Afobados

Estava no whatsapp quando os baladeiros cariocas estavam ansiosos por conhecer alguém novo. Tive que exercer a função de speaker da Câmaras do Comuns no parlamento britânico pedindo para sossegar o faxo para não amedrontar o novato em sua iniciação em uma balada LGBT. Mas consegui compreender o motivo de tanta afobação.

Meus amigos LGBTs sempre foram muito afoitos e com medo de serem rejeitados por pessoas que atiçam sua volúpia. Eles são muitos agressivos em suas cantadas e flertes. Mas no jogo da sedução humana exige um pouco de tato para evitar problemas futuros onde possam causar frustrações por não serem compreendidos em sua sexualidade aflorada.

Falo disso porque fui alvo de uma cantada de um amigo meu. Precisei ter jogo de cintura para poder lidar com tal ato aflorado da pessoa em questão. Ele compreendeu porque fui educado e dei a dica para não ir tão afobado quando conversa com uma pessoa sendo crush (este termo dos jovens que não querem usar a palavra amante por questões morais).

Isso me lembra da ansiedades dos americanos quando sabiam que os soviéticos estavam a frente da conquista da Lua na corrida espacial dos anos 1960. Mas meus amigos LGBTs não iriam entender tal cobiça e a ânsia de ter um amante em um dark room em uma balada local. Afinal, não iriam descansar em conseguir alguém para realizar de tais fantasias.

Mas se eles ouvissem músicas como Thunderstruck, do AC/DC invés de ficar no festival vulgar da dança do acasalamento prometido pelo cancioneiro do funk brasileiro como balançar a raba ou fazer sarradas (as vezes sinto falta de um bom rock inteligente nessas horas). Eles entenderiam que estão forçando a barra por terem o medo de ficarem sozinhos no mundo.

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