Il Rottamatore

Hoje, o presidente italiano Giorgio Napolitano pediu que o líder do Partido Democratico, Matteo Renzi formasse um novo governo após a renúncia do premiê Enrico Letta. Esse ato foi tomado após o secretário-geral do PD conseguiu convencer a militância sobre a necessidade de mudança na liderança do país (o PD tem a maioria no parlamento).

Renzi é o prefeito de Florença. Ele tem o apelido de Il Rottamatore pelo seu jeito reformista. O político italiano tem defendido um novo modo de fazer política em um momento onde os políticos sofrem uma séria crise de credibilidade. Ele é mais jovem premiê que a Itália já teve e uma esperança para um país descrente.

Mas Renzi usou a velha tática do puxa-tapete para tirar Letta do caminho. Ele ficou menos de um ano no governo e não conseguiu fazer as reformas políticas e econômicas que os italianos precisam para tirar o país da crise que vive. Esse será um grande desafio para o novo premiê terá que resolver nos próximos meses.

Renzi mostrou o seu estilo ao dirigir seu próprio carro ao chegar ao palácio presidencial de Chigi. Ele encanta os jovens ao mostrar que está disposto a enfrentar a velha política italiana com um estilo durão e ao mesmo tempo simpático. Isso vai exigir um jogo de cintura além de muitos gestos de boa vontade da velha política com o novo premiê.

Il Rottamatore irá ter que tomar decisões impopulares em um país onde os premiês duram em média 2 anos com salvas exceções como Il Cavaliere e problemático Silvio Berlusconi. Mas o novo premiê pode cair nas graças de população se mudar o que está ruim sem efeitos colaterais. Esse é desafio de Matteo Renzi.

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O triste fim do crocodilo

Ontem, os italianos soltaram os rojões. Mas não era por alguma comemoração de copa do mundo. Mas sim pelo fim de uma era na política italiana. Chegava ao fim o domínio do ex-premiê Silvio Berlusconi. Ele foi cassado pelo senado italiano por causa de sua condenação de fraude fiscal na compra de direitos de filmes para o seu grupo de mídia Mediaset. Isso foi um alívio para os italianos.

Durante vinte anos, Berlusconi dominou a política italiana com o seu discurso conservador após a queda da democracia-cristã por suas ligações com a máfia que foi denunciada pela operação mãos-limpas. Por tanto tempo, Berlusconi representou a direita defendendo amplas reformas econômicas que só trouxeram problemas para a economia italiana.

Tanto que Berlusconi foi agraciado com o título de Il Cavaliere ( o cavalheiro em italiano) por seus apoiadores e o apelido de crocodilo por seus adversários. Berlusconi é uma figura que se ama ou se odeia. Tanto por seus atos como um bufão ou por sua habilidade política de fugir dos processos judiciais que responde na justiça italiana que tanto acusou de servir a esquerda.

Mas a era Berlusconi chega ao fim políticamente. Mas ele terá que se defender de processos como fazer sexo com uma jovem prostituta de 17 anos durante as suas festas chamada de Bunga-Bunga. Ele ainda acusa os juizes de serem comunistas e no seu ato derradeiro, diz que a democracia italiana está de luto por causa de sua cassação do mandato de senador.

A democracia italiana não está de luto pelo crocodilo Berlusconi, mas sim feliz por se livrar de uma erva daninha como ele. Ontem, os italianos corretos foram dormir em paz. Eles viram que a justiça fosse feita contra o crocodilo Berlusconi. Agora, a Itália pode pensar no presente e planejar o futuro  sem ter a figura nefasta do crocodilo Silvio Berlusconi

A Itália de Giulio Andreotti

Nessa segunda-feira, morreu o ex-premiê italiano Giulio Andreotti. Ele morreu aos 94 anos.  Mas o legado deste homem que governou a Italia por sete vezes como primeiro-ministro entre 1972 a 1992, é uma coisa a ser discutida. Um homem controverso tanto pelo seu anti-comunismo quanto por suas ligações com a mafia italiana (que nunca foram descobertas). Andreotti era conhecido como “O Inoxidável”. nunca um apelido lhe caiu tão bem.

Filho de um professor de escola fundamental, Andreotti nasceu em 1919 na cidade de Roma. Em 1937, ele entrou em um grupo político que representava os estudantes católicos. Ele teve encontros com os papas como Pio 11. Andreotti tinha forte ligações com a igreja católica. Isso ajudou na sua formação política.

Após a segunda guerra mundial. A Itália tinha se tornado uma republica e Andreotti foi chamado para ser secretário de governo do premiê democrata-cristão Alcide de Gaspieri em 1947. Ele foi um dos responsaveis pelo projeto de constituição que prevalece até hoje.  Desde de 1947, Giulio teve uma carreira parlamentar ininterrupta tanto como deputado ou primeiro ministro. Em 1960, ele liderou a candidatura de roma para ser sede dos jogos olimpícos do mesmo ano.

De 1972 até 1992, Andreotti foi premiê italiano por sete vezes. O seu primeiro gabinete caiu nove dias após ser eleito. Desde de então, ele fazia parte de governos de coalizão tanto como premiê, mas também como ministro de relações exteriores (5 vezes) ou como ministro da defesa. Andreotti dominou a política italiana por quase 50 anos. Entre 1946 até 1992.

Mas o seu ostracismo começou quando ele foi investigado pela operação Mãos Limpas por suas ligações com a máfia italiana. Ele foi inocentado por falta de provas em 1999, mas foi julgado novamente em 2004. Ele foi inocentado. Após disso, O Inoxidável nunca mais foi o mesmo. Ele continuava na política italiana como senador vitálicio. Mas não tinha tantos poderes de outrora. Mas mesmo assim, deixou a sua marca na política italiana.

Cidade italiana proibe morte de moradores, mas dois já bateram a caçuleta.

Em tempos de crise, todo político tenta uma solução mágica.  Bem, no sul da Itália, uma cidadezinha proibiu a morte de seus moradores. A cidade de Falciano del Massico, de 4.000 habitantes decidiu que iria proibir a morte de seus moradores até conseguir construir um cemitério próprio. A cidade divide o cemitério com a vizinha Carinola, mas a lotação está esgotada. Então, o prefeito  Giulio Cesare Fava decretou a proibição de mortes na cidade. Dois moradores morreram, mas as suas familias não serão punidas. Ou seja, a morte vai ter uma queda de braço com o prefeito. Será que ela vai ajudar na construção do cemitério.

Novos premiês assumem na Itália e na Grécia. Mercados estão nervosinhos

Novos premiês assumiram o governo na Grécia e na Itália. Na terra da bota, Mario Monti anunciou o seu gabinete ministerial para enfrentar a crise econômica. No país de Zeus, Lucas Papademos ganhou o voto de confiança no parlamento para iniciar a montagem do seu ministério e anunciou que o país terá tempos dificeis na economia. Bem, os mercados continuam mais nervosos do que nunca. Será que um forte anestésico resolve o problema?