Helmut Schmidt

Diante de um momento onde um país passa por muitas dificuldades. Surge um líder capaz de dizer as palavras certas para uma população descrente. Foi assim que os alemães se lembram de Helmut Schmidt, que foi chanceler da Alemanha Ocidental entre 1974 a 1982. Schmidt morreu hoje aos 96 anos e será lembrado como um daqueles líderes improváveis que mudou o destino de sua nação com atos visionários de sua época.

Quando assumiu a chancelaria em 1974 após o escândalo de espionagem da Alemanha Oriental que envolvia um assessor do chanceler Willy Brandt. Schmidt tinha que recuperar a moral de uma nação em crise econômica nos tempos que era o ministro das finanças em 1972. Mas a maior preocupação dele era terrorismo do grupo Baader-Meinhof e o medo que a Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética prejudicasse o futuro das alemanhas.

O terrorismo que ele enfrentou de frente mandando forças de elite para resgatar alemães em um voo da Lufthansa que estava na Somália e que culminou no suicídio dos líderes do Baader-Meinhof presos na prisão de Stuggart. Ao mesmo tempo, que iniciou negociações com a Alemanha Oriental para fortalecer as relações diplomáticas de ambos os países junto com os Estados Unidos e a União Soviética nos anos 1970. Não hesitou em aceitar em hospedar os misses nucleares americanos na década de 1980.

Mesmo tendo a pressão da Guerra Fria. Schimidt foi capaz de fortalecer a comunidade europeia tendo como base de tal ação as boas relações entre Alemanha e França além de iniciar uma política de perdão com o Israel pelo holocausto. Helmut tinha uma visão futurista sobre a Europa nos anos 1970. Tanto que foi um dos arquitetos do sistema de moeda única, o Euro, adotado nos anos 2000 após longas décadas de negociações.

Nos últimos anos, Schmidt aposentou-se da vida pública após uma crise política e divergências entre os sociais-democratas em 1982. Mas a sua visão sobre a Alemanha permaneceu como uma forma de política em que o país seria o grande timoneiro de uma Europa unida sem a cortina de ferro do comunismo. Mas em 2015, ele assinou o manifesto contra a xenofobia do grupo radical Pegida. Agora, a Alemanha se despede de Schmidt com um muito obrigado por seu legado.

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