A história alemã: Ostpolitik

A disparidade entre o ritmo de desenvolvimento entre a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental era muito clara. Enquanto os alemães orientais esperavam mais de dez anos para ter um carro Tribant. Os alemães orientais poderiam comprar um Volkswagen, Mercedes Benz, BMW ou Audi em algumas semanas. Mas a esquerda radical da Alemanha Ocidental ainda queria aterrorizar o capitalismo local e sua sociedade de consumo.

A grande questão para os políticos alemães-ocidentais era pode unificar a Alemanha novamente. Quem teria essa ideia era o chanceler social-democrata Willy Brandt (1969-1974). Ele estava determinado a aproximar os dois países. Então, criou uma política externa especial para a Alemanha Oriental chamada Ostpolitik. Isso consistia em promulgar tratados que permitissem a livre circulação de pessoas entre os dois países.

Mas a desconfiança do lado alemão-oriental era nítida. Walter Ulbricht foi retirado do posto de secretário-geral do partido comunista para Willi Stoph. Tanto que a Stasi, a polícia secreta alemã-oriental, conseguiu infiltrar o agente Gunter Guillaume como um assessor do chanceler alemão-ocidental Willi Brandt. Tão logo que o caso foi revelado. Brandt teve que renunciar ao cargo para ser substituido por Helmut Schmidt em 1974.

Mas a Ostpolitik continuou viva mesmo com os problemas como o terrorismo do grupo Baader-Meinhof. Schmidt era um homem determinado em fortalecer o processo de aproximação com a Alemanha Oriental e com outros países da Europa Ocidental como a França. Esse foi um processo que facilitou posteriormente as negociações para a reunificação de tais países. A Ostpolitik ainda tinha grande apoio popular por estender a mão para um país como a Alemanha Oriental.

Schmidt não fechava os seus olhos para os problemas da ditadura alemã-oriental. Tanto que usou a estratégia de pagar a liberdade de refugiados alemães-orientais que tentavam fugir para a Alemanha Ocidental para ter uma vida melhor. Eles fugiam usando o expediente de viajar para um país comunista como a Bulgária para passar ir a Áustria. Mas isso iria terminar tão cedo do que se imaginava na visão da Ostpolitik.

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