A gestão agressiva

Nessa semana, a cervejaria belga-brasileira AB Inbev anunciou a fusão com a sua concorrente britânica SAB Miller. A oferta de 104 bilhões de dólares feita pela AB Inbev expõe uma face pouco conhecida do capitalismo brasileiro ao encarar o mundo com uma receita de aquisições e fusões junto com uma gestão de corte de gastos e pessoal com uma cultura de mérito que não é visto por está parte tropical do continente americano.

O trio Jorge Paulo Lehmann, Marcel Telles e Carlos Sicupira mostram que o esforço de reestruturar companhias que não tem musculatura para aguentar seu gigantismo e dar espaço para profissionais competentes que desejam render lucros no mundo corporativo é uma forma pouca conhecida do capitalismo brasileiro conhecido por empresas que vivem protegidas pelo Estado cujo pouco se propõem a fazer reformas que ajudariam a economia nacional como o livre mercado e abertura econômica.

Isso se reflete no Japão, onde o primeiro-ministro Shinzo Abe conseguiu a aprovação de um código de governança para que as empresas japonesas busquem competir de forma agressiva e uma completa reinvenção do mundo corporativo japonês. Prova disso, foi a decisão da montadora Nissan, que fechou fábricas e demitiu funcionários para se reestruturar para uma nova realidade no Japão de 2001 sob o comando do brasileiro Carlos Ghosn.

Em tempos de uma economia cada vez mais globalizada. Uma gestão administrativa feito de forma agressiva parece uma solução radical. Não estamos falando em apenas em cortar gastos e demitir funcionários. Precisa compreender se a companhia está pronta para dar um salto caso os investidores estão ansiosos por resultados nos balancetes e afins. Mas como fica a situação do funcionário demitido como efeito colateral desse modo de administração?

Não se foi feito um estudo sobre a obsessão pela empresa enxuta. Principalmente em países como o Japão, que tem uma cultura onde a pessoa começa e se aposenta na mesma empresa até há poucos anos atrás. Já no modo de administração da AB Inbev, os funcionários tem que continuar pelo os próprios méritos. Caso não consiga, ele vai ser demitido. A gestão agressiva pode indicar tanto o sucesso quanto o fracasso de uma companhia.

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