A sobrevivência de Yatseniuk

A Ucrânia vive uma crise econômica-política desde 2014. Prova que os ânimos estão exaltados a moção de desconfiança contra o primeiro-ministro Arseniy Yatseniuk. Ele é acusado por corrupção e criticado pela demora para implementar as reformas exigidas tanto pela União Europeia quanto pelo FMI. Seu gabinete ministerial não caiu por falta de quórum.

Yatseniuk é criticado até mesmo pelo presidente Petro Poroshenko, que pediu a sua renúncia por não ter condições para governar o país. A Ucrânia precisa de dinheiro para reformar a sua economia e fazer reformas para ser efetivada com país-membro da União Europeia em 2020 como parte de um compromisso feito por Poroshenko ao longo da campanha eleitoral de 2014.

Mas a eterna desconfiança com os russos junto com a situação de guerra civil no leste do país onde as cidades de Luhansk e Donetsk declaram ser repúblicas independentes, mas que são financiados pelas autoridades russas mostra como a Ucrânia está fragilizada para tentar se recuperar da investida russa junto com um programa agressivo de reformas para revitalizar sua economia.

Os ucranianos caíram na realidade após derrubar o presidente Viktor Yanukovich após 3 meses de protestos na praça Maidan no centro de Kiev. Perceberam que a reconstrução de um país dividido tem que ser feita de uma passo de cada vez para segurar um futuro próspero na União Europeia mesmo com problemas internos como a insurreição dos territórios de leste ucraniano.

O simples fato da sobrevivência de Yatseniuk mostra que a coalizão pró-Ocidente não tem um nome para o cargo para restaurar a credibilidade do estado ucraniano tanto para o Ocidente quanto para os próprios ucranianos. O presidente Petro Poroshenko terá uma ingrata missão de realizar um governo de união nacional como forma de evitar a convocação antecipada de uma eleição geral. Assim, Yatseniuk é um morto-vivo dentro do governo até a sua saída ou não.

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