13 de novembro.

O presidente francês ira fazer uma visita aos Estados Unidos e Rússia para tentar uma unificação de tais esforços sob a liderança da França. Hollande ainda terá um longo trabalho pela frente na sua luta contra o terror. Tanto que o primeiro-ministro britânico David Cameron anunciou que o Reino Unido vai se engajar na coalizão francesa na Síria.

Ainda não se sabe qual atitude a França irá tomar. Uma eventual resolução francesa para o conselho de segurança da ONU precisa ser aprovada sem ter algum veto russo. Mas em um momento em que ambos os países sofrem ameaças de novos ataques pelo Estado Islâmico. Fica claro que a aliança franco-russa será necessária neste momento.

As mortes do Sinai

Desde da queda do Airbus A320 da companhia russa Metrojet caiu no deserto do Sinai. Muitas dúvidas foram suscitadas por governos ocidentais sobre o fato do avião ter sido alvo de um ataque terrorista do grupo Estado Islâmico em represália a intervenção eslava na Síria. Desde de sábado, a teoria que tal aeronave sofreu um acidente foi abandonada diante das revelações do serviço de inteligência britânico que diz ter provas que o mesmo foi derrubado por uma bomba.

Com suspensão de voos feita por Reino Unido e Rússia ao resort egípcio de Sharm El-Sheik criou uma tensão sobre novos ataques terroristas. Tanto que a mídia britânica começou uma ampla cobertura sobre a operação de resgate de turistas por aviões comerciais por temerem novas ocorrências. Isso ocorre dias após a visita do presidente do Egito, Abdul Fattah al-Sisi a Londres para discutir as relações diplomáticas entre os dois países.

Mas a decisão de hoje do presidente russo Vladimir Putin de suspender os voos de aviões russos ao resort pode ser um claro sinal de que o terrorismo está presente. Putin não iria adotar uma decisão tão controversa em respeito a um novo aliado como o Egito de Sisi mesmo com os relatos de conflitos entre as forças armadas e os terroristas do grupo Estado Islâmico que atuam no deserto do Sinai desde do ano passado.

Sisi tem problemas em restaurar a credibilidade do Egito em meio a crise internacional que passa o Oriente Médio. O presidente egípcio tem sido acusado por ONGs de direitos humanos por prender opositores sem o devido julgamento legal além de violar a liberdade de expressão. Tanto que durante a sua visita a Londres, Sisi teve de enfrentar os protestos de ativistas por seu controverso modo de conduzir o país em meio a onda de terrorismo que enfrenta.

Em um momento onde a ascensão do Estado Islâmico vem assustando os países árabes e o mundo ocidental. Ressurge a pergunta de como pode se enfrentar essa ameaça. Caso seja confirmado que o avião da Metrojet foi derrubado por uma bomba em pleno ar. Cria-se uma fissura na Rússia. Isso seria nefasto para Putin e muito ruim para Sisi. Mas as investigações terão que ser transparentes para que as mortes de 224 russos no deserto do Sinai não seja um fato isolado.

Astronautas vão ficar mais um pouco no espaço por causa de problemas russos

Após um foguete se desintegrar na orbita terrestre. A Rússia anunciou que vai adiar por um mês o retorno de três astronautas que estão na Estação Espacial Internacional. Como os Estados Unidos não tem como enviar foguetes para o laboratório espacial. Os russos ficaram com o pepino na mão. Eles vão retornar no começo de junho se nenhuma cápsula espacial der chabu. Atualmente, a equipe de astronautas é composta por três russos, dois americanos e um italiano. Pelo jeito, não sabemos como tais pessoas vão se aturar até o mês de junho, se a Rússia não fizer mais uma burrada espacial.

O desfile militar sonolento pra burro

Neste fim de semana, os russos comemoravam a vitória soviética sobre a Alemanha nazista com um desfile militar na praça vermelha. A indústria bélica russa foi mostrada como um novo tanque militar. O presidente russo Vladimir Putin paparicava o seu colega chinês Xi Jimping. Pelo jeito, é a nova maneira russa de vender armamento para a chinesada via datas festivas.

Espaçonave russa perde controle e ferra a vida da Estação Espacial Internacional

Depois de que um foguete americano falhou duas vezes na missão para enviar suprimentos a estação espacial internacional. Agora, o foguete russo Progress M27-M foi lançada com sucesso, mas perdeu o controle quando entrou na órbita terrestre. Os oficiais da agência espacial russa Roscosmos afirmam que tal nave pode se desintegrar com a reentrada no planeta Terra (nosso lar). Bem, só espero que os astronautas tenham papel higiênico para a próxima tentativa de enviar mantimentos ao espaço. Porque se depender de Rússia e Estados Unidos. Eles estão ferrados.

Polônia barra motociclistas russos por serem puxa-sacos do Putin

Hoje, a Polônia barrou 10 motociclistas russos que pretendiam refazer o trajeto do exército vermelho para conquistar Berlim na vitória aliada na segunda guerra mundial. O clube russo The Night Wolves é acusado de dar suporte para os rebeldes ucranianos e além de apoiar a ofensiva militar na Crimeia. Tal grupo é conhecido por apoiar o presidente Vladimir Putin. Tanto que os poloneses chamam de versão Kremlin do grupo Hells Angels. Pelo jeito, estes motoqueiros vão querer invadir a Polônia de qualquer jeito.