Oliver Sacks

O mundo sempre teve pessoas que cuja a função era contar histórias para elucidar um enigma com uma solução simples e eficiente. Foi isso que fez o neurologista Oliver Sacks, que morreu ontem aos 82 anos. Ao longo de sua carreira, Sacks contava histórias sobre os problemas da mente humana não como uma linguagem médica, mas sim com um texto claro para todos aqueles possam entender as dificuldades de seus pacientes.

Desde dos livros publicados como “Um antropólogo em Marte” até série de documentários da BBC Mind Travellers. O estilo simples de Sacks estava presente em relatar os enigmas da mente retratados em seus pacientes. O mundo entendia em um jeito claro temas complexos da neurologia e autismo por exemplo. O próprio Sacks tinha problemas pessoais como assumir a sua homossexualidade e uma timidez profunda com as pessoas fora do mundo da neurologia.

Mas não perdia a vontade de viver. Tão logo confirmou que tinha pouco tempo de vida em um ensaio publicado pelo jornal americano The New York Times. Sacks não mudou a sua rotina. A metástase do câncer que se originou na olho e atingiu os outros órgãos não afetou em nada. Tanto que ele publicou em uma autobiografia antes de morrer onde contou tudo que lhe tinha em mente para um público que queria entender um homem ávido por conhecimento.

O legado de um neurologista como Sacks é ter transmitido um conhecimento para elucidar um universo desconhecido que era a mente humana. Tanto que em 2012, ele contou sua vida em um documentário do programa Imagine (BBC One) onde falou do seu problema de não reconhecer o rosto de pessoas fruto da prosopagnosia, uma síndrome que afeta a memória e contar os casos de seus pacientes que tratou ao longo da vida.

Oliver Sacks deixou esse mundo com uma missão cumprida. Mesmo tendo tantos problemas, ele nunca perdeu a esperança de revelar os enigmas do cérebro como uma forma de socializar com as pessoas através de troca de ideias. Em um planeta onde temos pessoas que não gostam de ser contestadas ou que ficam apenas em uma redoma onde o ambiente não influi nas questões internas. Sentiremos falta da curiosidade de Oliver Sacks.

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