Dilma 2.0 e Brasil de 2015

O Brasil sempre foi chamado de o país do futuro por sempre encarnar a esperança de um mundo melhor. Nós temos que olhar pra frente, mas a história quer que refletimos sobre o passado e o presente para fazer algo bom no futuro. Os brasileiros viram o discurso da presidente Dilma Rousseff em sua posse para um novo mandato defendendo um ajuste na economia sem sacrificar a população. Ainda dizer que o escândalo da Petrobras não irá prejudicar o futuro da estatal petrolífera.

2015 será o ano do apertar o cinto na economia e cortar na carne na política. O escândalo da Petrobras pode ganhar novos rumos com os acordos de delação premiada. Isso irá permitir uma nova onda de investigações no congresso hostil a presidente. A provável eleição do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Câmara dos Deputados pode trazer uma instabilidade na base aliada que vive um duelo entre PMDB e PT por disputa de cargos em ministérios, estatais e agências reguladoras.

2015, o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, terá que organizar as contas públicas para fazer um ajuste fiscal na economia que tanto precisa disso para estimular a confiança do mercado e dos empresários. Isso vai exigir concessões dolorosas como um provável corte nos benefícios trabalhistas, aumento de impostos e dos juros e afins. Isso vai tentar controlar a inflação em vias de alta após anos de descontrole econômico e da contabilidade criativa que o governo adotou desde de então.

A oposição classificou o discurso como escapista por não tratar do escândalo da Petrobras. Mas a população quer saber como um setor crítico ao governo tem de oferecer para os próximos quatro anos. A imprensa está de olho no novo ministro das comunicações, Ricardo Berzoini. Ele prometeu defender um projeto de regulação da mídia no aspecto econômico e não editorial. Já tenho na imaginação uma capa da Veja com duras críticas ao novo membro do gabinete ministerial.

Neste momento onde os brasileiros querem saber como será o ano de 2015. O governo e a oposição terão que ser honestos para permitir uma reflexão com aqueles que desejam ter um país, comprar um carro novo, financiar a construção de uma casa nova, investir em ações na bolsa de valores. Isso vai exigir um estado forte. Mas será que eles compreende a tamanha da missão que terão pela frente nos gabinetes de Brasília. Isso é o eterno país do futuro chamado Brasil.

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