O fim de Franco

21 de novembro de 1975. A Espanha vivia uma longa ditadura. Mas nascia uma perspectiva de mudança com a morte de um ditador. A longa liturgia do franquismo fez florescer uma democracia pujante mesmo após longos 39 anos de guerra civil, perseguições e censura nunca antes vista na história espanhola.

O general Francisco Franco assumiu a Espanha após derrubar e perseguir os republicanos. Ele queria um salvador da Espanha católica diante da ameaça comunista. Mas a longa ditadura que implantou em tal país ibérico prosperou longos 39 anos. Mas tinha uma fissura capaz de criar uma brecha para a democracia.

Franco não tinha um sucessor natural. O candidato a vaga era o almirante Carreiro Blanco. Mas ele foi morto por um atentado a bomba do grupo terrorista ETA em 1973. Então, evocou uma regra de 1957 em que ele dizia que um membro da família real espanhola poderia assumir o governo em sua ausência.

O sucessor seria o príncipe Juan Carlos. Ele assumiu o governo entre 1973 a 1974. Mas as mudanças começaram a acontecer como a queda da ditadura salazarista feita por jovens oficiais do exército português. Evento que seria conhecido como a Revolução dos Cravos. Isso pressionava Franco, que já estava com a saúde debilitada.

A notícia de sua morte naquele 21 de novembro pode criar um clima de esperança e incerteza de como seria feita a transição para a democracia sob o comando do Rei Juan Carlos. O processo foi feito de forma perfeita pelo primeiro-ministro Adolfo Suarez. Hoje, os espanhóis não tem um resquício dos tempos sombrios do franquismo.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s