Turnbull e os aborígines

Quando vemos um chefe de governo soltar lágrimas. Nos perguntamos sobre tal assunto é um valor caro para si mesmo. Isso se vale para o primeiro-ministro australiano Malcolm Turnbull que chorou ao falar da situação dos povos indígenas no país. Tal choro é um estopim de uma discussão na mídia local quando o editor de assuntos indígenas do serviço australiano do jornal britânico The Guardian, Stan Grantz, fez críticas ao Australian Day porque o povo se esquecia do sofrimento dos aborígines.

Isso cala fundo a alma e a história dos australianos. Durante a entrevista, Turnbull defendeu a realização do referendo que discute a mudança do status dos povos indígenas australianos de povo tribal para uma nação fundadora das Austrália moderna. A votação será realizada em 2017 caso a coalizão entre nacionalistas e liberais consiga a vitória nas eleições federais no segundo semestre deste ano.

A oposição trabalhista tem um grande legado em relação aos povos indígenas como as leis anti-discriminação criadas pelo premiê Gough Whitlam junto com a atuação pró-aborígines de primeiro-ministros como o discurso de Paul Keating em 1992 e o pedido de desculpas feito por Kevin Rudd tão logo assumiu o governo em 2007. Atualmente o ex-premiê Bob Hawke tem dado apoio ao referendo.

Mas é a primeira vez em que a coalizão liberal-nacionalista adota uma posição pró-aborígine desde do primeiro-ministro Malcolm Frasier (1975-1983), que tinha uma atenção especial em questões de direitos humanos. O ex-premiê Tony Abbott estava ausente nessa questão que só fazia apenas entregas de certificados de posse de terras pertencentes ao estado australiano para os povos indígenas.

Turnbull propõem o referendo de 2017 para confirmar tais mudanças. Mas ele se sente pressionado para realizar uma consulta popular sobre a união civil entre homossexuais seja feita em 2017. Caso aceite a proposta de ambos as votações sejam feitas no ano que vem pode mudar a sua imagem de um homem focado na administração. O seu choro durante a entrevista de Stan Grantz é um sinal disso.

 

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