A confiança de Müller

Nos últimos tempos, muitas empresas tem mudado sua conduta para se adequar aos tempos de transparência em negócios. Isso cria uma relação de confiança entre o produtor e o consumidor. Mas o que acontece quando este laço é rompido com lances de trapassa afim de ludibriar uma pessoa. Essa questão vem a tona desde do escândalo Volkswagen relatado durante essa semana neste humilde blog e que hoje ganhou novos contornos com o anúncio que Matthias Müller assumirá o comando da montadora alemã.

Desde da renúncia de Martin Winterkorn anunciada na quarta-feira. Muito se especulava-se sobre o futuro da Volkswagen. Müller já afirmou que vai reconstruir a relação de confiança. Mas será que tal missão proposta pelo CEO do grupo Volkswagen vai ter exito? Prova disso foi a decisão da Suíça de proibir a comercialização de carros e marcas que pertencem a Volkswagen como uma forma de punir a montadora por tais erros.

Se voltarmos no tempo. O grande salto da Honda no mercado americano nos anos 1970 se deve construir um carro barato e que respeitasse as regras de emissão de poluentes que foram estabelecidas pela Lei Muskie. Assim foi criado o Civic, que permitiu a conquista do Estados Unidos abrindo uma nova fronteira para os carros japoneses. O esforço dos engenheiros da montadora japonesa de construir um carro dentro dos padrões ambientais foi muito importante para a reputação de empresa abalada com o recall do modelo N360.

O exemplo da Honda serve para mostrar como a Volkswagen vai ter que reconstruir a sua relação de confiança para o público. Não estamos falando em construir carros modernos que usam tecnologias inovadoras. Mas sim o ato do consumidor comprar um carro que não vai lhe custar muito com a manutenção além de permitir um custo baixo ao longo de anos de uso até trocar por uma versão mais moderna de tal modelo.

Müller fez carreira como executivo-chefe da Porsche. Isso permitiu que as inovações que permitiriam a construção de carros esportivos e que são ecologicamente corretos fosse uma avanço e tanto. Isso fez que se preservasse o espírito de automóveis rápidos e capaz de agradar ao meio ambiente. Müller vai ter um longo trabalho para frente para reconstruir a imagem da Volkswagen. Mas sua fala em que reconhece a confiança perdida só mostra o longo caminho a ser percorrido por Matthias Müller.

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