Sincero Levy vai a Washington para acalmar o FMI

Depois de altas e baixas do Dólar e a previsão pessimista do FMI. O ministro da Fazenda, Joaquim Sincero Levy vai ao Washington para acalmar a instituição e fazer uma bela propaganda de suas reformas para a economia. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, O discurso tem 30 itens para o bom economista compreender a nossa situação. Pelo jeito, ele não deve fazer nenhum de seus comentários sinceros sobre o governo.

Largade cita Brasil como exemplo negativo para desespero do sincero Levy

Em um seminário do Banco Mundial, a diretora-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde afirmou que a instituição não previu o mau desempenho das economias emergentes e citou o Brasil dizendo que o país está estagnado e a previsão de crescimento é levemente negativa. Pelo jeito, o ministro da Fazenda, Joaquim Sincero Levy deve ter levado um belo esporro de Dilminha.

As reformas gregas

Hoje, o Eurogrupo (entidade que representa os países da Europa que tem o Euro como sua moeda) aprovou o plano de reformas da Grécia. A entrega da minuta foi adiada dado as concessões feitas por Atenas em questões essenciais como o sistema de bem-estar social e as reformas para dinamizar a economia. O novo governo comandado pelo partido anti-austeridade Syriza prometeu fazer o que for necessário. Tanto que atual pacote de resgate foi estendido por quatro meses para sanear as contas públicas.

O plano grego consiste:

  • Combater a corrupção
  • Manter o sistema de bem-estar social para salvar o país de uma crise humanitária, mas sem aumentar os gastos públicos.
  • Cortar o nº de ministérios de 16 para 10.
  • Reforma no funcionalismo público para evitar cortes de salários
  • combate a evasão fiscal
  • Não terá mais privatizações, mas manter os processos em andamento
  • Reformas no setor previdenciário
  • Nenhum aumento repentino no salário mínimo pelo governo.

A proposta foi aprovada pelo Eurogrupo. Agora, os parlamentos nacionais dos países-membros terão ratificar o acordo. Podemos dizer que Syriza teve que fazer concessões. O temor da falta de caixa no setor bancário preocupou o novo governo. No sábado passado, o primeiro-ministro Alexis Tsipras afirmou em um pronunciamento a nação que a batalha foi vencida, mas a guerra ainda não terminou. Isso pode ser interpretado como um recuo de Atenas diante de um cenário adverso.

Ainda por cima, a proposta foi vista com cautela pela troika União Europeia (UE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI). O triunvirato supervisiona as contas públicas gregas desde 2010. A vitória do Syriza foi aprovação dos termos da crise humanitária como a manutenção do serviço público de saúde livre de pagamentos para uma população cujo o custo de vida aumentou drasticamente após a crise. Os gregos podem estar aliviados neste momento decisivo em suas vidas.

Os próximos meses serão profunda importância. Um novo acordo precisa ser negociado até junho quando o pacote de resgate estiver com o prazo de validade vencido. UE, BCE e FMI terão uma batalha intensa diante de um governo que não admite que a austeridade possa punir uma população incapaz de pagar as suas contas. O funcionalismo público e os aposentados estão ansiosos pelo futuro de seus salários e pensões. Será que teremos um mar revolto em Atenas até junho de 2015 ou não?

O banco dos Brics

Semana passada, a cúpula dos Brics que foi realizada em Fortaleza. Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul entraram em um acordo para criar um banco de desenvolvimento e um fundo de investimento de 100 bilhões de dolares. Está nova instituição terá sua sede na China e seu primeiro presidente será indiano.

O que isto significa para o mercado financeiro. Os Brics estão criando uma alternativa para atender as economias emergentes e países que não te acesso a linha de crédito fornecida pelo FMI e o Banco Mundial. Mas como está nova instituição financeira vai lidar com os desequilibrios de poder entre China, Índia, Brasil, Rússia e África do Sul.

Os Brics são eventuais concorrentes. Tanto que China é um país-fábrica enquanto a Índia sofre com problemas como a falta de investimento estrangeiro. Rússia sofre com as eventuais sanções econômicas impostas pela União Europeia e Estados Unidos. Brasil e África do Sul tem economias com taxas pequenas de crescimento,

Os Brics tentam mostrar ao mercado que são a solução para a economia mundial com o ostracismo das economias do primeiro mundo. Mas está estratégia de criar instituições supra-nacionais terão que ser apoiadas pela conjuntura interna dos países-membros para ter um futuro certo e preciso.

O banco dos Brics podem atender países que tem sanções econômicas como a China faz no continente africano com financimento de projetos de infraestrutura em contrapartida de exportação de matérias-primas. Mas tal instituição precisa sair do papel para se aposta dos Brics vai dar certo.

As agruras de Afonso Henriques

Afonso Henriques foi o primeiro rei de Portugal. Como Rei, o país se unificou e pode ser uma potência marítima na Idade Média.  Mas de passado glorioso para um futuro desastroso. Este nome de um nobre serve de apelido de um amigo deste que vos escreve. Ele é um amigo português no facebook e nós conversamos sobre a terra de Camões (vai pesquisar em livro de literatura e não no google).

Tão logo o premiê português Pedro Passos Coelho anunciou que não renovará o pedido de empréstimo do FMI. Pensei comigo que o país saiu da crise econômica que se encontra desde de 2010. Mas Afonso Henriques, profundo conhecedor e sobrevivente destes anos turbulentos e me disse que o governo irá aumentar os impostos e que Portugal não saiu do estado em que está.

Ele tem razão. Portugal vive uma crise econômica e foi penalizado com severas reformas econômicas e medidas de austeridade como corte de gastos e aumento de impostos. Além das batalhas entre governo e a suprema corte sobre a questão da demissão de funcionários públicos. Essa luta quase acabou com o governo de Passos Coelho.

Afonso Henriques é um ser que sempre comenta os problemas de sua terra natal em nossas conversas. A situação econômica do país ainda é grave. Tanto que ele é uma das poucas pessoas que tem emprego após uma forte onda de demissões na economia local. Portugal ainda não saiu da crise que tanto Passos Coelho desmente.

Meu caro Afonso Henriques, ouça teu amigo brasileiro e mau patriota. Tente continuar a viver a sua vida em uma nação onde os políticos são incompetentes em lidar com o mercado financeiro e o setor produtivo. Portugal precisa de caras como você. O rei Afonso Henriques agradece por isso.

Largade afaga Mantega para ser eleita no FMI.

A ministra da finanças da França, Christine Largade, fez uma rápida visita por terras tupiniquins. Ela foi a Brasília para dar aquela afagada pra cima do ministro da Fazenda, Guido Gnomo Mantega. Ela tenta convencer o governo brasileiro para apoia-lá na eleição do diretor-geral do FMI. Acho que ela terá de fazer mais do que afagar a carequinha do ministro?