O exemplo guatemalteco

Em um momento em que as instituições são fortalecidas em sua luta contra a corrupção. Um pequeno país da América Central chamado Guatemala mostra que ninguém está acima da lei. O presidente Otto Perez Molina renunciou o cargo depois que o congresso retirou sua imunidade jurídica após um juiz pediu a sua prisão por participação em um esquema onde desviava mais de 50% dos recursos aduaneiros da Guatemala. Tanto que a população não sai da Plaza De La Constitucíon há semanas.

Tanto nos jornais da América Latina (com a exceção dos Brasileiros menos a repórter especial da Folha Sylvia Colombo e seu blog Latinidades) quanto a revista britânica The Economist chamaram a atenção para que as nações centro-americanas estão sendo testemunhas de uma onda de protestos contra os governos cuja as causas são diversas. Desde do aumento da violência em El Salvador e Honduras até a construção de um canal na Nicarágua.

Ver a queda de Perez Molina e o bom funcionamento das instituições é um exemplo nunca antes visto na história guatemalteca que viveu uma violenta guerra civil em um período turbulento na América Central de como adesão da população ao direito de exigir investigação sobre um escândalo sobre desvios de recursos oriundos de importações e exportações e os pagamentos de propinas feitos a funcionários aduaneiros e políticos.

A Guatemala criou órgãos anti-corrupção para estancar a desconfiança interna. A população não tolera mais os malfeitos de seus políticos. Os países centro-americanos estão vivendo em um momento onde a desconfiança em que nação nutre em torno da classe política por seus vícios. Com a decisão do congresso guatemalteco de permitir a investigação de Perez Molina e amparada pelo justiça local como forma de mostrar que ninguém é impune.

O novo presidente Alexandre Maldonado vai assumir o mandato para garantir a realização das eleições presidenciais no próximo domingo na Guatemala. Isso reforça que nem um golpismo será tomado para mudar os rumos políticos. A população deseja a democracia como forma de governo onde a transparência é a essência de uma boa gestão administrativa e que os vícios não sejam usados como forma de desculpa esfarrapada. Este é o exemplo guatemalteco.

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