O São Paulo explica a minha vida

Em um mundo onde os jogadores pensam em seus salários astronômicos do que se tornar ídolos de uma torcida. Mas se identificar com um time de futebol por qual vai torcer por toda a sua vida é uma tarefa difícil de ser feita. É uma escolha da qual não se arrependerá. O futebol tanto te dá uma alegria quanto te dá uma tristeza ou desilusão. Foi assim que me tornei um são paulino por acaso. Tive as minhas fases de devoção ao ceticismo com o esporte bretão.

É assim que sou são-paulino. Isso começou com um anti-corinthianismo nos anos 2000. Tanto que fui taxado de corintiano por colegas (agora são adultos que tem filhos e lamentam a vida de casado). Mas a vida dá voltas. Depois da fase onde você não tem personalidade para decidir para quem torcer. Quando escolhe um time mesmo que seus pais sejam corintianos é uma forma de mostrar que um ser é individuo sem ter uma influência onde os amigos lhe tiram o sarro e aturar a burrice da mídia esportiva.

Lembro das palavras de AVC quando fala que torcer para o Barcelona ou Real Madrid é uma modinha sem limites. Ele é um torcedor do Borussia Dortmund. Eu comecei a ser são-paulino quando um técnico chileno Roberto Rojas se esforçou como nunca e renovou o espírito tricolor. A torcida viu o resultado quando o time venceu o Corinthians no primeiro turno do campeonato brasileiro em 2003. Não aguentávamos a estupidez da tiração de sarro de outras torcidas.

O futebol virou um campo das frustrações de torcedores que veem seus times como uma forma de escapismo dos problemas pessoais. Lembro de quando falei que era são-paulino para a minha professora de português no segundo ano de ensino médio. Maria Alice me disse que isso é uma maneira de mostrar personalidade. Ela era uma corintiana sensata que reclamava das perguntas toscas feitas pelos repórteres aos jogadores após o fim do jogo.

Ver o São Paulo de Luis Fabiano e Rogério Ceni vencendo o Corinthians e se fortalecendo ao longo dos anos tanto com Rojas, Cuca, Paulo Autuori e Muricy Ramalho nos fez acreditar que poderíamos ganhar no futebol e aprender com as derrotas. Hoje, Juan Carlos Osorio tem uma ingrata missão de recuperar a confiança de uma torcida desconfiada com a situação financeira do tricolor. Mas eu continuo a ser são-paulino sensato de sempre.

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