A indefinição espanhola

No domingo, os espanhóis irão as urnas para escolher um novo parlamento. Mas pela primeira vez na história da redemocratização espanhola. Tanto socialistas quanto conservadores não terão maioria absoluta para governar sem ter que fazer um governo de coalizão como o esquerdista Podemos e o centro-direita Ciudadanos.

Tanto Ciudadanos quanto Podemos nasceram da crise econômica espanhola em 2008. O Ciudadanos defende reformas econômicas sem ter sacrifícios para a população. Enquanto o Podemos acredita em uma reforma estatizantes de uma vertente da esquerda que ganhou força nos protestos de maio de 2011.

O primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy teve que adotar reformas necessárias e dolorosas para a população espanhola. Mas isso criou uma animosidade entre o presidente de governo e os espanhóis. Tanto que ele levou um soco durante um comício nessa semana junto com sua ausência no único debate realizado semanas atrás.

Isto fortaleceu tanto a oposição socialista liderada por Pedro Sanchez, que unificou o partido depois da luta interna entre Carmen Chacón e Alfredo Rubalcaba. Isso mostrou uma nova fase dos socialistas desde do fim do mandato do ex-premiê socialista José Luiz Rodrigues Zapatero no fim de 2011.

Os espanhóis estão divididos tanto entre os partidos tradicionais quanto nas novas agremiações partidárias. Isso cria uma nova relação política onde se faz necessária negociação para a formação de um governo de coalizão nos próximos dias se nenhum partido tenha maioria absoluta no parlamento. Está é a indefinição espanhola.

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