Je suis Aylan et Charlie

Hoje, muitos inteligentinhos criticaram o jornal satírico francês Charlie Hebdo por uma caricatura feita sobre a morte do garoto sírio de três anos Aylan Kurdi. Parecia uma revolta sem precedentes diante da dor da perda de um menino onde os ocidentais prestaram atenção ao drama dos refugiados. Parece que os críticos de Hebdo voltam a questionar o humor politicamente incorreto que é marca deste periódico que reflete a humanidade.

Mas se nós gritamos Je Suis Charlie como uma forma de protesto contra a barbárie terrorista. Porque vamos criticar um jornal que pôs um dedo na ferida. Nós se demos conta da grave crise migratória quando vimos a foto de um garoto. O ceticismo que nos ronda sobre um problema que pode ser esquecido nas páginas de jornais e revistas foi lembrado com um humor negro pelo Charlie Hebdo com uma simples caricatura.

A liberdade de expressão e o humor são ferramentas anárquicas do qual não temos controle quando se tornam públicas. O público tem o direito de não gostar de uma caricatura tão provocativa como do Charlie Hebdo fez sobre Aylan. Mas não podemos censurar ou dizer que tal periódico faz um jornalismo irresponsável. Isso só mostra que somos um bando de politicamente corretos e hipócritas que adotamos um discurso por conveniência.

A imagem de Aylan nos fez questionar sobre as fotos que chocam uma humanidade por mostrar uma realidade nua e crua que nós ignoramos por nada. Quando o Charlie Hebdo fez uma caricatura onde uma placa da rede de lanchonetes McDonalds é posta no mesmo plano do que o corpo de Aylan. Por linhas tortas, isso reflete onde os refugiados e imigrantes estão indo a Europa por uma vida melhor e fugir dos conflitos armados em seus países de origem.

Ao ver uma discussão onde os inteligentinhos ficam dizendo que tal caricatura é irresponsável só me mostra que vivemos uma era onde a estupidez e a hipocrisia do politicamente correto não permitem que uma simples caricatura nos pode dar um soco no estômago para refletir sobre as nossas vidas e a realidade torpe e cruel que vivemos. O Charlie Hebdo fez um bom serviço a humanidade ao retratar a vida do garoto Aylan.

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