Brasileiro precisa se informar mais

Minha geração sempre é marcada por aqueles que fazem maratonas de séries no Netflix ou Amazon Prime. Mas o meus contemporâneos pouco se informam sobre os acontecimentos do mundo pelo simples fato de não se interessar por coisas como a política neozelandesa, Brexit, acordo de Paris, Quadrilhão, JBS e outros assuntos que rondam a nossa pauta diária de conversas na padaria.

Mas as opiniões políticas e geopolíticas são mais assustadoras que eu pensava. Vejo o povão quer a cabeça do corruptos em prol de uma agenda onde os desperdicios seja evitados de qualquer maneira enquanto os intelectualoides vivem discutindo sobre a decadência do imperialismo yankee diante da ascensão sino-russa em questões diplomáticas e militares.

Isso se faz presente em tempos de fatos alternativos e fake news. Além de notarmos que a população sempre recorre as midias alternativas para ouvir o canto do sabiá da boa noticia do que ler as tenebrosas análises de um colunista sobre o futuro da humanidade em meio a crises de refugiados, terremotos, atentados e ameaças de guerra.

Tenho lidado com isso há muito tempo. Vivemos em uma democracia onde vicios e virtudes são expostos em primeiras páginas, capas de revistas e homepages de sites noticiosos. Minha geração se sente ofendida a todo momento por ler reportagens que não lhe agradam e pedem que os jornalistas peçam demissão por não ter cumprido com os compromissos de tais leitores.

Peço que a minha geração possa amadurecer para ler a traulitada de informações que nos chegam por emails, tweets, posts e afins. Isso pode permitir que tenho o tal senso crítico tão festejado pelo intelectuais diante do fato que a população brasileira tem pouco acesso a livros, jornais e revistas. Não tem jeito para a que o brasileiro precisa se informar mais antes de opinar

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Pergunte se for necessário

Hoje, o Rock in Rio anunciou o cancelamento do show da cantora americana Lady Gaga por ela ter tido uma crise de fibralmogia, uma doença onde o paciente sentes dores por todo corpo. Muitos fãs dela ficaram tristes por isso. Mas os meus amigos de futebol americano tiraram sarro disso incluindo este que vos posta por atos de tais little monsters.

Essa rixa começou no Superbowl 51 onde Gaga fez o show do intervalo. O narrador da ESPN Brasil, Everaldo Marques, usou o seu bordão Isso é ridicula para elogiar o show. Mas ele foi criticado pelos little monsters. Meus amigos de futebol americano começaram a trocar farpas com os fãs de Gaga. E hoje, eles celebraram o cancelamento do show dela.

Eu acompanhei tal jogo e um conhecido meu e fã de Gaga venho me perguntar como foi o show dela. Eu respondi que foi normal porque estava mais atento ao jogo entre Atlanta Falcons e New England Patriots. Então, ele me respondeu dizendo a frase Heteros como se fosse algo ele são gente que não liga para o show da diva Lady Gaga e seus little monsters.

Tal dúvida foi dissipada hoje quando perguntei para um amigo gay sobre o real significado para a palavra Hetero no linguajar LGBT. Eles usam tal termo como uma forma de discordar das posições intelectuais e morais das pessoas que se relacionam com o sexo oposto como casamento e a formação familiar. Isso se refere a analogia ao termo trouxas tão citado na saga Harry Potter para rotular a humanidade que não era adepta a magia de Hogwarts.

Em um momento onde as pessoas acusam uns as outras como uma forma de rotular a humanidade em meio de uma guerra cultural onde não temos nem vencedores nem perdedores. Acho necessário fazer as perguntas sobre termos e afins para saber realmente como estamos falando para um público que anseia pela luz do conhecimento no meio da escuridão da ignorância. Só basta fazer pergunta e tudo se esclarece.

A fonte amiga de informação

Eu vejo as minhas newsletters e me deparo com boas histórias onde a humanidade dá mostras que não perdeu a gentileza. Hoje, estava lendo o Guardian Australia onde o colunista Jonathan Drennan contou a história dos amigos Jarryd Haines e Mark Smith em que mostra que a amizade é algo tão importante em tempos de ódio mutuo e obscurantista

Jarryd tem problemas de visão decorrente de um câncer que teve aos 9 anos de idade. Então, Mark conta os lances do jogos de futebol australiano para Jarryd não perder nada. O gesto de tal amigo foi celebrado na Austrália como um sinal de solidariedade de uma paixão que une dois amigos que se esforçam para se ajudar a ver um jogo de AFL.

Isso me lembra do meu trabalho de escrever sobre o mundo e a humanidade. Eu tinha um conhecido chamado Enzo. Quando acontecia um evento importante da história como o conclave que elegeu o Papa Francisco. Ele me enviava mensagens no facebook me perguntando as últimas de vaticano pelo fato de não confiar na imprensa brasileira.

A função de Mark é bem retratada pelos correspondentes internacionais que trabalham no estrangeiro contando os fatos de tal nação para um público distante que não tem acesso a isso. É um trabalho de pombo-correio onde as mensagens são descritas e enviadas de maneira fiel para contar ao mundo e a humanidade sobre uma realidade tão diferente do que convivemos.

O gesto de Mark foi celebrado pela mídia australiana como uma amizade entre dois garotos que foi capaz de superar tais problemas para assistir um jogo da AFL. Isso se mostra importante em um momento onde as pessoas ficam em bolhas e não procuram sair do casulo para que possam ver as várias fontes de informação vindas de bons amigos como Jarryd e Mark.

Não aprendemos com a história

Em 1934, a Alemanha vivia o primeiro ano da ditadura nazista de Adolf Hitler quando o führer decidiu fazer expurgos dentro do seu próprio partido junto com o inicio da perserguição contra os comunistas e outros setores da sociedade alemã que julgava ser seu inimigo portal ao mesmo tempo que prometia a população que iria reviver a glória de um passado recente.

Passados 83 anos, o mundo vive este momento com o aumento do autoritarismo com líderes políticos exigem que suas nações sejam governadas como vilarejos feudais tendo como base a supressão das liberdades individuais junto com o fim da independência das instituições como legislativo e judiciário no afã de colocar o país nos eixos do desenvolvimento.

Tal narrativa ganha força quando artistas são incluídos em listas negras da militância seja esquerda seja direita pelo simples fato de discordar do pensamento produzido por tais militantes e ao mesmo tempo, ouvimos personalidades e intelectuais dizendo a pleno pulmões de que não existiu um passado autoritário e violento na história recente do mundo.

A história é uma ciência que estuda o passado para entender o presente e dar uma perspectiva para o futuro. Mas nós esquecemos das lições de um mundo distante onde os fatos alternativos junto com a ignorância e a má-fé dos homens e mulheres são glorificados por uma realpolitik em que a militância manda no planeta e não aceita ser questionada.

Voltamos para 2017 onde a pós-verdade se faz presente por militantes que não buscam questionar a si mesmos e seus dogmas invés de ter uma consciência individual no seu papel na sociedade. Os debates de intelectuais usando o politicamente seja correto seja incorreto é uma cortina de fumaça para o pior pesadelo que seria um mundo autoritário como a Alemanha de 1934. Ou seja, não aprendemos com a história.

O Peter Pan versão Otaku

Domingo passado, estava no twitter quando um conhecido meu vociferou contra os jovens da minha geração após ser corrigido por um seguidor após ser criticado por sua ignorância sobre o cosplayers. Eu o respondi que convivo com tais pessoas e sou uma fonte de informação para eles em questões importantes da humanidade por ler jornais e escrever sobre isso.

A critica do meu conhecido se faz válida. Conheço muitas pessoas que assistiram a série completa do mangá Death Note, mas mal sabem sobre quem é o premiê britânico. A minha geração é um pouco alienada por temer um mundo hostil no momento em que seu pai ou mãe lhe exige que saia de casa para procurar um emprego para pagar as contas do mês.

O meu conhecido me elogiou pelo fato de ler um jornal. Esse é um hábito meu que tenho desde de 2006. Escrever sobre o factual me permitiu ter uma visão mais adulta do mundo sem os seus maniqueísmos tão comuns nas histórias de mangás japoneses e nos blockbusters americanos como a franquia Star Wars onde se tem figuras como Jedis e o lado sombrio da força.

Isso me lembra um ex-amigo meu que gosta de Star Wars. Mas sempre teve uma sucessão de fracassos ao longo de sua vida adulta. Tanto que ele sempre me falava de cultura pop. Aprendi muito com ele. Mas ele teve que cortar a amizade comigo por achar que se sentia tirado por mim por causa dos meus hábitos na época como levantar cedo para assistir o Andrew Marr Show, da BBC One ou escrever em inglês (que faço até hoje).

Os meus contemporâneos se sentem no mundo de Peter Pan onde ter uma vida adulta é um pecado mortal tão bem representado pelo capitão gancho. Eu passei por isso quando era criança. Mas era um sujeito diferente que tinha o fato de ser um inspetor Closeau para vestir um sobretudo e um chapéu. Eu já era uma infanto-adulto.

O mundo não muda

Eu fiquei ausente na semana passada para me recuperar de um resfriado e de uma tosse. Meus pulmões estavam entupidos de catarro que saia a conta-gotas. Mas repousando do meu male. Conversava com os amigos de redes sociais junto de tirar um tempo para assistir um filme no Netflix e o debate entre a chanceler alemã Angela Merkel e Martin Schulz.

Nesta minha ausência, o mundo não andou nada. Os narcisistas ficavam se gabando nas redes sociais com suas fotos ostentação. O presidente americano surtou quando viu mais um presente vindo da Coreia do Norte e a Formula 1 assistiu mais uma corrida chata onde deparávamos com pilotos com medo de fazer ultrapassagens no circuito italiano de Monza.

Deparei-me com debates sobre os efeitos da maconha junto com os velhos arranca-rabos entre liberais veganos e conservadores carnívoros onde a nossa inteligência foi insultada de maneira grosseira por tais pessoas com mentalidade de crianças de 10 anos mimadas por pais que mal se dão o trabalho de educar bem tais rebentos que serão o futuro da nação.

Nossos economistas escrevem nos jornais e revistas sobre as vantagens e desvantagens das privatizações enquanto lidam com os colunistas perdidos com as últimas vindas do mundo da high-society que pouco se preocupa com o Brexit, mas fica assustada com o preço assustador de um Rolls Royce para ter em sua garagem elitizada.

Bem, o mundo ficou andando em circulos como nunca. Não creio que vamos sair desta sina tão cedo. Vai levar tempo para nós tomarmos vergonha na cara para poder resolver as dores de um planeta que se sente perdido em si. Nessas horas indecisas da humanidade. Eu lembro que estou com uma tosse irritante e que tenho que tomar o xarope.

Troca de fisioterapeuta-confidente

Eu faço aulas de alongamento desde de 2013. Minha primeira fisioterapeuta-confidente foi a Letícia. Passamos longos 4 anos de aula até que ela pediu a contas e foi montar um consultório próprio. Então, vem a Carol que a substituiu muito bem até agora. Bem, hoje a Carol me informou que vai sair da clinica e já tenho uma substituta.

Essa é a minha terceira fisioterapeuta-confidente já está se acostumando comigo para lidar até o eterno enquanto dure como disse Vinicius de Moraes. Mas eu me sinto como um governador-geral australiano que aceita mais um pedido de demissão de um primeiro-ministro de plantão por ele perder apoio do próprio partido onde comanda a tempos.

Leticia estava comigo desde do começo de minhas aulas de alongamento. Passamos por muita coisas juntos nestes quatro anos. Carol pegou o meu jeito de primeiro-ministro francês de ser e fomos muito bem durante estes quase seis meses de convivência. Ela está há mais de um ano na clinica e aceitou um outro emprego que lhe satisfazia

Agora, tenho uma terceira fisioterapeuta-confidente dentro de duas semanas. Já passei todo o meu currículo junto com a lista de exercicios onde as fisioterapeutas comentam o que fazer comigo. Assim me sintocomo uma maleta dos códigos nucleares franceses que sempre são passadas na troca de chefes de estados francófonos da quinta república.

Carol tem um futuro brilhante com o seu namorado que adora fazer um downhill enquanto Leticia está montando seu consultório de fisioterapia que é muito complicado no inicio do voo solo. Desejo-lhes sorte neste momento. Enquanto a mim, vou ter que passar todos os códigos nucleares além de citar as bandas que ouço no spotify para a minha terceira fisioterapeuta-confidente.