O velho amigo

Tem momentos em nossas vidas em que nos deparamos com uma crise existencial. Tal dilema foi explorado pelo existencialismo francês pós-segunda guerra mundial com pensadores como Albert Camus, Jean Paul Sartre e Maurice Merleau-Ponty. Passei por isso na adolescência quando via os meus colegas de ensino médio indo para a faculdade enquanto trabalhava na oficina de motores elétricos do meu finado pai.

Escrevo sobre isso por causa de um fato que deparei hoje. O professor da FAAP estava inconformado com a vida diante de tantos fracassos nas ultimas semanas em conseguir algo que não vou citar nesse texto por respeito a ele. Tal ser culto desabafou comigo e lhe contei se não fosse as nossas conversas. Eu não teria criado um portal de política internacional como o Periscópio do Mundo.

É um sentimento de gratidão com uma pessoa que me extendeu a mão com a sua generosidade. Mas senti que este mundo governado pelas circunstâncias do imponderável pode ser cruel aqueles que são boas almas no mundo. Lembro de um amigo falando que tinha a doença de Jó onde um ser humano digno aguenta as dores da humanidade.

Nesses sete anos de redes sociais. Tive que lidar com os problemas de amigos meus com uma paciência e procurando entender o que se passava na vida de tais pessoas. Tem gente que não tem essa habilidade porque quer salvar a humanidade, mas esquece de seu semelhante que sempre lhe dava atenção nos momentos em que estava na fronteira entre o céu e o inferno.

Meu amigo professor da FAAP pensa que deus lhe esqueceu. Mas vejo da seguinte forma. O chefão não lhe poderia esquecer daquele que acredita piamente em suas palavras, orações e homilhias. Ele ainda vai conversar com o ser humano culto por meio de sonhos ou reflexões para que possa achar um rumo certo para sua vida diante do caos das incertezas.