Bem-vinda recessão

Hoje, o governo teve uma péssima notícia. Nosso país está em recessão técnica (quando se tem um crescimento negativo na economia por dois trimestres consecutivos). Os economistas criticam o Planalto que faz pouco caso com isso. O Brasil está pior do que o final da novela Babilônia. Mas qual rumo devemos tomar em nossa primeira recessão causada por fatores locais como falta de controle dos gastos públicos?

Temos que reconhecer que a classe política não faz reformas necessárias para termos crescimento. O governo adota um modelo econômico fracassado e não permite uma abertura da economia ao investimento estrangeiro e a globalização com temor de um desemprego em massa. O Brasil precisa se modernizar, mas isso não é feito da maneira correta. Ainda temos o esqueleto do keynesianismo fajuto em nosso armário ideológico.

Uma economia como a nossa precisa de uma injeção de cultura capitalista. Mas temos economistas de esquerda que ficam assustados ao falarmos do neoliberalismo. Mas a Alemanha fez reformas em sistema de bem estar social como uma forma de se adequar ao euro enquanto o Reino Unido cortou na própria para controlar o deficit fiscal. Ambas as economias estão indo bem e gerando empregos e inflação baixa para não sacrificar o custo de vida.

Não se reverte uma recessão com mais gastos. O que deve ser feito são reformas estruturais para permitir que o setor privado possa andar com as próprias pernas além de criar uma segurança jurídica que o país tanto necessita para atrair o investimento estrangeiro. Uma estratégia de criação de campeões nacionais as custas do contribuinte via BNDES ou pacotes de ajuda a setores econômicos que tem efeito nulo na recuperação econômica.

Se queremos um país melhor, devemos esquecer as loucuras ideológicas prometidas por um pensamento esquerdista atrasado. Vamos precisar fazer reformas em nosso contrato social para termos um crescimento econômico sem um viés de uma promessa de uma nação igualitária. Não podemos ser um Suécia tropical como defende o professor Mangabeira Unger. Mais uma recessão é um belo soco no estômago e acordarmos para uma realidade difícil que precisa ser enfrentada.

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