Uma discussão sensata

Desde da discussão da PL 5069/13 em que regula a questão do aborto tem gerado brigas acaloradas sobre o direito de interromper a gravidez. Lendo tantos textos de feministas quanto o texto do autor do projeto; o presidente da câmara dos deputados, Eduardo Cunha. Fica claro que se tem pouco esclarecimento sobre o termos de tal lei. A proposta carece de estudos sobre a questão e foca-se em uma teoria conspiratória sem nexo.

Tanto que a mídia se mobilizou ao permitir o projeto Agora Que São Elas, onde ativistas escrevem textos no lugar de colunistas homens durante a semana passada. Mas tal iniciativa foi questionada por articulistas como Mariliz Pereira Jorge (Folha de S.Paulo) e o blogueiro da revista Veja, Reinaldo Azevedo. Penso que tais criticas ao Agora Que São Elas são estúpidas porque isso permite que os homens possam participar de uma campanha em que pode ajudar a mudar as vidas de suas namoradas, conhecidas e parentes.

Passado a enxurrada de relatos sinceros sobre os problemas femininos. O Brasil deveria refletir um pouco sobre o arcabouço jurídico que envolve as mulheres. Vivemos um conflito ideológico entre feministas e religiosos. O fato da composição da câmara dos deputados ter uma maioria conservadora e ainda a força do feminismo na mídia não permite uma reflexão sobre a concepção do direito a vida e da questão do livre-arbítrio sobre o corpo feminino.

Não se tem um debate honesto sobre essa questão. As mulheres comuns não são ouvidas enquanto somos massacrados com opiniões tolas que apenas representam uma parcela da vida intelectual brasileira que gosta de aparecer com uma visão controversa. Quem tomou o trabalho de ler o tal projeto polêmico de Eduardo Cunha no site da Câmara dos Deputados? Pode se notar inconsistências e problemas na forma de como solucionar um problema tão grave.

Não existe uma solução conciliadora. Mas reconhecer a gravidade de um problema já é um avanço. Nosso país tem uma população de pensamento conservador que tem uma desconfiança na elite. É preciso ter uma reforma na lei que regula a interrupção de gravidez em que se estabeleça juridicamente tanto o prazo legal para se fazer um aborto e ao mesmo tempo, preservar o conceito jurídico do direito a vida. Mas isso não é discutido como se deveria diante dos gritos de feministas e líderes religiosos.

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