Bernie e o aquecimento global

Na madrugada de hoje, a rede de tv americana CBS realizou o segundo debate entre os pré-candidatos democratas a presidência dos Estados Unidos. Bernie Sanders, Hillary Clinton e Martin O’Malley iriam discutir sobre a economia e a política doméstica. Mas diante dos acontecimentos de Paris. Os três candidatos foram questionados sobre suas políticas em relação a terrorismo e o uso de tropas militares no Oriente Médio.

Hillary defendeu uma maior cooperação entre os Estados Unidos e os países árabes como as monarquias do golfo pérsico. O’Malley foi enfático em defender o uso de tropas militares na região sobre o controle do grupo terrorista Estado Islâmico. Mas era notório a falta de noção de Bernie Sanders em que afirmou que o grande problema é o aquecimento global e isso faz que se estimula o terrorismo tanto nos Estados Unidos quanto em outras nações.

Fica nítido a falta de tato de Sanders sobre política externa. Hillary ficou na defensiva ao defender a política de bombardeios com drones adotada pelo presidente democrata Barack Obama para conter a expansão do Estado Islâmico no Oriente Médio enquanto O’Malley defendeu o uso de tropas e discordou de Hillary várias vezes enquanto o terrorismo era o assunto do debate. Isso pode mostrar que Martin pode ganhar votos entre o eleitorado conservador no caucus de Iowa em fevereiro de 2016.

Após disso, Bernie voltou ganhar destaque ao defender o salário mínimo de 15 dólares por hora e criticar Hillary por ter entre os doadores de sua campanha os financistas de Wall Street. Clinton respondeu que vai aumentar os salários dos americanos para doze doletas por 60 minutos. O foco sobre como conduzir a economia americana após uma crise financeira que foi desencadeada pela quebra do Lehman Brothers em outubro de 2008 foi um destaque no encontro.

Mas o que fica nítido é que Bernie não tem tato com questões como política de defesa e terrorismo. Sua tão prometida revolução parece um recrudescimento do puro e simples socialismo populista como a sua proposta de não privatizar o serviço postal americano. Mas o debate de ontem mostra que o duelo entre Sanders e Clitnton ganha um novo personagem chamado Martin O’Malley que pode melar o aquecimento global tão discutido por Sanders.

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