Chamam os ministros

Lulão pediu que os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Luiz Paulo Barreto (Justiça) irem á público e rebaterem acusações feitas pela oposição nos escândalos da receita federal e da casa civil. Pelo jeito, ele não gosta de investigações rigorosas.

As saudades de Itamar e a recuperação da oposição.

No seu tempo de presidente da república, Itamar Franco (1992-1995) fazia jus a sua fama de homem integro e ético. Com ele, algum membro do seu governo que era envolvido em escândalos de corrupção era demitido para poder se defender é só voltava ao seu cargo se fosse inocentado.

Foi assim com seu Chefe da Casa Civil, Henrique Hargreaves (que foi acusado de favorecimento com o caso dos anões do orçamento, mas foi inocentado e voltou ao cargo); com os Ministros da Fazenda, Eliseu Resende (que foi demitido após denúncias de favorecimento a empreteira Noberto Odebrecht) e Rubens Ricupero (que disse que quando a coisa é ruim, a gente esconde); e com o Ministro de Minas e Energia, Alexis Stepanenko (que publicou um memorando pedindo que as inaugurações de obras ligadas ao ministério fossem usadas para favorecer o candidato Fernando Henrique) .

Seus sucessores nunca tiveram esta atitude. Tanto Fernando Henrique e Lula, sempre faziam afagos em pessoas que estavam envolvidas em escândalos de corrupção. No caso de FHC, ele fazia as coisas de maneira discreta e seus ministros pediam demissão como Medonça de Barros (ministro das comunicações envolvido no caso do grampo do BNDES durante as privatizações de setor telefônico).

No caso de Lula, as coisas são feitas de maneira escancarada. Tanto que pessoas envolvidas em casos de corrupção são defendidas de maneira espetacular. O presidente vem á público e faz críticas pesadas a todos aqueles que são contra o país (na sua visão turva e rasteira das coisas) que são a oposição e imprensa tida como golpista (ele não entende que imprensa cumpre o seu papel na sociedade).

Tome o exemplo o escândalo da quebra de sigilo de tucanos e de familiares de José Serra promovido por funcionários da Receita Federal. Um caso gravíssimo que poderia gerar a demissão do secretário da Receita e de seu chefe, o Ministro da Fazenda. Mas com Lula, o caso é abafado pelo governo e banalizado pelo próprio presidente.

Para o governo, o caso é uma mera picuinha da oposição desesperada. E os envolvidos nestes casos não são punidos e ao mesmo tempo, são premiados pelo próprio governo (como o caso de Erenice Guerra, braço direito de Dilma Rousseff nos tempos de Casa Civil, envolvida na fabricação de um dossiê contra FHC. ele foi promovida para chefe da Casa Civil no lugar de Dilma). O absurdo é tanto que próprio governo e o PT se põe no lugar de vítima.

Por essas e outras que tenho saudades de Itamar Franco e suas atitudes em defesa da ética.

Até que enfim.

Até que enfim, os tucanos assumiram o seu papel de oposição. Agora, podemos ter um debate de dois projetos antagônicos sem a bendita idéia que não se pode atacar o governo Lula com seus 80% de popularidade. Antes tarde do que nunca. Só espero que o tucanato pare de esconder os feitos positivos do governo FHC como as privatizações como se fosse um PC soviético.

O genro 2: a missão.

A quebra de sigilo do genro de Zé Serra, o empresário Alexandre Bourgeois, foi feito pelo computador da servidora Adeilda Ferreira dos Santos na famigerada agência da Receita Federal em Mauá (SP). Tanto que justiça liberou a quebra de sigilo da funcionária que é ligado ao PMDB. Pelo visto, so sanguessugas do PMDB estão aprendendo o modus operandi petista.

Ele apareceu

O Office boy Ademir Estevam Cabral apareceu finalmente. Ele foi a uma delegacia da polícia civil de SP e afirmou que não teve ligação com a quebra de sigilo fiscal da filha de Zé Serra, Verônica. Será que ele vai entregar todo mundo do PT envolvido com este escândalo?

Novas vítimas

O escândalo da quebra de sigilo fiscal do tucanato e filha de Zé Serra já tem nova vítima. Se trata do genro de Zé Serra. Será que os petistas violadores vão violar o sigilo dos netos de Zé Serra no futuro.

Sempre vazou

O ministro da fazenda, Guido Mantega (que tem uma cara de anão de jardim), disse que na Receita federal sempre teve vazamentos de sigilos fiscais. Pelo visto, a Receita Federal é mais nova casa da mãe Joana dirigida por petistas.

Ele não sabia de novo

Hoje, o jornal Folha de S.Paulo relata uma conversa entre Zé Serra (quando era governador deSP) e Lulão ocorrida em janeiro deste ano. Na conversa, ele tinha relatado ao Lulão que blogs ligados ao PT (o curral do Lulão) tem divulgado dados da Receita Federal de sua Filha Verônica. Tanto que artigo publicados por estes blogs foram mostrados ao Lulão. Lulão disse que não sabia de nada. Pelo jeito, ele continua o mesmo idiota alegre de sempre.