2015 e o mundo

Todo ano tem eleição no mundo. Ao menos nos países onde a democracia é alma do sistema político. Neste 12 meses, o Homo Causticus fará cobertura nas eleições na Croácia, Nigéria, Grécia, Argentina, Reino Unido, Canadá, Polônia, Turquia, Israel e Suécia. Tais nações tem uma ampla história do direito da população de escolher o representante para o parlamento, primeiro-ministro ou presidente. Isso irá exigir um esforço de mostrar ao leitor como a democracia funciona neste planeta tão complicado.

2015 será um ano complicado para a União Europeia. As eleições na Grécia, Reino Unido, Suécia e Polônia vão mostrar a vitalidade do projeto europeu que se recupera de uma longa crise econômica. Se os gregos querem eleger um líder socialista e anti-austeridade como Alex Tsipras (Syriza) e os britânicos elegerem um novo parlamento tão fragmentado e hostil a UE. Pode exigir um esforço de Bruxelas de reformas na estrutura burocrática na entidade para enfrentar estes novos desafios a serem enfrentados.

2015 pode ser um ano importante para a América. As eleições no Canadá e Argentina vão ser um teste importante para o futuro do continente após o anúncio do reatamento de relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos. No Canadá, o primeiro-ministro Stephen Harper tenta a reeleição enquanto os portenhos podem por fim aos 12 anos de Kirchnerismo, mas não abandonar o peronismo político. O novo presidente argentino terá que por a casa em ordem para restaurar a credibilidade do país.

2015 pode ser uma tentativa dos turcos conter o impeto do presidente Recep Tayyip Erdogan. O primeiro-ministro Ahmet Davutoglu irá liderar o AKP para conquistar um quarto mandato no parlamento enquanto na Nigéria, o presidente Goodluck Jonathan tenta uma reeleição em meio ao caos no norte do país africano que sofre com o grupo terrorista Boko Haram. Pode ser dizer que a campanha eleitoral na Nigéria vai ser muito agitada dado os problemas da política local desde da redemocratização em 1999.

Mas 2015 poderemos ter muitas reviravoltas como a crise entre ucranianos e russos. A constante queda do preço do petróleo e além da luta da coalizão internacional contra o grupo terrorista Estado Islâmico no Iraque e na Síria. Se em 2014 vimos que as revoltas populares tomarem do imaginário mundial. Isto não será diferente neste novo ano que começa. Mas teremos um longo caminho pela frente para entender este planeta e suas contradições tanto na democracia quanto na ditadura.

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