Quando a China cala Hong Kong

O mundo repercute hoje o desaparecimento do quinto editor de livros em Hong Kong. Paul Lee ou Lee Bo desapareceu quando estava na cidade chinesa de Shenzen. Paul faz parte de um grupo de editores que tem uma livraria e editora que publica livros contrários ao regime comunista de Pequim na cidade-estado de Hong Kong.

Desde que o distrito financeiro foi devolvido a autoridade chinesa pelo governo britânico em 1997. Estabeleceu-se o tratado One Country, Two Systems, em que se preservou as liberdades individuais dos cidadãos da cidade por 50 anos antes do controle total a ser exercido pela China ao fim de tal prazo.

Paul Lee e seus quatros sócios da Causeway Bay Bookstore publicavam livros que questionavam a autoridade comunista na China pelo fato de Hong Kong ter a liberdade de expressão preservada pelo acordo sino-britânico. Isso causava um grande constrangimento para os comunistas de Pequim.

Mas os Hong Kongers estão atentos a isso. O sinal de alerta começou a soar quando o jornal de língua inglesa South China Morning Post foi comprado pelo grupo Alibaba como uma forma de favorecer o noticiário chinês para esconder os problemas do gigante asiático como corrupção e a falta de respeito dos direitos humanos.

O caso de Paul Lee mostra que a população local vai lutar para preservar as suas liberdades. O desaparecimento de Lee foi questionado pelo executivo-chefe do distrito e fiel aliado de Pequim CY Leung. Isso mostra quão urgente é a discussão das liberdades individuais e fazer frente a intenção chinesa de calar a boca de Hong Kong.

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