As mortes do Sinai

Desde da queda do Airbus A320 da companhia russa Metrojet caiu no deserto do Sinai. Muitas dúvidas foram suscitadas por governos ocidentais sobre o fato do avião ter sido alvo de um ataque terrorista do grupo Estado Islâmico em represália a intervenção eslava na Síria. Desde de sábado, a teoria que tal aeronave sofreu um acidente foi abandonada diante das revelações do serviço de inteligência britânico que diz ter provas que o mesmo foi derrubado por uma bomba.

Com suspensão de voos feita por Reino Unido e Rússia ao resort egípcio de Sharm El-Sheik criou uma tensão sobre novos ataques terroristas. Tanto que a mídia britânica começou uma ampla cobertura sobre a operação de resgate de turistas por aviões comerciais por temerem novas ocorrências. Isso ocorre dias após a visita do presidente do Egito, Abdul Fattah al-Sisi a Londres para discutir as relações diplomáticas entre os dois países.

Mas a decisão de hoje do presidente russo Vladimir Putin de suspender os voos de aviões russos ao resort pode ser um claro sinal de que o terrorismo está presente. Putin não iria adotar uma decisão tão controversa em respeito a um novo aliado como o Egito de Sisi mesmo com os relatos de conflitos entre as forças armadas e os terroristas do grupo Estado Islâmico que atuam no deserto do Sinai desde do ano passado.

Sisi tem problemas em restaurar a credibilidade do Egito em meio a crise internacional que passa o Oriente Médio. O presidente egípcio tem sido acusado por ONGs de direitos humanos por prender opositores sem o devido julgamento legal além de violar a liberdade de expressão. Tanto que durante a sua visita a Londres, Sisi teve de enfrentar os protestos de ativistas por seu controverso modo de conduzir o país em meio a onda de terrorismo que enfrenta.

Em um momento onde a ascensão do Estado Islâmico vem assustando os países árabes e o mundo ocidental. Ressurge a pergunta de como pode se enfrentar essa ameaça. Caso seja confirmado que o avião da Metrojet foi derrubado por uma bomba em pleno ar. Cria-se uma fissura na Rússia. Isso seria nefasto para Putin e muito ruim para Sisi. Mas as investigações terão que ser transparentes para que as mortes de 224 russos no deserto do Sinai não seja um fato isolado.

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