A imprensa e as ideologias

Nessa quarta-feira, um grupo de militantes esquerdistas do MTST e MST foram expulsar os ativistas do movimento Brasil Livre, que defendem o impeachment da presidente Dilma Rousseff, que estavam acampados no gramado do congresso nacional. Isso criou um clima de guerra nas redes sociais como twitter e facebook. Mas foi pouco divulgado por nossa imprensa por exceção do blog do jornalista Reinaldo Azevedo no site da Revista Veja.

Este silêncio midiático não é obra da esquerda ou da direita. Mas isso demonstra que existe dois pesos e duas medidas na nossa imprensa quando se trata de cobrir os fatos políticos deste país. Tanto Reinaldo quanto o líder do MTST, Guilherme Boulos, travam uma rixa ideológica desde do ano passado em suas colunas no jornal Folha de S.Paulo. Mas nessa semana, Boulos criticou a lei anti-terrorismo enquanto Reinaldo repudiou o lulismo.

Fora isto, a mídia não pode se silenciar diante de um ato estúpido de quem não gosta de uma ideia e ainda por cima defende uma visão tão retrograda da humanidade. Se existe pessoas como o Kim Kataguiri, que defende o impeachment. Mas tal opinião não é aceita pela esquerda representada por Boulos. Não se deve usar a militância como um braço de perseguição contra aqueles que não concordam com a sua opinião em fatos políticos. Mas não se pode acusar alguém sem provas como fez Reinaldo.

Esse é um momento onde as ideologias fracassam em trazer propostas para melhorar o país. O silêncio midiático pelo fato de não concordar com uma ideologia mostra que a imprensa precisa repensar sobre como fazer uma cobertura política isenta. Mas sempre teremos jornalistas tanto de esquerda quanto de direita. Isso não impede que tenhamos uma autocrítica necessária para entender a complexidade de uma crise político-econômica que vivemos.

Mas estamos diante de uma crise que produz capas de revista, manchetes de jornais e nenhuma análise profunda que respeita a inteligência do leitor, ouvinte, telespectador e internauta. O simples fato de um movimento social utilizar práticas terroristas para contestar um adversário que defende uma posição contrária mostra que o nosso país precisa evoluir de maneira sensata para evitar um silêncio prejudicial a democracia.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s