O que será 2016?

O ano de 2016 será importante para o mundo porque teremos questões importantes de serem resolvidas neste. A eleição presidencial nos Estados Unidos, o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff além do conflito no Oriente Médio envolvendo xiitas e sunitas representado por Irã e Arábia Saudita respectivamente.

Na Europa, teremos uma longa batalha entre os eurocéticos contra a União Europeia. A negociação da permanência do Reino Unido junto com a crise migratória pode ser importantes para o futuro do bloco. Mas os poloneses podem trazer uma longa dor de cabeça com a nova lei de mídia e da reforma na corte constitucional feitas no fim de ano.

Na América Latina, poderemos ter mais um governo de esquerda sendo derrotado pelas urnas como no Peru com um amplo favoritismo de Keiko Fujimori, filha do ex-presidente condenado Alberto Fujimori. Enquanto no Brasil, as eleições municipais serão importantes para saber como a população vai reagir aos recentes escândalos de corrupção nas urnas.

Na economia, a longa discussão sobre as reformas que terão que ser feitas para restaurar a credibilidade do Brasil perante o capital estrangeiro. Teremos que observar o comportamento do governo chinês para conter a ameaça de uma bolha especulativa além de ficar atentos aos movimentos feitos pela Grécia.

2016 será um ano interessante para se acompanhar. Vamos ter longos 366 dias de trabalho e artigos para descrever os fatos que aconteceram para informar ao nosso leitor sobre as ações e reações deste mundo tão enigmático quão maravilhoso. Vamos ter um bom 2016 e muito textos pela frente.

 

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2015 e o mundo

Todo ano tem eleição no mundo. Ao menos nos países onde a democracia é alma do sistema político. Neste 12 meses, o Homo Causticus fará cobertura nas eleições na Croácia, Nigéria, Grécia, Argentina, Reino Unido, Canadá, Polônia, Turquia, Israel e Suécia. Tais nações tem uma ampla história do direito da população de escolher o representante para o parlamento, primeiro-ministro ou presidente. Isso irá exigir um esforço de mostrar ao leitor como a democracia funciona neste planeta tão complicado.

2015 será um ano complicado para a União Europeia. As eleições na Grécia, Reino Unido, Suécia e Polônia vão mostrar a vitalidade do projeto europeu que se recupera de uma longa crise econômica. Se os gregos querem eleger um líder socialista e anti-austeridade como Alex Tsipras (Syriza) e os britânicos elegerem um novo parlamento tão fragmentado e hostil a UE. Pode exigir um esforço de Bruxelas de reformas na estrutura burocrática na entidade para enfrentar estes novos desafios a serem enfrentados.

2015 pode ser um ano importante para a América. As eleições no Canadá e Argentina vão ser um teste importante para o futuro do continente após o anúncio do reatamento de relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos. No Canadá, o primeiro-ministro Stephen Harper tenta a reeleição enquanto os portenhos podem por fim aos 12 anos de Kirchnerismo, mas não abandonar o peronismo político. O novo presidente argentino terá que por a casa em ordem para restaurar a credibilidade do país.

2015 pode ser uma tentativa dos turcos conter o impeto do presidente Recep Tayyip Erdogan. O primeiro-ministro Ahmet Davutoglu irá liderar o AKP para conquistar um quarto mandato no parlamento enquanto na Nigéria, o presidente Goodluck Jonathan tenta uma reeleição em meio ao caos no norte do país africano que sofre com o grupo terrorista Boko Haram. Pode ser dizer que a campanha eleitoral na Nigéria vai ser muito agitada dado os problemas da política local desde da redemocratização em 1999.

Mas 2015 poderemos ter muitas reviravoltas como a crise entre ucranianos e russos. A constante queda do preço do petróleo e além da luta da coalizão internacional contra o grupo terrorista Estado Islâmico no Iraque e na Síria. Se em 2014 vimos que as revoltas populares tomarem do imaginário mundial. Isto não será diferente neste novo ano que começa. Mas teremos um longo caminho pela frente para entender este planeta e suas contradições tanto na democracia quanto na ditadura.

Dilma 2.0 e Brasil de 2015

O Brasil sempre foi chamado de o país do futuro por sempre encarnar a esperança de um mundo melhor. Nós temos que olhar pra frente, mas a história quer que refletimos sobre o passado e o presente para fazer algo bom no futuro. Os brasileiros viram o discurso da presidente Dilma Rousseff em sua posse para um novo mandato defendendo um ajuste na economia sem sacrificar a população. Ainda dizer que o escândalo da Petrobras não irá prejudicar o futuro da estatal petrolífera.

2015 será o ano do apertar o cinto na economia e cortar na carne na política. O escândalo da Petrobras pode ganhar novos rumos com os acordos de delação premiada. Isso irá permitir uma nova onda de investigações no congresso hostil a presidente. A provável eleição do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Câmara dos Deputados pode trazer uma instabilidade na base aliada que vive um duelo entre PMDB e PT por disputa de cargos em ministérios, estatais e agências reguladoras.

2015, o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, terá que organizar as contas públicas para fazer um ajuste fiscal na economia que tanto precisa disso para estimular a confiança do mercado e dos empresários. Isso vai exigir concessões dolorosas como um provável corte nos benefícios trabalhistas, aumento de impostos e dos juros e afins. Isso vai tentar controlar a inflação em vias de alta após anos de descontrole econômico e da contabilidade criativa que o governo adotou desde de então.

A oposição classificou o discurso como escapista por não tratar do escândalo da Petrobras. Mas a população quer saber como um setor crítico ao governo tem de oferecer para os próximos quatro anos. A imprensa está de olho no novo ministro das comunicações, Ricardo Berzoini. Ele prometeu defender um projeto de regulação da mídia no aspecto econômico e não editorial. Já tenho na imaginação uma capa da Veja com duras críticas ao novo membro do gabinete ministerial.

Neste momento onde os brasileiros querem saber como será o ano de 2015. O governo e a oposição terão que ser honestos para permitir uma reflexão com aqueles que desejam ter um país, comprar um carro novo, financiar a construção de uma casa nova, investir em ações na bolsa de valores. Isso vai exigir um estado forte. Mas será que eles compreende a tamanha da missão que terão pela frente nos gabinetes de Brasília. Isso é o eterno país do futuro chamado Brasil.

Um ano de decisões

2014 é um ano marcado por eleições em vários países como Tailândia, Brasil, Índia e África do Sul. Além do referendo da independência da Escócia e das eleições para o parlamento europeu. Isso vai ser importante para o teste das democracias das potências emergentes tanto na capacidade de escolha de novos líderes e de mudanças no status quo político local. Isto é um termômetro para as tendências mundiais.

No caso tailandês, a votação foi convocada em meio de protestos populares que queriam a renúncia da premiê Yingluck Shinawatra. Os tailandeses terão uma eleição onde a oposição boicota e o governo aprensentas reformas que não mudam nada. O pleito será no dia 2 de fevereiro.

África do Sul e Índia terão eleições que definiram o rumo político de tais países. Na política sul-africana, teremos o ANC enfrentando a sua primeira eleição sem a figura de Nelson Mandela. Na questão indiana, o Partido do Congresso, do jovem Rahul Gandhi, enfrentará o naciionalista BJP, de Narendra Modi. Os dois países terão disputas acirradas em votações marcadas no meio do ano.

Já a questão tupiniquin, teremos uma votação onde cenário favorece a presidente Dilma Rouseff (PT), mas a política econômica pode estragar isso além dos candidatos oposicionistas como Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Outro fator são como os protestos de junho de 2013 refletirão nessa eleição além da insastifação do Brasileiro com a classe política.

Na questão europeía, as eleições irão refletir a questão da força de Bruxelas sobre a vida dos europeus. O principal tema será a imigração, que será feita por partidos anti-EU. Na Escócia, os nacionalistas poderão vencer o referendo, mas terão problemas como a economia e a pressão de Londres para manter a Grã-Bretanha unida. Teremos um ano decisões em 2014.