A ascensão de Turnbull

Hoje, a Austrália tem o seu quarto primeiro-ministro desde 2013. Após falhas e uma alta taxa de rejeição, o conservador Tony Abbott foi derrotado pelo seu ministro das comunicações Malcolm Turnbull em um caucus (um desafio de liderança feito por um parlamentar ou ministro contra o primeiro-ministro). Turnbull já era cotado como primeiro-ministro meses atrás em uma moção de desconfiança (ou motion spill) apresentada por um parlamentar liberal.

A grande questão de Turnbull é se ele vai mudar a posição do governo sobre as políticas de mudanças climáticas e o casamento gay. O líder da oposição trabalhista Bill Shorten já afirmou no twitter que a Austrália não precisa de outro primeiro-ministro arrogante, mas sim uma mudança no governo. As pesquisas de opinião dão uma clara vantagem para os trabalhistas que estão unidos desde do duelo fratricida entre Julie Gillard e Kevin Rudd entre 2012 a 2013.

Turnbull precisa recuperar uma economia dependente da exportação de matéria-primas como minério de ferro e fortalecer a industria local com a abertura da economia para acordos comerciais com Japão, China e Coreia do Sul. Abbott era criticado por ter pouco tato em questões sociais como o casamento gay e o referendo sobre o status da população aborígine. Isso fez que Turnbull se tornasse um político muito popular entre a população australiana.

O novo primeiro-ministro teve uma carreira bem sucedida como banqueiro no banco de investimentos Goldman Sachs antes de entrar na vida pública. Ele foi líder do partido Liberal entre 2008 a 2009, quando foi derrubado por Tony Abbott.  Sempre foi cotado para ser premiê por ter uma boa avaliação junto ao eleitorado. Tanto que foi um dos poucos ministros a defender a votação do casamento gay mesmo com a censura de Abbott.

Não se sabe com Turnbull como primeiro-ministro pode mudar o cenário eleitoral em 2017 como as pesquisas dando vantagem aos trabalhistas. Mas a mudança no cargo de premiê pode ajudar na eleição do distrito de Canning no estado de West Australia. O temor de perder um assento federal para os trabalhistas pode ditar o futuro do governo Turnbull. Mas ainda sim, os australianos terão longos dois anos de um governo estável de Malcolm Turnbull.

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