Entre Scioli e Macri

Há poucos instantes, se encerrou o primeiro debate presidencial no segundo turno das eleições presidenciais na Argentina. O conservador Mauricio Macri e o peronista Daniel Scioli discutiram temas caros a sociedade argentina como educação, economia e políticas sociais. Mas o que vimos foi uma ampla discussão sobre o legado Kirchnerista contra o desastre do neoliberalismo nos anos 1990 para tentar alcançar o eleitor portenho.

Scioli defendeu sua administração como governador da província de Buenos Aires enquanto Macri falou de sua gestão como prefeito da cidade de Buenos Aires. Essa longa discussão sobre o futuro da Argentina focou-se sobre o trabalho de ambos como administradores de uma região populosa e que concentra 70% da população argentina e tem fundamental importância para as pretensões eleitorais de ambos os candidatos.

Macri citou a sua proposta de uma ampla agenda de integração entre o norte do país com o resto do território nacional. Scioli defendeu sua ideia de não fazer um ajuste fiscal que possa sacrificar a renda dos argentinos. A economia foi alvo de acaloradas discussões entre Mauricio e Daniel por adotarem propostas controversas e impopulares para sanar os problemas econômicos que o país sofre como a dolarização do peso e a inflação.

Ambos os candidatos não tocaram em pontos importantes no quesito fortalecimento da democracia. O controverso memorando com o Irã para se ter uma colaboração de ambos os países na investigação do atentado terrorista a Amia em 1994 ou sobre o futuro da disputa pelo controle da Ilhas Malvinas (arquipélago que é uma colônia do Reino Unido e foi alvo de uma guerra entre os dois países em 1982 com a vitória britânica) não foram citados.

A eleição presidencial na Argentina vive um momento decisivo com a liderança de Macri nas pesquisas de intenção de voto nos últimos dias. Scioli tentou colar a imagem neoliberal no candidato de oposição ao kirchnerismo. O debate foi importante por esclarecer os pontos obscuros de ambos os candidatos. A votação de domingo que vem pode tanto gerar uma onda de mudança representada por Macri quanto a volta do peronismo tradicional personificada por Scioli. Veremos no dia 22 de novembro sobre qual caminho foi escolhido.

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