A poluição e o Yuan

O noticiário sobre a China tem duas notícias importantes: a adesão da moeda local, o Yuan, como unidade de reserva do FMI e os níveis assustadores da poluição que ronda Pequim segundo dados coletados pela embaixada americana na capital chinesa junto com a Organização Mundial da Saúde.

As duas notícias revelam as facetas da China atual. Enquanto os comunistas de Pequim ficam felizes pela adesão do Yuan como moeda de reserva pelo fato do país não ter dado calote e facilitará os pagamentos ao FMI sem usar as reservas cambiais em dólares ou euros. Mas enfrenta uma crise ambiental sem precedentes.

O partido comunista tem agido com mão de ferro para conter tanto a poluição de pequim quanto o controle da economia que sofre com a desaceleração do mercado financeiro e da produção industrial como foi revelado hoje. Isso pode prejudicar a retomada do crescimento econômico nos próximos anos.

A crise ambiental é uma pedra cantada há muito tempo em Pequim. A relutância do partido comunista reconhecer que uso do carvão como forma de fornecimento de energia e o uso predatório de recursos minerais podem prejudicar o desenvolvimento da economia chinesa nos próximos anos no ritmo atual.

A poluição de Pequim e o Yuan mostram a face de uma potência emergente como a China em seu momento atual. Mas será que o país vai aguentar o crescimento agressivo junto com o uso predatório dos recursos naturais. O partido comunista terá uma longa missão de equilibrar o desenvolvimento sustentável e crescimento econômico para garantir o futuro das próximas gerações de chineses.

 

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