Na cápsula do tempo

Nos anos 1990, o criador do seriado The Simpsons, Matt Groening criou uma série chamada Futurama onde um sujeito desejado chamado Fry é congelado no reveillon de 2000 e despertado no ano 3000. Lembro disso para retratar a minha vida tão parada em um tempo distante do presente em que nós vivemos e temos que lidar com gostos e desgostos.

Pareço ser uma capsula do tempo ambulante decifrando os tempos antigos. Me lembra de uma vez que escrevi um relato entre um debate entre políticos britânicos como Roy Jenkins e Tony Benn sobre a permanência do Reino Unido no mercado comum europeu que seria decidida em um referendo em 4 de junho de 1975 com a vitória dos europeístas.

Isso lembra as feiras do futuro realizadas nos Estados Unidos durante os anos 1930 conhecidas como Futuramas. Tanto que a cidade de Oklahoma decidiu ir além e resolveu enterrar um carro como o Chyrsler 300 de 1957 em uma rua com concreto que tinha uma proteção contra um ataque nuclear. O veículo foi desenterrado em 2007 e o mundo era muito diferente do que se imaginava.

O futuro do pretérito era diferente do que era imaginado. Temia-se um holocausto nuclear entre Estados Unidos e União Soviética. O mundo imaginava que teríamos carros voadores, não-poluentes e movidos por motores elétricos. Além de dispor uma tecnologia hi-tech. Porém, os automoveis andam sobre rodas até hoje neste planeta.

Mas temos que reconhecer que tal projeção do futuro não se concretizou como uma forma de termos a paz por via de uma modernização tecnológica comandada por computadores e mentes avançadas. Isso nos faz refletir em quais caminhos nós erramos em nossa ciência de tentar prever um tempo distante. Voltamos as cápsulas do tempo.