A história alemã: A queda do muro

O sentimento de cansaço do autoritarismo estava presente na Alemanha Oriental. Os cultos de segunda-feira organizado pelo reverendo Christian Furher na cidade de Leipzig eram o embrião de um movimento contra o partido comunista. Os cinemas alemães-orientais exibiam filmes que faziam críticas contra o regime além de uma clara consciência sobre as liberdades individuais ao sintonizarem as transmissões das redes de televisão da Alemanha Ocidental.

Mas a queda da cortina de ferro começando na Hungria foi capaz de criar uma ampla onda de refugiados nas fronteiras com a Áustria. Isso criaria uma enorme pressão por reformas que vinha sendo adiada por Erick Honecker. Ao mesmo tempo que a Alemanha Oriental completava 40 anos de existência em 7 de outubro. Mas a crise social fez que sua liderança fosse contestada e que fosse removido do cargo de chefe do partido comunista em 18 de outubro.

Com a liderança de Egon Krenz, a crise ganhou contornos dramáticos. Os alemães-orientais exigiam democracia com o slogan “nós somos o povo” nos protestos de Leipzig. Isso criou uma sensação de coragem ao exigir que a democracia em uma nação dominada pelo comunismo seguindo os exemplos de Hungria e Polônia. O símbolo do esforço alemão-oriental seria a derrubada do muro de Berlim e fugir para a Alemanha Ocidental.

Mas tal dia chegou em 9 de novembro de 1989. Com uma confusa entrevista coletiva. O partido comunista anunciou a liberalização das leis de imigração como o fim da exigência do visto para viajar para fora da Alemanha Oriental. A população berlinense não acreditou no que ouvia e decidiu ir para o Checkpoint Charlie and Bornholmer Strasse, pontos de fronteira entre Berlim Ocidental e Berlim Oriental para ver tal mudança diante de seus olhos

A notícia fez que vários alemães pedissem a queda do Muro de Berlim. A população se reuniu diante da fortificação para derrubar a construção de concreto como um desejo de exorcizar um fantasma. A cena de picaretas e martelos além de berlinenses de ambos os lados mostrava que o povo estava sendo representado por aqueles que queriam uma Alemanha unificada. Este desejo teria um longo caminho para ser concretizado.

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