Aparando as arestas

Dilma Rousseff foi reeleita com 51% dos votos. Mas vivemos um país onde analfabetismo político onde os xingamentos são feitos como se fossem argumentos perfeitos. A população quer ser tratada como gente e não como idiotas que mal sabem cuidar de suas próprias vidas. A principal medida que a presidente terá que tomar é como reatar as relações com o mercado financeiro e respeitar as liberdades individuais como forma de conter os radicais.

Uma eleição com o resultado apertado mostra que a população demanda partidos de centro e de direita para representar seus anseios. Mesmo sendo o país da intelectualidade de esquerda. A direita ganha força com a eleição de deputados da bancada evangélica ou representantes do pensamento liberal. O PT deverá ter uma oposição forte e que possa construir um novo projeto de nação para as eleições de 2018 como forma de alternativa ao status quo atual.

Aécio Neves terá que juntar os cacos de uma eleição tão acirrada. O candidato natural a presidente no tucanato será Geraldo Alckmin. Ele terá que governar o estado de São Paulo com uma alta taxa de popularidade para lhe garantir a vaga para eleição de 2018. Os petistas vão clamar pela volta do ex-presidente Lula por não terem um sucessor em mente. Poderemos ter uma corrida eleitoral mais longa da história diante da polarização tucano-petista que continuará firme e forte no próximo mandato.

A terceira via representada por Marina Silva vai ter que ser criada ás margens da polarização. O partido que ela deseja criar, a Rede, vai ter que esforçar para ser registrado no TSE. O tribunal pensa em medidas para padronizar os métodos usados pelos institutos de pesquisa para ter uma melhor análise. Isso não se resolve por decisão judicial, mas sim com a maior transparência dos mesmos quando realiza uma amostragem de disputa presidencial.

Todos os analistas políticos que li defendem uma reforma política para diminuir o número de partidos, ter um campanha eleitoral transparente e se possível; debates que tenha a discussão de ideias como a essência da disputa. Mas o nosso país sofre do analfabetismo político como foi citado no blog abecedário; do site do jornal Folha de S. Paulo. A população, instituições e afins devem forçar este aparar de arestas por um Brasil melhor que PT e PSDB não sabem fazer direito.

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Réplica e Tréplica

Ontem, a Rede Record realizou o terceiro debate do segundo turno entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). Podemos dizer que tal encontro foi morno diante dos mesmos organizados pela Band e SBT. Os candidatos tomaram a consciência da falta de juizo das campanhas negativas. Tais postulantes decidiram usar um tom mais civilizado, mas se esqueceram de discutir as propostas para o país. Ficamos vendo o festival de réplica e treplica.

O debate foi uma chatice. Os candidatos não discutiram nada. Ambos fizeram promessas que não sabemos se serão cumpridas a risca. Dilma falou dos tempos de FHC enquanto Aécio criticou a era Lula. A polarização entre PT-PSDB mostra sinais de desgaste, mas continua firme como uma rocha para os marqueteiros que martelam em nossas cabeças campanhas de medo e terror invés de mostrar soluções para os problemas do nosso país.

O festival de réplica e tréplica mostra ser uma constante em país onde os debates são engessados pelos marqueteiros. Este que vos posta se pergunta se tais gênios da propaganda política já viram os encontros feitos nos Estados Unidos, França e outros países onde a democracia está em estágio avançado. Nestes territórios, as idéias são discutidas de forma honesta e os jornalistas podem fazer perguntas interessantes para um simples eleitor.

Se o eleitor teve a disposição de ver um debate que não serviu para nada. Isso mostra que nossa democracia precisa de uns ajustes. Nada de plebiscitos ou referendos. Precisamos rever o modo como as campanhas são feitas. Por mais que a troca de farpas e acusações continua no imaginário nacional. A população quer propostas sérias que possam mudar as suas vidas como um todo e não apenas quatro anos de um presidente e suas crises políticas.

O próximo debate será realizado pela Globo na próxima sexta-feira. O diferencial que terá um bloco de perguntas de eleitores indecisos. Isto vai permitir que os candidatos respondem as perguntas da população. Mas será que Aécio e Dilma estão preparados para sair da zona de conforto onde estão neste estágio da campanha eleitoral? Isso vai ser uma grande incognita para uma população descrente e quer ideias do que réplicas e tréplicas.

 

Oh Minas Gerais

Agora há pouco, o portal UOL, a rádio Jovem Pan e a rede de TV SBT organizaram o debate presidencial. O que vimos foi mais um festival de troca de farpas e acusações pessoais. Nós vimos uma ampla discussão sobre Minas Gerais do que os problemas que o nosso país vive. Pontos importantes como o papel da forças armadas no combate a violência ou a política de narcóticos foram discutidas de forma clara, mas perderam espaço para o concurso de picuinhas protagonizado por Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

Neste debate. ambos pouparam a economia e focaram em discussões que sempre terminavam em ataques pessoais. Não sei porque não teve um direito de resposta quando Aécio falou do irmão de Dilma que foi nomeado para um cargo na prefeitura de Belo Horizonte em 2003 ou quando a candidata do PT abordou o caso da blitz da lei seca onde o candidato do PSDB foi pego no Rio de Janeiro. O eleitor quer propostas e não picuinhas produzidas por assessores.

Este é um momento de acirramento eleitoral que o país vive. Tanto que as pesquisas de boca de urna do IBOPE não será feita neste segundo turno. A ansiedade do resultado será anunciado no domingo dia 26 ás 20:15. As próximas pesquisas eleitorais serão feitas no intervalo entre os debates do SBT e Record. Isto pode permitir uma noção clara sobre a disputa presidencial. Mas clima maniqueista que o Brasil está vivendo pode ser um fator importante para a campanha.

O fato de Aécio ter sido aplaudido ou Dilma ter passado mal após o debate podem mostrar que tais candidatos estão perdendo a noção de bom senso e isso prejudica a democracia. Não queremos uma luta de MMA ou Boxe. Queremos propostas para os próximos quatro anos de mandato presidencial. Isto é de suma importância para o futuro deste país que vive problemas econômicos, sociais, segurança, mobilidade urbana, infraestrutura e afins.

O próximo debate na Record deve ser mais interessante do que o reality show A Fazenda. Os candidatos devem planejar uma nova conduta baseadas nas pesquisas eleitorais divulgadas nos próximos dias.  Eles estão preparando uma nova munição para seus ataques invés de discutir os programas de governo que tanto escondem do público. Este período onde temos a nuvem da confusão diante das tempestades políticas que Dilma e Aécio devem proporcionar nos últimos dias de campanha eleitoral.

O debate da troca de farpas

Ontem, a Band realizou o primeiro debate presidencial deste segundo turno. Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) protagonizaram a maior troca de farpas na história recente. Invés de discutir propostas, eles quiseram debater o legado do governo FHC ou abordar o escândalo da Petrobras. A forma como o debate foi organizado permitiu este deserto de ideias como foi mostrado para uma população que quer uma mudança em suas vidas e não um festival de picuinhas de petistas contra tucanos.

Isso torra a paciência do eleitor. Todo candidato que se preza quer discutir suas ideias como se fosse algo revolucionário ou cria uma entropia no consciente coletivo da população. Quem assistiu o debate sentiu falta de assuntos como política externa ou um novo modus operandi para as forças armadas. PT e PSDB vivem um momento onde a polarização criou teias de aranha em seus cérebros. Eles só querem discutir quem foi o pai do atual periodo de prosperidade econômica e social de um país como o nosso.

A troca de farpas entre Dilma e Aécio só cria a sensação do mais do mesmo. Dilma cita Lula como se fosse o pai do Brasil enquanto Aécio fala de FHC como o grão-tucano que mudou o país. Está é uma disputa eleitoral de 2014 e não 1994 ou 2002. Não queremos um passo atrás como propoem tais postulantes. Mas eles se esquecem que o eleitor é um ser inteligente e que precisa ter sua inteligência respeitada de uma forma simples. Isso permite que a pessoa escolha melhor seu candidato.

Dilma e Aécio ficaram em um lenga-lenga prejudicial a democracia. Eles discutiram mais sobre o Minas Gerais (estado onde Aécio foi governador) do que uma política para o Nordeste por exemplo. Os candidatos ficaram reféns de seus marqueteiros e suas estratégias de ataque. Não sei porque adotam isso porque é inutil para quem quer ser um presidente de uma nação como a nossa que tem tantos problemas estruturais e sociais que não são resolvidos em uma simples canetada.

Amanhã, Aécio e Dilma irão se enfrentar no debate promovido pelo portal UOL, a rádio Jovem Pan e a rede de tv SBT. Os candidatos não sabem ainda a reação do público ao primeiro embate. A troca de farpas vai continuar como forma de chamar a audiência ou falta de propostas de ambos os candidatos. Vamos necessitar da mais paciência porque o deserto de ideias onde eles vivem continua a mandar em seus cérebros enquanto temos uma população quer propostas e não troca de farpas.

Marina e Aécio

Hoje, Marina Silva declarou seu apoio ao candidato Aécio Neves (PSDB) no segundo turno. Isso foi feito após uma carta de intenção de Aécio foi divulgada. Tal documento declara o apoio do tucano as medidas que seriam adotadas pelo programa de governo da pessebista. Isto pode significar um avanço político no Brasil. Aécio declarou que ele e Marina são um corpo só. Tanto que o político ganhou apoio da familia do finado Eduardo Campos. Em comício na cidade pernambucana de Sirinháem, Aécio afirmou que os “sonhos de Eduardo” são seus também.

Este é um momento crucial deste segundo turno. Aécio tem se mostrado um hábil articulador político e fazendo concessões claras para quem apoia. Dilma Rousseff só recebeu apoio de alas de partidos de esquerda como o PSOL pela rejeição dos mesmos ao tucanato. O tucano consegue mostrar ser uma alternativa ao petismo tanto com uma política econômica pró-mercado quanto as suas propostas de reformas. Este é o sinal de confiança no eleitorado tem no político mineiro.

Marina está fortalecendo a terceira via que tanto defende declarando apoio a alternância do poder invés de ficar neutra diante de uma disputa acirrada envolvendo tucanos e petistas. Não sabemos se Marina irá disputar a eleição presidencial de 2018. Mas fica claro que com a criação de seu partido, a Rede, a política acreana está querendo formar uma opção eleitoral com a sua nova política que tanto defende em seus discursos de campanha e comícios durante o primeiro turno.

Dilma tem usado a campanha do medo e tirado o fantasma FHC do armário. Mas temos uma reação diferente do tucanato que retruca com propostas além de defender o legado do ex-presidente no campo econômico. Os tucanos querem ganhar está eleição como se fosse a última partida de um campeonato de pontos corridos. A militância petista está confusa diante de um eleitorado que rejeita as idéias de esquerda que continua prosperando no país.

As próximas duas semanas serão intensas com os debates. Isso vai permitir que o eleitor tenha uma compreensão mais clara das propostas defendidas por tais postulantes ao Planalto. Aécio e Dilma terão que convencer a população quem é o candidato que pode mudar a sua vida nos próximos quatro anos. O Homo Causticus vai acompanhar tais encontros e fornecer uma visão clara sobre isso. Está é a campanha mais acirrada nos últimos 25 anos e este blog tem o dever de ser honesto com o leitor.

 

Entre esquerdistas e conservadores

Com o segundo turno em curso. Temos mais um bombardeio de acusações de esquerdistas e conservadores pela luta de conquistar corações e mentes dos eleitores. Nessa semana, o meu facebook virou um depósito de prints e propaganda de ambos os lados do conflito eleitoral. Tanto que rachei de rir de uns videos onde o Aécio Neves (PSDB) posa como aquele que irá salvar o país do comunismo ou a preocupação de petistas como uma eventual derrota na urnas.

O eleitor quer um país melhor e não um monte de discussões que não levam a nada. Nesse segundo turno, Dilma Rousseff (PT) ressuscitou o velho ataque ao ex-presidente FHC enquanto Aécio pediu uma campanha limpa. Mas como vamos ter uma discussão séria neste país onde o cantor Lobão fala da bundamolice da esquerda enquanto os petistas acusam tal pessoa de ser reacionária por defender pontos de vista conservadores e assustadores ao lulismo vigente nesta terra.

Como editor deste blog, peço que ambos os lados esqueçam suas escaramuças e apresentem propostas ao futuro deste país. O eleitor está cansado de tanto bombardeio de bobagem de pensadores que querem apenas expor seu ponto de vista e atacar o que lhe acha um absurdo da realpolitik. Temos que aturar tais teorias como se fossem verdades absolutas que vão ser a base de um futuro programa de governo que pode tirar o Brasil na situação de paralisia econômica que vive.

Como já foi relatado em posts passados. O Brasil vive uma polarização além de uma guerra de retórica entre PT e PSDB. Com um cenário incerto e de empate técnico entre Aécio e Dilma. Não sabemos quem realmente está perto de vencer essa eleição e ser um futuro presidente ou se manter no cargo. Isso exige uma ampla pesquisa do eleitor sobre as propostas dos candidatos para que sejam honrados em um voto de confiança além de decidir o rumo que o país irá tomar.

As próximas semanas serão de grande importância para o eleitor. A batalha entre esquerdistas e conservadores irá te irritar se vc usar o Facebook. As pesquisas de intenção de voto estarão sendo divulgadas a rodo pela mídia brasileira. Vamos precisar de muita paciência e jogo de cintura. A missão deste humilde blog é informar o nobre leitor sobre o momento político que nós vivemos com independência, respeito a inteligência alheia e um pouco de sarcasmo para o bem da humanidade.

O sinal das urnas

Com mais de 80% das urnas apuradas. Teremos o segundo turno entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). A decepção da mídia internacional com a eliminação de Marina Silva (PSB). O resultado mostra como vai ser díficil está campanha presidencial. Teremos um periodo de amplo ataque de ambos os lados. Mas com a diferença que o eleitor está mais atento as propostas do que nos desaforos eleitorais que vão se produzidos nos anúncios e programas que serão transmitidos no rádio e na TV;

A diferença de 5 pontos entre Dilma e Aécio mostra a velha polarização PT e PSDB está com força total. As pesquisas eleitorais que serão feitas no intervalo de uma semana entre o fim da apuração e o ínicio da campanha eleitoral no rádio e TV serão uma forma de termometro dos anseios dos brasileiros em relação ao futuro governo. Mas os tweets onde os eleitores de Aécio soltam rojões contra o PT enquanto os petistas estão quietos em relação a isso demonstra como será o clima no segundo turno.

O surpreendente foi a queda livre de Marina. A candidata cujo o favoritismo foi apontado em pesquisas pós-mortem de Eduardo Campos. Isso foi um duro golpe em uma postulante onde a militância considerava como uma santa que poderia mover montanhas e desertos em sua causa por uma nova política. Os rumores que o PSB deseja apoiar Aécio no segundo turno mostra o enfraquecimento de Marina na máquina do partido. Os caciques pessebistas querem se unir ao candidato do PSB para fazer frente ao PT.

PT e PSDB fizeram uma campanha conjunta e Marina contribuiu para isso com seus recuos e incertezas sobre o país em seu comando. Mesmo com o lançamento de seu programa de governo. Marina não conseguiu inspirar a população em torno de seu nome. Aécio conseguiu esboçar uma reação nas urnas onde mostra uma população insatisfeita com os doze anos de PT no governo. A população está preocupada com a economia. Ponto forte do candidato do PSDB neste últimos meses.

As próximas semanas exigirão uma postura mais clara dos candidatos. Mesmo que o ex-presidente Lula tenta eleger o PSDB como inimigo público nº1 ou Fernando Henrique afirmei que o PT está estragando o futuro do Brasil. Teremos uma campanha onde vai a exigência do eleitor é qual candidato vai mudar a sua vida nos próximos quatros anos. Dilma e Aécio vão batalhar por corações e mentes. Isso é a tônica de uma campanha acirrada onde a população quer um país melhor mesmo que o PT e o PSDB não conseguem oferecer.