Vou ter um canal no YouTube

Em recentes conversas com os meus amigos baladeiros cariocas. Eles me questionaram porque eu não tenho um canal no YouTube dada a minha vocação para um humor ácido e a minha estranha voz como o nobre leitor percebeu nos podcasts que posto neste blog. Eis que decidi ter uma conta em tal rede social em sociedade com o meu amigo Fernando.

Nós tínhamos a ideia de fazer um podcast. Algo que estou acostumado a fazer desde de 2013. Mas perdi a vergonha e os meus amigos como o Fernando e a Turma do Rio me pediam para ter um canal para fazer algo que sempre quis. Contar os fatos históricos ou fazer vídeos de humor com a marca de uma voz estranha com sotaque carregado do interior.

Sempre tive uma visão preconceituosa sobre os Youtubers. Agora, eu agindo como um líder da oposição do Reino Unido com o seu shadow cabinet (que desastrosamente traduzem como gabinete fantasma (só falta chamar o caça-fantasma)). Meu grande amigo Fernando terá que ser um anjo da guarda para lidar com as minhas ideias intricadas de minha mente.

Vou ter tempo para planejar como o canal será feito. Além de aprender a fazer roteiro e edição de vídeo além de escolher fotos que vão ilustrar com a narração deste que vos posta. Posso fazer o tais documentários que tanto desejo fazer para concorrer com a BBC. Produzir aquelas reportagens ao estilo do programa Panorama ou um editar um boletim noticioso como se fosse os cinejornais dos anos 1950.

Vai ser um longo trabalho para fazer junto com o meu sócio Fernando. O bom de você ter alguém que acredita em seu trabalho é que podemos montar um negócio excelente para as nossas vidas. É uma forma de inovar no vasto campo da tecnologia fazendo algo que goste e se tivermos sucesso ou não. Não sei, mas tenho a sensação de fazer uma boa coisa para a humanidade.

2 anos escoceses

Quando se começa a trabalhar em uma cobertura de um evento histórico. Precisa-se de planejamento e muitas ideias para se contar as histórias, fazer análises além de montar uma estrutura técnica para te dar um suporte em um acontecimento como esse. Isso aconteceu com o referendo da independência da Escócia. Para que esse momento histórico fosse contado de uma maneira simples, informativa e única. Este que vos posta passou dois anos afinando o piano para fazer um amplo relato sobre os fatos ocorridos no dia de ontem e hoje.

Tudo isso começou em um domingo a noite em janeiro de 2012. Eu estava passando o tempo antes de ver o Newsday, da BBC World News. Entrei no site da BBC e vi um video de uma entrevista do primeiro-ministro britânico David Cameron ao programa The Andrew Marr Show, da BBC One. Em um momento, Cameron defendeu a realização de um referendo para decidir se a Escócia se torne um país independente. Assim encerrando uma união de mais de 300 anos de história e divergências.

Aquilo ficou em minha cabeça. Então avisei dois amigos sobre isso. O meu velho amigo Maurício e minha fonte oficial anônima (ela é uma amiga que quer se preservar a sua identidade) sobre o fato escocês. Nos dias seguintes, não vi nenhuma repercussão na imprensa brasileira. Mas a midia internacional estava atenta. Tanto que Cameron foi a região para tratar dos termos do referendo. Eu publiquei um post no serviço em inglês do Homo Causticus, o HC World Service, sobre tal encontro do primeiro-ministro com o lider nacionalista Alex Salmond.

Isso agradou uma leitora britânica, que republicou o meu post no blog dela. Então, iniciei a cobertura do referendo escocês desde de 2012. Quando havia uma notícia relevante sobre a votação publicava no HC World Service. Em outubro de 2012, logo nos primeiros dias que comecei a ver a BBC News, o âncora do BBC News At Ten, Huw Edwards foi para a Escócia para cobrir o acordo que permitiu o referendo. Foi a primeira vez que vi o editor de política escocesa da BBC, Brian Taylor (que entende como poucos a política local)

Apartir disso, comecei a postar notícias sobre política britânica e acompanhar de perto os dois anos de campanha. Este trabalho mudou a minha vida pelo fato neste meio tempo, eu fiz coberturas importantes como as eleições em várias partes do mundo. Em 2014, o Homo Causticus entra na cobertura com textos analisando os principais fatos do periodo eleitoral escocês. Nossa empreitada foi interessante pelo fato de acompanhar o fato desde do começo da jornada. Estes foram os dois anos escoceses de minha vida.

O que devemos escrever?

Ontem, minha amiga Mayara Cyruk comentou comigo que tinha lido sobre os infanticidios cometidos por tribos em seus rituais sagrados. Ela pediu que publicasse um texto sobre esse fato. Mas pensei como o Homo Causticus nunca lidou com um assunto desses. Falei para ela que não iria escrever tal texto porque tem pessoas que entendem e escrevem melhor sobre os infanticidios e suas complicações.

Em março deste ano, outra grande amiga e mentora, Morgana Marcatto comentou comigo a mudança da grade curricular no ensino público como a exclusão de disciplinas como história e geografia. Mas não tive tempo para publicar um texto desses. Estas duas situações mostram que um blog pode um grande serviço a população mostrando os fatos e analisando tais consequências.

Porém, eu decidi não postar estes assuntos porque não tinha tempo ou condição técnica para discutir tais assuntos em sua devida profundidade. Não comento sobre violência ou assuntos de segurança no Homo Causticus porque não entendo do assunto apesar de acompanhar o noticiário policial com o seu mundo cão de mortes e de casos que mostram o lado sombrio do ser humano.

O caro leitor do Homo Causticus tem direito de se informar sobre os assuntos que acontece ao redor do mundo e do brasil. Mas de forma séria e sem exageros. Temos o dever de informar a população sobre tais fatos para que a mesma não tire conclusões precipitadas sobre o mesmo. Isso é um trabalho que leva tempo para escolher as palavras certas na hora de serem publicadas em um texto.

Sobre os dois assuntos que citei no dois primeiros paragráfos. Penso que os infanticidios são uma covardia contra aqueles que não podem se defender. Já as mudanças na grade curricular não vão ajudar na melhoria de nossa educação que vive em situação precária. Isso é uma autocrítica ao trabalho que faço. O Homo Causticus é blog a serviço da humanidade sem ter os exageros de outros blogs.

A semana complicada

O leitor deste humilde blog percebeu que na semana passada que só foi postado um texto grande. Eu estou passando por uma fase díficil de minha vida. Tanto que não postei nada na sexta-feira para poder descansar um pouco desses problemas e ter forças para seguir com esse blog. Esse momento reflexão foi importante para mim.

O Homo Causticus vai funcionar a pleno vapor. temos um monte de assuntos para postar nessa semana. A semana passada foi importante para por as coisas no lugar. Eu fiz umas reflexões sobre o blog e o momento que estou vivendo. Isso me deu força para poder continuar a postar neste blog na funação de um garnde observatório a serviço da humanidade.

O Homo Causticus e o HC World Service vão continuar o seu serviço de informar e fazer reflexões sobre o mundo que vivemos. Nós faremos o nosso serviço com a garra , coragem e a cara de pau que sempre foi necessária para que este blog conquiste mais leitores ao redor do mundo. Nós temos a responsabilidade de estarmos atentos para que acontece no mundo.

Eu estou bem após está semana de parada forçada. Eu estou bem para continuar com este blog. Tem tempos que nós vivemos uma crise existencial. Mas estamos preparados para superar esse desafio como a coragem e altivez necessárias para poder descrever o mundo que vivemos com a honestidade necessária.

O Homo Causticus pede desculpas aos leitores por essa parada abrupta. Mas vamos continuar no nosso caminho de um trabalho certo e correto para que você, nobre leitor, continue a seu informado sobre os fatos do mundo e da humanidade como uma visão ácida e aguçada sobre assunto. Esse é o eterno espírito do Homo Causticus, um blog a serviço da humanidade.

Pânico, Gerald Thomas e a histeria nacional

Ontem, o Pânico (Band) exibiu a polêmica matéria onde o diretor de teatro Gerald Thomas apalpa a panicat Nicole Bahls. A matéria em si é muito engraçada, mas é muito polêmica por ter acontecido um possível assédio sexual. Thomas colocou a sua mão debaixo do vestido de Nicole. Isso rendeu muita audiência em sites de celebridades e blogs que cobrem tv. O Homo Causticus deu a noticia no sábado no post A Semana.

Depois de ver a matéria no domingo. Fui ler os textos de blogueiros e colunistas. A maioria dso textos que antes criticavam a atitude do Pânico e de Thomas antes da matéria ser exibida. Agora, elogiam o diretor e programa por atacarem a caretice que reina neste país. Quando li isso, percebi que vivemos uma era de histéria combinada com hipocrisia nas veias.

Isso mostra que os colunistas, blogueiros e afins não respeitam a inteligência do leitor. O que antes era uma tentativa de abuso sexual virou uma ode contra a caretice da sociedade brasileira. Isso só reforça a minha convicção de não ler noticias de sites de fofocas ou de tv. Qual é a credibilidade de um site desse.  Esse sites são aumentam a histeria nacional que ronda a internet.

Nós fomos massa de manobra de uma brincadeira estúpida feita pelos sites com a sua ansia de produzir mais noticias e ter mais audiência. O brasileiro deveria ter um pouco mais de senso crítico em relação a isso. Mas prefere assistir a uma novela das oito do que fiscalizar a política nacional. Isso é vergonhoso em país que está afã de ser uma potência emergente.

Quando vejo essas coisas, penso que nós deveríamos parar um pouco e pensarmos em nossas vidas e tentarmos melhorar a vida no nosso país. Mas na república do relaxa e goza que é o Brasil. Todo mundo quer ser um porralouca, mas ninguém que ser um careta.

Com a colaboração de Marcelo Salgado Filho.